sábado, 5 de janeiro de 2013

Infelismente perdemos uma Amiga por complicações do Lúpus e a leishmaniose

por complicações do Lúpus e a leishmaniose

                                          Juliane Silveira
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou neste sábado (5) que foi a leishmaniose a causa da morte da jovem Juliane Silveira, 29 anos. A educadora física morreu na madrugada de sexta-feira (4) em uma clinica particular da Capital.
Segundo a coordenadora do setor de epidemiologia da secretaria, Erci Hirota, este é o primeiro óbito provocado pela doença no município este ano. Em 2012, Campo Grande registrou 245 casos de leishmaniose.
A família da jovem já tinha um exame que confirma o diagnóstico da doença. Ela também sofria ainda de lupus, considerada uma comorbidade em casos de leishmaniose, ou seja, um fator agravante.
Dos casos registros no ano passado, nove pessoas morreram vítima da doença. Em 2011 foram confirmados 202 casos e três pessoas morreram de leishmaniose na Capital.
 http://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/saude-confirma-morte-de-jovem-por-leishmaniose

O que é Leishmaniose
É uma doença transmitida por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil existem atualmente seis espécies de protozoários responsáveis por causar doença humana. As variedades mais encontradas são a Leishmaniose Visceral (LV) e a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).

Leishmaniose Visceral
É conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun. É infecciosa, mas não contagiosa. Acomete vísceras, como o fígado e o baço, podendo ocasionar aumento de volume abdominal.

Transmissão
A LV é transmitida ao homem por meio da picada do inseto vetor (Lutzomyia longipalpis) conhecido popularmente como "mosquito-palha, birigui, asa branca, tatuquira e cangalhinha". Esses insetos têm hábitos noturnos e vespertinos, atacando o homem e os animais principalmente no início da noite e ao amanhecer.

Sintomas
Os sintomas mais freqüentes são febre e aumento do volume do fígado e do baço, emagrecimento, complicações cardíacas e circulatórias, desânimo, prostração, apatia e palidez. Pode haver tosse, diarréia, respiração acelerada, hemorragias e sinais de infecções associadas. Quando não tratada, a doença evolui podendo levar à morte até 90% dos doentes.

Tratamento
O SUS oferece tratamento específico e gratuito para a doença. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação. A droga de primeira escolha para tratamento de casos de LV é o antimoniato de N-metil glucamina (Glucantime®).

É importante reforçar que quanto antes o doente procurar orientação médica e tratamento, maior a possibilidade de recuperação e cura.

Prevenção
As medidas preventivas visam a redução do contato homem-vetor, podendo ser realizadas medidas de proteção individual, dirigidas ao vetor e à população canina, tais como: uso de mosquiteiros com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes, manejo ambiental, através da limpeza de quintais, terrenos e praças, eliminação de fontes de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, eliminação e destino adequado de resíduos sólidos orgânicos, entre outras medidas de higiene e conservação ambiental que evitam a proliferação do inseto vetor.

Leishmaniose Tegumentar Americana
É uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas.

Transmissão
A transmissão ocorre pela picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas.

Sintomas
As lesões podem ocorrer na pele e/ou mucosas. As lesões de pele podem ser única, múltiplas, disseminada ou difusa. Apresentam aspecto de úlceras, com bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. As lesões mucosas são mais freqüentes no nariz, boca e garganta. Quando atingem o nariz podem ocorrer entupimentos, sangramentos, coriza e aparecimento de crostas e feridas. Na garganta, dor ao engolir, rouquidão e tosse.

Tratamento
O SUS oferece tratamento específico e gratuito para a doença. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação. A droga de primeira escolha para tratamento de casos de LTA é o antimoniato de N-metil glucamina (Glucantime®). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dose do Glucantime® deve ser calculada em mg/Sb+5/Kg/dia, Sb+5, significando antimônio pentavalente. Para as lesões cutâneas, o esquema de tratamento é de 15 mg/Sb+5/Kg/dia por um período de 20 dias e para cutânea difusa o tratamento é de 20 mg/Sb+5/Kg/dia por um período de 20 dias.

Para as lesões mucosas, é recomendada a dose de 20 mg/Sb+5/Kg/dia por um período de 30 dias. Outras opções terapêuticas disponíveis nos serviços de saúde são: isotionato de pentamidina e anfotericina B.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda ações dirigidas à:

  • População humana: medidas de proteção individual, tais como usar repelentes e evitar a exposição nos horários de atividades do vetor (crepúsculo e noite) em ambientes onde este habitualmente possa ser encontrado;
  • Vetor: manejo ambiental, através da limpeza de quintais e terrenos, a fim de alterar as condições do meio, que propiciem o estabelecimento de criadouros para formas imaturas do vetor;
  • Atividades de educação em saúde: devem ser inseridas em todos os serviços que desenvolvam as ações de vigilância e controle da LTA, requerendo o envolvimento efetivo das equipes multiprofissionais e multiinstitucionais com vistas ao trabalho articulado nas diferentes unidades de prestação de serviços.
Fonte: Mnistério da Saúde
http://www.saude.ba.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=167&catid=3&Itemid=18 

Veja aqui a Reportagem com o video que o G1 Mato grosso do Sul postou.

Confirmada primeira morte por leishmaniose em Campo Grande

http://g1.globo.com/videos/mato-grosso-do-sul/t/ms-tv-1a-edicao/v/confirmada-primeira-morte-por-leishmaniose-em-campo-grande/2328739/

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