domingo, 7 de setembro de 2014

Pericardite - Sintomas

O lúpus eritematoso sistêmico acomete o coração em até 66% dos casos, sendo mais comum o comprometimento pericárdico, com pericardite fibrinoso ou serosa, e pequeno derrame em alguns casos. A endocardiopatia acomete sobre tudo a valva mitral, conhecida com endocardiopatia de Libman-Sacks, tem evolução lenta e raramente necessita de intervenção cirúrgica. O acometimento miocárdico é raro.
A endocardiopatia ou endocardite de Libman-Sacks é encontrada de 13% a 50% de portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico submetidos a necropsia, mas a disfunção valvar de repercussão hemodinâmica é rara. Vários mecanismos são propostos para a explicar a ocorrência de insuficiência mitral, entre elas, disfunção do músculo papilar, rotura de cordoalhas tendineas, perfuração das cúspides secundárias a vasculite e aderência fibrótica do folheto posterior ao endocárdio subjacente, conseqüente a inflamação.
A valvopatia lúpica pode acarretar insuficiência cardíaca de evolução lenta, ou contrário das endocardite infecciosa (veja abaixo). Raramente a evolução e progressiva a ponto de necessitar substituição valvar. O edema agudo de pulmão e muito raro.
Pericardite Lúpica – A pericardite é a forma mais comum de comprometimento cardiovascular lúpico. Estudos necroscopicos detectaram pericardite em 62% dos casos, e estudos clínicos revelaram presença em 25%. A pericardite no estudo ecocardiográfico ocorre em 75% dos casos.
Apesar da pericardite ser freqüente o derrame pericárdico é considerado raro e foi observado em 0.8% dos casos. Derrames pericárdicos não necessariamente de grande volume podem levar a tamponamento cardíaco dependendo da velocidade com que o derrame se acumula.
A pericardite na fase aguda pode ser fibrinosa ou serosa e no estagio crônico tende a ser fibrinosa e raramente com depósitos de cálcio. O líquido pericárdico e geralmente exsudado seroso, mas pode ser serosangüíneo.
Tua Saúde       
Identificar precocemente os sintomas da pericardite é importante para diferenciar de outras doenças e para que seja realizado o tratamento adequado e no tempo certo. Os sintomas da pericardite podem incluir:
  • Dor torácica (principal sintoma);
  • Dificuldade respiratória;
  • Tosse;
  • Febre;
​​Nos casos mais graves e mais tardios, como na pericardite constrictiva, pode haver:
  • Acúmulo de líquido no abdômen;
  • perda de peso;
  • cansaço aos esforços;
  • Pernas inchadas.
A dor da pericardite é o sintoma principal. Como características, ela piora quando o indivíduo deita-se e melhora quando o mesmo fica sentado com o tórax inclinado para frente. Piora com a respiração. Começa de maneira rápida, localizada no centro do tórax ou abaixo do osso esterno ou do lado esquerdo do tórax e pode irradiar- se para a região do ombro esquerdo e do pescoço. ​​
Durante o atendimento médico, é importante que o indivíduo saiba dizer quais as características da dor torácica para diferenciar a pericardite de outras doenças como pneumonia, embolia pulmonar, doença do refluxo gastroesofágico, infarto agudo do miocárdico.

Causas da pericardite

As causas da pericardite podem ser:
  • Infecção viral ou bacteriana;
  • Radioterapia;
  • Artrite reumatóide;
  • Lúpus eritematoso sistêmico
  • Câncer de mama;
  • Efeito colateral de medicações;
  • Tuberculose;
  • Pós-cirurgia cardíaca;

Diagnóstico da pericardite

O diagnóstico da pericardite é feito pela história clínica característica, pela ausculta cardíaca, que pode identificar um atrito pericárdico, e pode ser complementado por exames como: eletrocardiograma, raio x de tórax, exames laboratoriais e ecocardiografia.

Tratamento para pericardite

O tratamento para pericardite é feito com a tomada de anti-inflamatórios não esteróides por 2 semanas. Nos casos mais graves, o tratamento definitivo é realizado com cirurgia.
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