quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lúpus tem que ter Atenção redobrada no Verão - Médicos alertam !!!

Médicos alertam lúpicos para os cuidados durante o verão

Durante o verão os balneários são os locais mais procurados para o lazer e refrescar a calorenta estação. 
Mas atividades que levem a exposição solar contínua e prolongada como o bronzeamento são vedadas para pessoas com lúpus. 
Esta doença inflamatória crônica possui sintomas que podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas), e variam com fases de atividade e de remissão. Mais frequente em mulheres do que em homens, o lúpus é uma doença de origem autoimune rara, e pode ocorrer em pessoas de qualquer raça, sexo e idade, e principalmente entre os 20 e 45 anos. Pode manifestar-se também em crianças recém-nascidas e até mesmo em pessoas da terceira idade, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraense de Reumatologia (SBR), Otávio Paz, estima-se que no Pará existam cerca de 800 pacientes com esse diagnóstico e, por ser um estado onde a incidência de raios solares é alta especialmente no período do verão, os médicos recomendam cuidado redobrado nesta época do ano. 
Ele destaca que a luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele, como se imagina. “A frequencia do lúpus eritematoso sistêmico (LES) varia entre as populações, dadas diferenças genéticas e ambientais. A luz do sol em países tropicais pode causar uma piora ou ressurgimento de sintomas anteriormente presentes. Um estudo finlandês realizado em 2004, acompanhando 33 pacientes com lúpus ao longo de 12 meses, foi categórico em comprovar a influência da sazonalidade na piora do lúpus”.

Dentre as diversas formas de envolvimento da pele causadas pela doença, destaca-se a sensibilidade excessiva a luz, ocasionando uma inflamação da pele, chamada de fotossensibilidade. Um paciente que se expuser indevidamente a luz solar pode apresentar piora do seu quadro clínico, ressurgimento de sintomas anteriormente controlados, e aparecimento de lesões de pele bastante diversas, algumas agressivas do ponto de vista estético. Os cuidados com a pele devem ser contínuos e mais intensificados no verão.
Atenção
Os pacientes devem evitar a exposição solar direta, a solaridade das 09h às 16h, fazer uso diário e sistemático (reforço a cada duas horas) de protetor solar UVA e UVB, com fator de proteção solar mínimo de 30 (FPS30). 
Estes cuidados ajudam os pacientes a aproveitar a estação sem comprometer a qualidade de vida. 
“A exposição solar desencadeia uma reação inflamatória que pode afetar estruturas como articulações, cérebro, rins, vasos sanguíneos, e ainda causar anemias, queda de cabelo, redução nas células responsáveis pela coagulação do sangue, dentre outros. 
Ou seja, a exposição à luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele”, esclarece Otávio Paz.

O lúpus causa sérias alterações imunológicas no organismo da pessoa acometida, demanda consultas e internações frequentes. A reumatologista do Centro Hospitalar Jean Bitar – que oferta assistência aos casos mais graves encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, Thayana Kajitani explica que a principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causa inflamação em diversos órgãos como a pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc. “Entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que o indivíduo tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada um. Cada paciente com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais”.

Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. “Pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas”, elucida Kajitani.

O diagnóstico- É feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas da doença. Algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, e também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. E são muito importantes para definir se há atividade do LES. “Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza”, destaca Kajitani.

O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve, portanto, ser individualizado. A pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, pouco ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). O tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular as alterações que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.

“Há dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas ou eritematosas, daí o nome lúpus eritematoso, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo, “V” do decote e nos braços). E o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Os sintomas mais comuns são gerais e extremamente freqüentes, embora inespecíficos, os mais comuns são a anorexia (falta de apetite), perda de peso e febre. Sintomas esses que podem ser identificados no início e até preceder em meses o aparecimento das manifestações orgânicas”, destaca Kajitani.

A doença também pode trazer danos para a estética já que as manifestações cutâneas são características marcantes. Podem estar presentes no início da doença em até 70% dos casos. A mais conhecida é o rash malar ou eritema em “asa de borboleta”, que é uma mancha vermelha no rosto caracteristicamente acometendo a região malar (maçã do rosto). Outros sintomas comuns em 80% dos casos são manifestações articulares como artralgias (dor nas articulações) ou artrite (inflamação das articulações). Falta de ar e dor no peito podem aparecer como conseqüência da inflamação das membranas que revestem o pulmão (pleurite) e do coração (pericardite). Também podem causar alterações nas células do sangue devido aos anticorpos contra estas células, causando a destruição destas, podendo causar anemias e outras doenças linfáticas.

Kajitani chama a atenção para inflamação nos rins denominada de nefrite, uma das manifestações que mais preocupam e ocorre em cerca de 50% das pessoas com LES. “No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa ou diminuição da quantidade de urina. Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal”, alerta.

Foi o que aconteceu com Cássia Brito, atualmente com 22 anos. Ela descobriu a doença com apenas sete anos de idade. devido às sérias complicações renais impostas pelo lúpus, iniciou à época um tratamento emergencial com a hemodiálise e em 2008 passou por transplante renal no Hospital Ophir Loyola. “Procuro levar uma vida normal. Vou à praia e busco os lugares com sombra. Hoje a doença está controlada, a mancha no rosto sumiu, no entanto ainda sinto dores nas articulações, por isso não descuido do bloqueador solar e dos meus remédios”.

Leila Cruz- Ascom Ophir Loyola
http://www.ophirloyola.pa.gov.br/medicos-alertam-portadores-de-lupus-para-os-cuidados-durante-o-verao/

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