sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Células-tronco para tratar necrose em ossos

Células-tronco para tratar necrose em ossos
 
20/01/2012 22h02 - Atualizado em 20/01/2012 22h02

Pesquisa brasileira usa células-tronco para tratar necrose em ossos

Técnica foi desenvolvida por cientistas da Universidade Federal da Bahia.
Tratamento é eficaz em casos de necrose em estágio inicial.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia desenvolveram um tratamento contra doenças nos ossos com a aplicação de células-tronco. A técnica é eficaz na maioria dos casos de necrose em estágio inicial.
Na Bahia, o tratamento com as células-tronco ganha importância porque o estado tem a maior incidência do país de anemia falciforme, uma alteração genética no sangue que causa, entre outras complicações, a morte do tecido ósseo. A doença atinge principalmente a população negra, que é maioria no estado. Os médicos retiram células-tronco mesenquimais do osso da bacia do próprio paciente. Essas células, que se transformam facilmente em tecidos diferentes, são injetadas nas áreas atingidas e substituem as células ósseas mortas. O tratamento tem sido usado principalmente no fêmur.
"O grau de eficácia está em torno de 93% a 95% dos pacientes que se submetem a este tratamento. Eles praticamente abandonam a bengala 30 dias depois, a dor deixa, desaparece 48 horas depois e eles retomam a marcha próximo do normal", garantiu Gildásio Daltro, ortopedista coordenador da pesquisa.
O novo tratamento já beneficiou 60 pessoas de vários estados.
O engenheiro Antônio Palmeira sofria de uma necrose de causa desconhecida que prejudicava tanto o fêmur direito quanto o esquerdo, e o tecido morto se recuperou após a injeção das células-tronco.
"Já estava perdendo os movimentos das pernas, não estava caminhando normalmente. Quando eu caminhava um pouco a perna ficava meio rígida, e tinha até dificuldade de dobrar a perna neste período", contou o engenheiro.
A dona de casa Ana Cristina recuperou a mobilidade da perna esquerda. Ainda manca da direita, mas já se sente mais confortável. “Quando eu via o carnaval na televisão eu chorava. Aí, depois da cirurgia, eu disse: 'este ano eu vou'. Quando eu cheguei em casa, eu cheguei maravilhada, eu consegui", comemorou.
Júlio César Alves se aposentou por invalidez devido aos problemas causados pela anemia falciforme. Ele fez o transplante no fêmur e quer fazer o procedimento também no ombro. "Eu espero que seja feito no ombro o mesmo tratamento que foi feito na perna, porque o efeito foi muito bom”, comentou.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/pesquisa-brasileira-usa-celulas-tronco-para-tratar-necrose-em-ossos.html

Veja o video :http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1777529-7823-TRATAMENTO+COM+CELULASTRONCO+TEM+BONS+RESULTADOS+CONTRA+DOENCA+NOS+OSSOS,00.html

Micofenolato é a Rituximab nova alternativa de tratamento p/ (Lúpus)

   

Micofenolato  de Sódio / MOFETIL / (CELLCEPT) /ou(MYFORTIC)

é a Rituximab (MABTHERA)

Lúpus tem nova alternativa de tratamento, diz reumatologista

Publicidade
da Folha de S.Paulo

Pacientes com lúpus já podem utilizar menos cortisona e substituí-la por uma droga --mofetil micofenolato-- já utilizada no caso de rejeição de transplantes. No país, há cerca de 4 milhões de portadores de lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença crônica de causa desconhecida que afeta o sistema imunológico.

A pessoa desenvolve anticorpos que reagem contra as células normais, ou seja, torna-se "alérgica" dela mesmo. Podem ser afetados a pele (manchas e lesões), as articulações (artrite), os rins, o pulmão e outros órgãos.

Segundo o médico Morton Scheinberg, 58, clínico e pesquisador em reumatologia e imunologia do Instituto de Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, a nova alternativa de tratamento foi uma das principais novidades do último congresso internacional de lúpus, realizado no mês passado em Nova York (EUA).

Ele afirma que a droga bloqueia a exacerbação do sistema imune no lúpus e mostrou ser promissora para o tratamento de diversas manifestações da doença.

A seguir, alguns trechos da entrevista concedida à Folha.

Folha - O que muda no tratamento do lúpus com essa droga?

Morton Scheinberg
- O tratamento clássico do lúpus envolve doses variáveis de cortisona e de ciclofosfamida [uma medicação imunossupressora]. No caso de certas manifestações clínicas no rim, no sangue e no sistema nervoso central, é necessário adicionar também outras drogas imunossupressoras.

A substância mofetil micofenolato, utilizada para evitar a rejeição de transplantes, parece substituir a cortisona com vantagens no controle das manifestações renais em casos em que o tratamento tradicional não surte efeito, o que acontece em um terço dos casos. Atualmente o médico tem mais flexibilidade para o diagnóstico e novos recursos de tratamento para esse mal que afeta tantos brasileiros.

Outra droga é a Rituximab, também usada no tratamento de gânglios linfáticos (linfoma). Há evidências acentuadas de que ela pode debelar os casos de inflamação dos rins que não respondem ao tratamento convencional.

Folha - Em que estágio o lúpus é diagnosticado hoje no Brasil?

Scheinberg
- A doença, quando intensa em suas manifestações, é detectada rapidamente, apesar de às vezes estar em estágios mais avançados. Mas, quando há poucos sintomas, pode ser confundida com outros tipos de reumatismo e o tempo de diagnóstico fica bem variável.

Folha - Esses medicamentos estão disponíveis na rede pública?

Scheinberg
- Os pacientes que dependem do sistema público [rede básica de saúde] talvez tenham dificuldade de utilizar os novos medicamentos, entretanto é inevitável que eles terão acesso devido à eficácia comprovada desses medicamentos. Os pacientes que são atendidos pelos convênios médicos devem reivindicar que seus planos cubram os custos da droga.

Folha - Durante o congresso, foi criado também o Dia Internacional do Lúpus, em 10 de maio. Em que isso pode ajudar os doentes?

Scheinberg
- É uma forma de conscientizar os pacientes, familiares e os serviços públicos que tratam doenças crônicas para a importância do diagnóstico precoce e o acompanhamento dos doentes. Já sabemos que existe uma maior incidência de arteriosclerose e osteoporose em pacientes com lúpus e ambas condições podem ser prevenidas com a identificação precoce da doença.

É preciso também atenção para as manifestações clínicas mais graves da doença, que ocorrem em pacientes da raça negra e de origem hispânica.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3550.shtml

  Bula
MYFORTIC
micofenolato de sódio
Forma farmacêutica e apresentações: 
http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B26154-1-0%5D.PDF

Bula
MabThera
Rituximabe
http://www.roche.com.br/fmfiles/re7196006/pdf/Bulas/Mabthera.pdf


Brasil produzir o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins


http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12380