sexta-feira, 29 de junho de 2012

Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus

21/06/2012
CIÊNCIAS MÉDICAS
Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus

Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área
Paulo Castro/UnB Ciência

Luciana Barreto
da Secretaria da Comunicação
Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que sofrem do mal.
O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular, comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa, geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil.
Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De 240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há sete anos.
Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e a qualidade de vida.
QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em comparação à população saudável”.  Segundo observa, “o sintoma da fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo crônicos”.
De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico reumatologista do HUB, recentemente aposentado.
Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como procedimento regular.
Saiba mais:Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no Ambulatório I.
21/06/2012 CIÊNCIAS MÉDICAS Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área Paulo Castro/UnB Ciência Luciana Barreto da Secretaria da Comunicação Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que sofrem do mal. O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular, comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa, geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil. Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De 240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há sete anos. Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em comparação à população saudável”. Segundo observa, “o sintoma da fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo crônicos”. De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico reumatologista do HUB, recentemente aposentado. Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como procedimento regular. Saiba mais: Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no Ambulatório I.

http://www.unbciencia.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=477:pesquisador-defende-treinamento-muscular-para-aliviar-dor-e-fadiga-em-pacientes-com-lupus&catid=77:ciencia-medica

sábado, 14 de abril de 2012

Herpes Zoster e Baixa imunidade (Lúpus)

Herpes Zoster e Neuralgia Pós Herpética

O que é o Herpes Zoster?
O Herpes zoster (vulgarmente conhecido como "cobreiro") e a neuralgia pós-herpética são o resultado da reativação do vírus da varicela-zoster adquiridos durante a infecção primária da varicela ou catapora.

Quais os fatores de risco para o surgimento do Herpes Zoster?

Considerando que a varicela é geralmente uma doença da infância, herpes zoster e a neuralgia pós-herpética se tornam mais comum com o aumento da idade. Fatores que diminuem a função imunológica, como a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, quimioterapia, neoplasias e uso crônico de corticosteróides e até mesmo queda da imunidade devido a um período mais conturbado da vida podem aumentar o risco de desenvolver herpes zoster.

O que causa o herpes Zoster?
A reativação do vírus latente da varicela-zoster nos gânglios da raiz dorsal é responsável pela erupção clássica dermatomal e da dor que ocorrem no herpes zoster.

Quais as características da dor no Herpes Zoster?
A dor em queimação normalmente precede a erupção cutânea por vários dias e podem persistir por vários meses após a surgimento da erupção cutânea.

O que é a neuralgia Pós Herpética?

A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes zoster. Se carcteriza pelo surgimento de dor que pode persistir após a resolução da erupção e pode ser altamente debilitante.

Qual a eficiência dos medicamento antivirais no Herpes Zoster?
Os medicamentos antivirais são mais eficazes quando iniciados dentro de 72 horas após o início da erupção. A adição de um corticosteróide administrado por via oral pode proporcionar benefícios na redução da dor do herpes zoster e na incidência de neuralgia pós-herpética.

Como ocorre o Herpes Zoster?
O herpes zoster resulta da reativação do vírus da varicela-zoster. A incidência de herpes zoster aumenta acentuadamente com o envelhecimento, praticamente dobrando a cada década após a idade de 50 anos. A diminuição normal da imunidade celular com o envelhecimento é a provável causa do aumento da incidência nessa faixa etária.

Transmissão do herpes Zoster.
O herpes zoster não é tão contagiosa quanto a infecção preliminar da varicela (Catapora), pessoas com infecção reativada podem transmitir o vírus da varicela-zoster para contatos não imunes. taxas de transmissão das famílias têm sido observados em cerca de 15% dos casos.

Qual a Incidência de neuralgia pós herpética?
Cerca de 20 por cento dos pacientes com herpes zoster desenvolvem nevralgia pós-herpética.
O fator de risco mais conhecido é a idade, esta complicação ocorre quase 15 vezes mais em pacientes com mais de 50 anos de idade. Outros possíveis fatores de risco para o desenvolvimento da neuralgia pós-herpética são: o zoster oftálmico, uma história de dor prodrômicos antes do aparecimento de lesões de pele e um estado de imunocomprometimento

Fisiopatologia
O vírus varicela-zoster é um vírus DNA altamente contagioso.
Varicela representa a infecção primária na pessoa não imune ou com defesa imunológica incompleta.
Durante a infecção primária, o vírus consegue entrar nos nervos sensoriais dos gânglios da raiz dorsal. O modo como o vírus entra no gânglio da raiz dorsal sensorial e reside em neurônios não são completamente compreendidos.

O vírus permanece latente por décadas por causa da imunidade mediada por células adquirida durante a infecção primária, assim como antígenos endógenos e exógenos reforçam o sistema imunológico periodicamente ao longo vida.

A reativação do vírus ocorre após uma diminuição da imunidade vírus específica mediada por células. O vírus reativado percorre o nervo sensitivo e é a causa para a distribuição da dor e das lesões de pele em dermátomos ( faixas da pele ).

Qual a fisipatologia da neuralgia pós herpética?
A fisiopatologia da neuralgia pós-herpética permanece obscuro. Entretanto, os estudos patológicos têm demonstrado danos aos nervos sensitivos, ao gânglio da raiz dorsal sensorial e ao corno dorsal da medula espinhal em pacientes com essa condição.

Apresentação Clínica
A pródromo de dor, ardor, prurido e/ou parestesias geralmente precede o aparecimento de lesões de pele por 1-2 dias. O herpes zoster normalmente apresenta-se com um pródromo consistindo de hiperestesia, parestesia, disestesia, queimadura ou prurido ao longo do dermátomo afetado (s). O pródromo geralmente dura 1-2 dias, mas pode preceder o aparecimento de lesões de pele por até três semanas.
Durante a fase prodrômica, o herpes zoster pode ser diagnosticada como doença cardíaca, pleurisia, um núcleo pulposo herniado ou vários distúrbios gastrointestinais ou ginecológicas. Alguns pacientes podem ter sintomas prodrômicos, sem desenvolver a erupção cutânea característica. Esta situação é conhecida como "Zoster sine herpete", e pode complicar ainda mais o diagnóstico final.

Herpes Zoster
FIGURA 1. Erupção cutânea típica dermatomal com vesículas hemorrágicas no tronco de um paciente com herpes zoster.
A fase prodrômica é seguida pelo desenvolvimento das lesões de pele características do herpes zoster. As lesões de pele começam como uma erupção maculopapular, que segue uma distribuição do dermátomo. A erupção maculopapular evolui para vesículas com base eritematosa (Figura 1). As vesículas são geralmente dolorosas, e seu desenvolvimento é frequentemente associado com a ocorrência de ansiedade e sintomas semelhantes aos da gripe.

A dor é a queixa mais comum para que os pacientes com herpes zoster procurem cuidados médicos. A dor pode ser descrita como "queimação" ou "picadas" e geralmente é implacável. De fato, os pacientes podem ter insônia por causa da dor. Embora qualquer dermátomo vertebral podem estar envolvidos, T5 e T6 são mais comumente afetadas.

O dermátomo do nervo mais freqüentemente envolvidos cranial é a divisão oftálmica do nervo trigêmeo. Vinte ou mais lesões fora do dermátomo afetado refletem viremia generalizada. As vesículas acabará por se tornar hemorrágica ou turva e surgem crostas no prazo de sete a 10 dias. Quando as crostas caem, geralmente surgem cicatrizes e alterações pigmentares.
Complicações do herpes Zoster
A complicação crônica mais comum do herpes zoster é a neuralgia pós-herpética. A dor que persiste por mais de 1-3 meses após a resolução da erupção é geralmente aceita como o sinal de neuralgia.

Pacientes afetados pela neuralgia geralmente apresentam queimação constante e dor lancinante que podem ser de natureza radicular. Os pacientes também podem se queixar de dor em resposta a estímulos não-nocivos. Mesmo sob pressão menor de roupas, lençóis ou até mesmo o vento podem provocar dor.
Evolução da neuralgia pós herpética.
A neuralgia pós-herpética é geralmente uma doença auto-limitada. Os sintomas tendem a diminuir ao longo do tempo. Menos de um quarto dos pacientes ainda experimentam a dor seis meses após a erupção do herpes zoster, e menos de um em cada 20 paciente tem a dor após um ano.
Tratamento de Herpes Zoster
O tratamento do herpes zoster tem três objetivos principais: (1) tratamento da infecção viral aguda, (2) o tratamento da dor aguda associada com herpes zoster e (3) prevenção da neuralgia pós-herpética. Agentes antivirais, corticóides orais e adjuvante modalidades individualizado de gestão da dor são usados ​​para atingir esses objectivos.
Antivirais
Agentes antivirais têm sido mostrados para diminuir a duração do herpes zoster, do prurido e a gravidade da dor associada com a rash. No entanto, esses benefícios só foram demonstrados em pacientes que receberam agentes antivirais no prazo de 72 horas após o início da erupção cutânea. Agentes antivirais podem ser benéficos, desde que novas lesões estejam aparecendo, Após o surgimento das crostas os antivirais não tem demonstrado eficácia.
Corticosteróides
Os corticosteróide administrado por via oral são comumente usados ​​no tratamento de herpes zoster. Prednisona usada em conjunto com antivirais tem demostrado reduzir a dor associada com herpes zoster.
Qual o tratamento da neuralgia pós-herpética?
Apesar da neuralgia pós-herpética ser geralmente uma doença auto-limitada em alguns casos pode durar indefinidamente. O tratamento é direcionado ao controle da dor durante a espera para a condição de resolver. A terapia da dor pode incluir múltiplas intervenções, tais como medicamentos tópicos, analgésicos, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e uma série de modalidades não-médicos.
Dr Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 15/04/2010
http://www.marcosbritto.com/2011/04/herpes-zoster-neuralgia-tratamento.html 
  
Tudo sobre Herpes - Parte 1

Tudo sobre Herpes - Parte 2
#HerpesZoster #TemQueTerAtenção
#VivaBemComLúpus
#Lúpusleslesblogspot♡

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Praia acessível,** na inclusão de pessoas c/ Deficiência**

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Litoral paulista recebe cadeiras anfíbias para o verão 2012 

29/12/11 17h53


 Programa Praia Acessível será ampliado e chegará a 11 municípios


Programa Praia Acessível: inclusão no lazer e na sociedade
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e as prefeituras de Guarujá, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba assinaram na manhã desta quinta-feira, 29 de dezembro, convênios para a entrega de 68 cadeiras anfíbias, visando promover a inclusão de pessoas com deficiência.

A iniciativa faz parte do programa Praia Acessível, lançado em 2010, e que tem como objetivo oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria é responsável pelo fornecimento das cadeiras, já as prefeituras, pelas equipes de suporte do programa.

Os municípios de Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba receberão 10 cadeiras anfíbias cada, enquanto o Guarujá será beneficiado com 16 unidades e Iguape duas. As unidades utilizadas no Praia Acessível são feitas com um tipo de pneu especial, que permite superar a dificuldade de locomoção na areia, e também não afundam dentro da água. Devido à sua altura, é possível o usuário entrar na água, em uma profundidade não perigosa no mar. Existe facilidade na transferência para a cadeira, que possui braços removíveis.

O programa Praia Acessível já beneficiou mais de 5 mil pessoas e acontece aos finais de semana em São Sebastião, Ilha Comprida, Ilhabela, Bertioga, Guarujá e Santos. Com a assinatura do convênio, a partir de janeiro de 2012, o programa será implantado em Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém e Ubatuba.

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=910&c=31 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

SUPERANDO O LÚPUS no MANHÃ MAIOR da Rede TV

 

SUPERANDO O LÚPUS no MANHÃ MAIOR da Rede TV


Por Higia Faetusa

A Associação Brasileira “SUPERANDO O LÚPUS” foi convidada para participar, ao vivo do programa Manhã Maior da Rede TV, nesta terça-feira, 31/01, das 9h às 10h20, a fim de oferecer maiores esclarecimentos sobre a doença, para tanto foi convidada pela emissora a Doutora Gianna Mastroianni Kirsztajn.
Para falar de como conviver com o Lúpus foi convidada a senhorita Eni Maria da Silva e o senhor Carlos Eduardo Danilevicius Tenório, respectivamente, a presidente e o tesoureiro da Associação Brasileira “Superando o Lúpus”. Os internautas interessados tiraram suas  dúvidas sobre Lúpus,  a patologia que fez a apresentadora Astrid Fontenelle divulgar o diagnóstico em seu Twitter.

A reportagem completa encontra-se nos links
  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Astrid Fontenelle recebeu o diagnóstico de lúpus

Astrid Fontenelle (Divulgação / GNT
Astrid Fontenelle
Uma notícia triste. Nesta segunda-feira (30), a apresentadora Astrid Fontenelle recebeu o diagnóstico de lúpus, uma doença que o sistema imunológico ataca as próprias células e tecidos do corpo, resultando em inflamação e danos nos tecidos. E ela contou no Twitter.
"Salve! Hoje farei um pedido especial aos do bem: fui diagnosticada com Lúpus que está castigando meus rins. Rezem por mim, com fé!”, pediu Astrid aos seus seguidores no microblog.
E emendou:  “Tenho certeza que uma corrente de energia e amor vinda de vocês que gostam de mim fará parte da minha recuperação! Obrigada! Obrigada a cada um com tanto carinho. Love love!!! Muito lindo e emocionante!!"



http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/famosos/2012/01/30/293187-astrid-fontenelle-esta-com-lupus




tv fama Astrid Fontenelle fala sobre luta contra o lupus 14 03 2012


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS :)

Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS

Ação inédita permitirá que o Ministério da Saúde receba do paciente uma avaliação sobre a agilidade e a qualidade do atendimento nos hospitais
Começou nesta quarta-feira (25) a entrega aos estados da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde que permitirá aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios, por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS. A distribuição começa por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas. Até o momento, foram impressas 57mil correspondências, mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.
Essa ação foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento."Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, reforça Padilha. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública. 
O envio da Carta SUS será mensal e terá o porte-pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo esperada uma média de um milhão de correspondência por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde. Porém, antes de informar a quantidade de correspondências a ser produzida, os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática do SUS para a eliminação de duplicidades no banco de informações.
Em julho do ano passado, Pedro Viana, 56 anos, empresário de Curitiba, sofreu um acidente de moto e machucou a coluna e a cabeça, e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre. “Fui muito bem atendido lá e se não fossem eles, eu não estaria aqui. O atendimento foi muito bom. Fiquei 15 dias internado, cinco dias na UTI”, diz Viana, o primeiro usuário a receber a carta. “Foi uma surpresa e uma honra saber que fui o primeiro a receber a correspondência”, disse.
Transparência – Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.A carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um familiar.
Os endereços serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar, que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados. Portanto, o formulário é instrumento essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.
Ouvidoria ativa – O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136, de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.
Em 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).  
Saiba mais sobre a Carta SUS.
Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde – ASCOM/MS
(61)3315-3533/3315-3580
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4078/162/usuario-vai-poder-opinar-%3Cbr%3Esobre-atendimento-no-sus.html

 Video com a entrevista sobre a carta do Ministério da saúde       
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/01/ministerio-da-saude-manda-carta-de-avaliacao-para-internados-pelo-sus.html

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Nefrite Lúpica (ou glomerulonefrite lúpica)

Nefrite Lúpica (ou glomerulonefrite lúpica) é o termo médico para a doença dos rins que ocorre no lúpus eritematoso sistêmico (LES). Estima-se que cerca de um terço dos pacientes com lúpus venha a desenvolver nefrite, o que requer uma avaliação médica e o respectivo tratamento. A nefrite lúpica é um sintoma importante e potencialmente grave no lúpus.

Curso Clínico da Nefrite Lúpica
Existem poucos sinais ou sintomas da nefrite lúpica. Ela não causa dor no abdômen ou nas costas, e nem dor ou ardor na hora de urinar. Na nefrite lúpica, a perda de proteína na urina pode levar à retenção de fluidos com ganho de peso e inchaço (edema). Isto pode resultar em inchaços nas pernas, tornozelos e/ou dedos. Esse inchaço é freqüentemente o primeiro sintoma da nefrite lúpica notado pelo paciente.
O curso clínico da nefrite lúpica é altamente variável. Normalmente a nefrite lúpica é evidente apenas através da análise da urina. Em muitos pacientes, as anormalidades urinárias são muito poucas e podem estar presentes em um exame e ausentes em outro logo a seguir. Este tipo de nefrite lúpica é muito comum e, geralmente, não requer uma avaliação médica ou tratamento especiais. Contudo, em alguns pacientes, as anormalidades na urina persistem e podem piorar após algum tempo. Pacientes com esse tipo de lúpus correm o risco de falência renal. Podem ser precisos exames adicionais para avaliar a extensão da doença e para determinar a melhor forma de tratamento.
É importante reconhecer que nem todos os problemas nos rins de pacientes com lúpus são devidos à nefrite lúpica. Por exemplo, infecções no trato urinário com sensação de ardor ao urinar são muitos comuns nos pacientes com lúpus e requerem um tratamento à base de antibióticos. Da mesma forma, medicamentos usados no tratamento do lúpus podem produzir sinais e sintomas de problemas nos rins que podem ser confundidos com a nefrite lúpica. Compostos de salicilatos, como a aspirina, ou drogas antiinflamatórias não esteroidais são os medicamentos mais comuns usados por lúpicos que podem causar problemas aos rins. Essas drogas podem causar diminuição da função renal ou retenção de fluidos. Esses problemas normalmente desaparecem quando a medicação é descontinuada.

Exames Para Avaliar a Nefrite Lúpica

Existem vários tipos de exames para avaliar o envolvimento dos rins de um paciente com lúpus.

Urinálise
O exame de urina é, de longe, o mais simples e mais comum método para avaliar a nefrite lúpica. Nesse exame, uma amostra da urina é analisada para verificar a presença de proteínas e células sangüíneas que não seriam encontradas numa amostra comum. As proteínas ou células sangüíneas podem se formar dentro dos túbulos dos rins, sendo excretadas na urina como "casts". "Casts" são identificados ao examinar a urina em um microscópio. A presença de proteína (proteinúria), hemácias (hematúria), leucócitos (leucocitúria) ou "casts" na urina, sugere a possibilidade da nefrite lúpica e geralmente indicam a necessidade de maiores exames.

Exames sangüíneos
A principal função dos rins é livrar o corpo de dejetos e do excesso de fluidos. Exames de sangue podem ser feitos para medir se os rins estão desempenhando esta função adequadamente. Uréia e Creatinina são dois exames usados para determinar se os dejetos estão sendo adequadamente removidos pelo rins e não estão se acumulando no sangue. A perda de proteína na urina diminui seus níveis no sangue, sendo tipicamente medida pela albumina. Desequilíbrios de sal e água no sangue são detectadas por exames químicos como os de sódio, potássio e bicarbonato.
Os exames de sangue também podem ser feitos para detectar anormalidades do sistema imunológico que são normalmente observados em pacientes com nefrite lúpica. Medir os níveis de Complementos (C3, C4) e anti-DNA no sangue, são exames comumente usados por muitos médicos para monitorar a nefrite lúpica.

Urina 24 horas
Os exames feitos na urina coletada num período de 24 horas são significativos para determinar o envolvimento renal no paciente com lúpus. Esses exames medem a habilidade dos rins de filtrar dejetos (Clearance de Creatinina), e a quantidade exata de proteína perdida na urina no período de 24 horas.

Exames de raio-X
O tamanho e formato dos rins pode ser determinado por uma pielografia. Esses exames são normalmente feitos antes de uma biópsia renal para ajudar o médico a realizar esse procedimento.

Biópsia renal
Uma biópsia renal pode ser realizada em pacientes com evidência de nefrite lúpica demonstrada pelos exames de sangue e urina. A biópsia é realizada para confirmar o diagnóstico e para determinar a extensão e a gravidade do problema renal. Essa biópsia requer internação do paciente. Normalmente é feita com a introdução de uma agulha através da pele nas costas do paciente para a retirada de um pequeno pedaço do rim. Em ocasiões muito raras, a biópsia precisa ser realizada cirurgicamente em uma sala de operações.
A amostra do rim obtida na biópsia é examinada em um microscópio para determinar quanta inflamação e/ou danos permanentes estão presentes nos rins. Esses resultados são usados para classificar o tipo de nefrite lúpica. Os quatro tipos mais comuns são: nefrite mesangial, nefrite proliferativa focal e segmentar, nefrite proliferativa difusa e nefrite membranosa. Conhecer o tipo de nefrite lúpica é importante para determinar a melhor forma de tratamento.

Tratamento
A terapia da nefrite lúpica deve ser individualizada, de acordo com as necessidades do paciente específico. Fatores como a quantidade de edema (inchaço), anormalidades urinárias, quantidade de proteína na urina, redução da função renal, além dos resultados da biópsia, devem ser levados em consideração na hora de decidir pelo tratamento. Princípios gerais de controle médico dos rins são extremamente importantes na nefrite lúpica. Isso inclui o uso de agentes diuréticos que ajudam a eliminar o excesso de fluidos, drogas contra a hipertensão para controlar a pressão sangüínea, e mudanças na dieta para controlar a ingestão de sal, proteínas e calorias.
As duas mais importantes formas de terapia usadas no tratamento específico da nefrite lúpica são corticóides para controlar a inflamação nos rins, e drogas imunossupressivas para diminuir a atividade do sistema imunológico.
Os corticóides, como Prednisona, Prednisolona ou Metilprednisolona (Medrol), são usados com freqüência para tratar da nefrite lúpica. Embora os corticóides tenham sido usados por quase quatro décadas no tratamento da nefrite lúpica, ainda existem muitas questões sem resposta, do tipo: como eles atuam e como podem ser usados de forma mais efetiva. No geral, altas doses de corticóides, tomadas por via oral ou intravenosa, são ministradas até que uma melhora seja verificada. A dose de corticóides é então lentamente diminuída até que uma cuidadosa observação médica determine que a nefrite não piore.
Altas doses de corticóides, ou mesmo quando ministrados por um longo período, podem causar uma série de efeitos colaterais. Eles incluem um aumento de apetite e retenção de fluido com conseqüente ganho de peso, inchaço na face, suscetibilidade a ferimentos, alterações de humor, além do aumento no risco de infecções e diabetes. Alguns desses efeitos colaterais podem ser minimizados pela mudança na dieta, como redução da quantidade de calorias seguida de uma dieta com baixo teor de sal.
Drogas citotóxicas ou imunossupressivas como a azathioprine (Imuran) ou ciclofosfamida (Cytoxan) são normalmente usadas em pacientes que não respondem ao uso de corticóides. Essas drogas bloqueiam as funções do sistema imunológico para prevenir maiores danos aos rins. Existe uma clara evidência em pesquisas de que essas drogas sejam benéficas para pacientes com grave nefrite lúpica. Contudo, o uso dessas drogas é controverso, principalmente devido às sérias complicações associadas ao seu uso.
Surgem várias terapias experimentais para a nefrite lúpica, sendo temas de intensa investigação. Essas terapias incluem o uso de novas drogas imunossupressoras como a cyclosporine, a remoção de anticorpos associados à nefrite lúpica através da plasmaferese seletiva, e a administração de agentes biológicos que suprimem o sistema imunológico.

Insuficiência Renal
Apesar do tratamento apropriado, alguns pacientes com nefrite lúpica desenvolvem uma progressiva perda da função dos rins com conseqüente insuficiência renal. Isso requer o suporte da função renal através do uso de diálise artificial, que pode ser feito através da hemodiálise, na qual o sangue passa em uma máquina de diálise para ser filtrado, ou através de um processo chamado diálise peritoneal, no qual o fluido é introduzido na cavidade abdominal e subseqüentemente removido. Finalmente, o transplante de rins tem obtido muito sucesso em pacientes com insuficiência renal causada pela nefrite lúpica, eliminando a necessidade da diálise artificial.
Nas últimas décadas têm havido muitos avanços na compreensão do que causa a nefrite lúpica e, principalmente, avanços nos métodos de tratamento dos pacientes.

Lupus Brasil



IMPORTANTE
  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.

Publicado por: Dra. Shirley de Campos

sábado, 21 de janeiro de 2012

Células-tronco ajuda a recuperar fraturas

 

Tratamento pioneiro com células-tronco ajuda a recuperar fraturas

Procedimento está em fase de estudo no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, onde há 800 pessoas na espera pelo tratamento. É realizado somente em ossos longos como os do braço e da perna. 

 O Jornal Nacional mostrou na sexta-feira (20) um tratamento com células-tronco que está curando pacientes com doenças ósseas em Salvador. Neste sábado (21), você vai saber como pesquisadores do Rio estão devolvendo os movimentos a pessoas que tiveram fraturas nos ossos. O método é coberto pelo Sistema Único de Saúde.

Dois anos atrás, Renata sofreu um acidente de moto e teve uma fratura exposta. Depois de três cirurgias, o osso da perna direita não se recuperava. Renata tinha perdido a esperança de voltar a andar. Até que foi indicada para participar de um tratamento experimental: a injeção de células-tronco no local da fratura para ajudar na consolidação de ossos.
“Era uma novidade, mas como eu e o doutor Vinicius conversamos, não tinha o que perder”, lembra.
Renata passou apenas um dia no hospital. Em seis meses, com ajuda da fisioterapia, voltou a andar. O osso estava colado, perfeito. O caso dela acabou virando exemplo da pesquisa.
Sandro sofreu uma queda e, mesmo com o implante de uma haste de metal e parafusos, o osso da perna esquerda não colou. Por isso, também concordou em participar da experiência.
A técnica é simples e utiliza as células do próprio paciente. “A surpresa positiva é que praticamente todos os pacientes evoluíram bem, não tendo nenhuma complicação. Estabelecemos a segurança do método, que é minimamente invasivo”, avalia Vinicius Schott Garneiro, professor de medicina da UFF.
O procedimento está em fase de estudo no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, onde há 800 pessoas na espera pelo tratamento. É realizado somente em ossos longos como os do braço e da perna.
O médico faz uma punção com uma agulha especial e retira as células-tronco da medula óssea. As células são injetadas no local da fratura. A cirurgia leva em torno de uma hora e o paciente volta para casa no dia seguinte. “na maioria das vezes são membros inferiores, usa muletas. E a gente faz um acompanhamento mensal. O resultado final a gente está avaliando entre seis meses a um ano para ver exatamente a evolução total da formação desse calo ósseo”, explica João Matheus Guimarães, chefe ortopedia Into.
Em fevereiro, Sandro, com dois meses de cirurgia, vai poder andar de muletas. Ele já faz planos para o Carnaval. “Tomara que nesse carnaval já esteja pulando, pelo menos de muletas”