Pacientes com lúpus atendidos no Hospital das Clínicas
da UFMG e em outros hospitais e postos de saúde de Belo Horizonte terão
acesso a mais informações sobre a doença por meio de um material
impresso elaborado por estudantes do curso de Medicina, sob supervisão
da professora do departamento de Aparelho Locomotor, Cristina Lanna, e
produzido pela Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Faculdade.
O material, que consiste em quatro folhetos informativos, foi criado com o objetivo de ajudar na prevenção das doenças cardiovasculares associadas ao lúpus e aborda separadamente hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e exercícios físicos.
“Pacientes com lúpus podem apresentar doença aterosclerótica, que leva à
obstrução das artérias e, consequentemente, são fatores de risco para
acidentes cardiovasculares”, explica Cristina Lanna.
A professora acredita que a iniciativa é uma forma de envolver o
estudante de Medicina, na medida em que o aluno assume a
responsabilidade pelo conteúdo difundido. “Desta forma podemos levar a
informação útil ao paciente de forma clara e objetiva e, além de
envolver os familiares no tratamento, também conseguimos que os futuros
médicos se comprometam de forma mais efetiva no atendimento”, observa a
professora.
Lúpus
O lúpus é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela
produção desorganizada de anticorpos. Como outras doenças autoimunes, o
sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, passa a
atacar células, órgãos e tecidos saudáveis do corpo. É resultado da
combinação entre predisposição genética e fatores ambientais, sendo mais
comum em mulheres jovens, embora exista, com menor incidência, o lúpus
infantil. A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que 65 mil pessoas tenham a doença no Brasil.
De acordo com Cristina Lanna, pacientes com lúpus geralmente apresentam um ou mais sintomas,
que incluem mal-estar, fadiga, febre, perda de peso, dores musculares,
inflamações nas articulações, na pele, nos rins, entre outras. Apesar de
ser uma doença sem cura, o portador de lúpus consegue estabilizar o
quadro quando submetido a um tratamento adequado, feito
por meio de dieta balanceada, anti-inflamatórios, corticoides,
imunossupressores, proteção solar e analgésicos, de acordo com a
necessidade específica de cada pessoa.“O controle da doença é possível e
permite que o paciente trabalhe, constitua família, viaje, enfim, tenha
uma vida normal e feliz”, garante a professora.
No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais eSUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C
25/07/2012 07h15- Atualizado em25/07/2012 12h43
Testes contra hepatite
são realizados no
dia mundial de luta
contra a doença
Unidades de Saúde vão realizar também atividades educativas. Testes para o diagnóstico serão realizados em 58 unidades de saúde.
No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil realiza, nos dias 26 e 27 de julho, testes rápidos para o diagnóstico da hepatite C em 58 unidades de saúde em toda a cidade. Também haverá um estande no Centro Administrativo São Sebastião (CASS), sede da prefeitura, com a realização do teste para a detecção da doença.
O exame será precedido por uma palestra rápida de aconselhamento sobre o que são, como se transmitem e como podem ser evitadas as hepatites virais. As pessoas com exames positivos serão encaminhadas às unidades de saúde para confirmação dos resultados e, posteriormente, acompanhamento e tratamento da doença.
Não foi possível exibir o vídeo!
Ocorreu um problema ao tentar carregar o vídeo. Tenterecarregara sua página.
Código do Erro -load-error
A hepatite C é uma doença crônica, de evolução lenta e silenciosa, que pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. A maior parte dos casos da doença pode ocorrer por contaminação do sangue em transfusões realizadas antes de 1993, mas a transmissão ainda ocorre por meio de objetos contaminados com sangue, como instrumentos de manicure, em procedimentos odontológicos, realização de tatuagens, colocação de piercings, etc.
Também nos dias 26 e 27 de julho, a Fiocruz, em parceria com a SMSDC, estará realizando o Fique Sabendo, com testagem rápida para as hepatites B e C e palestras informativas para a população.
A lista com as 58 unidades que vão fornecer a testagem rápida está no site daSMSDC.Os interessados também podem se informar sobre os endereços no telefone 1746.
Campanha no HU da UFRJ
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFFF/UFRJ) também está promovendo uma campanha para conscientização e detecção da hepatite C nos pacientes referenciados do hospital. Entre os dias 23 e 27 de julho, das 9h às 16h, serão realizados testes rápidos de anti-HCV nos ambulatórios.
Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para tratamento no ambulatório do fígado onde realizará outros testes complementares. Com a campanha, o hospital espera realizar 3.500 exames.
Estações de metrô recebem campanha
As estações de metrô Carioca e Pavuna, do Rio de Janeiro, recebem entre 23 e 27 de julho, a campanha "Hepatite C. Quebre o silêncio". A ação integra o programa Caravana da Hepatite C, que vai realizar diversas campanhas pelo Brasil para incentivar o diagnóstico precoce da doença.
A Caravana acontecerá, simultaneamente, em São Paulo (SP),Rio de Janeiro(RJ), Recife (PE), João Pessoa (PB), Belém (PA) e Fortaleza (CE) durante os meses de julho e agosto, para alertar sobre o impacto que as hepatites causam na saúde da população em geral. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os tipos B ou C da doença - um índice dez vezes maior do que o número de portadores do HIV/Aids. No Brasil, estimativas mostram que há aproximadamente três milhões de pessoas infectadas e a doença representa a principal causa de transplantes de fígado no país.
A campanha pretende rastrear a infecção pelo vírus da hepatite C por meio de testes rápidos, promovendo o diagnóstico precoce, fator crucial para o sucesso da terapia, já que o vírus pode permanecer por mais de 20 anos no organismo sem se manifestar sintomaticamente.
Uma equipe de enfermeiros estará disponível para fazer o teste rápido de detecção da doença, com duração de aproximadamente 10 minutos, e orientar a população sobre como se prevenir e possíveis tratamentos.
O teste que será aplicado é aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu resultado será informado de forma individual, para garantir a privacidade e sigilo da informação. Todas as pessoas com teste positivo serão aconselhadas e encaminhadas para consulta com médicos especialistas.
Serviço:
Campanha "Hepatite C. Quebre o Silêncio" no Rio de Janeiro
Locais e datas: Estação Carioca (23 a 27/07) Estação Pavuna (30/07 a 03/08)
Horário: das 9 às 17h
SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C
Mais de 5 mil pacientes serão beneficiados. Ministério lança ainda concurso cultural de prevenção contra hepatites em salões de beleza, estúdios de tatuagem e ação em partida de futebol
Dois novos medicamentos contra hepatite C serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais modernos e eficazes, o Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento de campanha nacional contra hepatites virais na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília (DF). “Essa é mais uma das atividades realizadas em conjunto com os atores do sistema saúde para romper com o silêncio em relação às hepatites virais no mundo inteiro. Esta é uma doença silenciosa sem sinais ou sintomas e por isso precisamos nos esforçar para ações de prevenção e diagnóstico”, disse Padilha
O ministro ainda apresentou os dados epidemiológicos mais atualizados das hepatites A, B, C, D e E. Cerca de 33 mil casos de hepatites são notificados anualmente.
Com o tema “As hepatites podem estar onde você menos espera”, a campanha marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, comemorado no sábado (28). Prevê uma série de ações de diagnóstico e prevenção, entre as quais, a ampliação de testes rápidos de diagnóstico e a promoção de um concurso que vai premiar trabalhos artísticos realizados por manicures e tatuadores em unhas e tatuagens com mensagens de prevenção às hepatites. O concurso incentiva boas práticas para prevenção da doença em salões de beleza e estúdios de tatuagens, e divulgação de cartazes e folders orientando a população em diferentes locais e eventos.
Os novos medicamentos, direcionados ao tipo C, que devem estar disponíveis no SUS no início de 2013, e fazem parte da classe de inibidores de protease, a mais moderna para combater a doença em todo o mundo. O telaprevir e o boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujo tratamento tem duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente, e têm duração de até 48 semanas.
“Esse é um passo decisivo para o tratamento das hepatites que vai possibilitar aos brasileiros a oportunidade de receber o que há de melhor em relação ao tratamento das hepatites no país”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.
TESTE RÁPIDO PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE
A campanha do ministério envolve também os outros tipos de hepatite A, B, D e E. Os dois públicos prioritários são pessoas de até 29 anos, que serão incentivadas a tomar as três doses da vacina contra hepatite B, e acima de 45 anos, que deverão fazer o teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C. Serão disponibilizados 2,3 milhões de unidades do teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C no SUS, para serem distribuídos em um ano (de agosto de 2012 até agosto de 2013), conforme a demanda dos estados. “Convidamos estados e municípios a se engajarem para a ampliação da testagem, uma importante ação para o diagnóstico precoce das doenças, num estágio em que as chances de cura são altas”, reforçou o ministro. No ano passado, foram distribuídos 30 mil testes rápidos. E só no primeiro semestre deste ano, mais de 400 mil testes rápidos foram disponibilizados. Equipes de saúde estão sendo treinadas para essa nova tecnologia e ações educativas divulgadas.
O fenômeno de Raynaud é uma condição na qual ocorre uma diminuição do fluxo sangüíneo para alguns tecidos ou órgãos do corpo humano. Acomete preferencialmente as mãos e os pés, mas pode também afetar as orelhas, a língua e o nariz. As áreas afetadas apresentarão alterações de coloração, tornando-se pálidas ou azuladas quando da exposição à temperatura fria, ou avermelhadas quando aquecidas.
A seqüência das alterações da coloração pode variar de pessoa para pessoa, e a duração de cada ataque pode levar de menos de um minuto até algumas horas. Estes episódios podem ser assintomáticos ou pode ocorrer adormecimento, formigamento ou dor em pontadas nas áreas acometidas.
Em 1862, um médico francês chamado Maurice Raynaud escreveu uma tese intitulada "Asfixia local e gangrena simétrica das extremidades" que representou a primeira descrição deste fenômeno. Uma manifestação da perda de controle dos nervos que regulam se um vaso sangüíneo se dilata ou contrai, o fenômeno de Raynaud consiste em ataques episódicos de palidez ou cianose das pontas dos dedos das mãos e/ou dos pés. Alterações inflamatórias ou vasculares associadas com anormalidades das células endoteliais podem também desempenhar um papel no desencadeamento do fenômeno de Raynaud. Dor, formigamento ou adormecimento da área afetada podem estar presentes.
Mais de 90% dos pacientes esclerodérmicos apresentam fenômeno de Raynaud. Este deve ser distinguido da doença de Raynaud (onde não existe causa definida para a ocorrência do fenômeno) e de muitas outras doenças (especialmente o lúpus), onde ele também pode estar presente.
A maioria dos ataques na doença de Raynaud são indolores e reversíveis.
Quem vai desenvolver o fenômeno de Raynaud?
Cerca de 5 a 10% da população dos Estados Unidos pode ter fenômeno de Raynaud.
A imensa maioria são mulheres, e muitas destas mulheres não apresentam nenhuma doença associada; neste caso, podemos chamá-la doença de Raynaud. Quando o Raynaud está associado com alguma doença, é designado fenômeno de Raynaud.
O fenômeno de Raynaud é muito pouco freqüente nos pacientes com esclerodermia localizada (morféia ou linear), mas acomete praticamente todos os pacientes com esclerose sistêmica, tanto na forma limitada quanto na forma difusa. O frio agrava e o aquecimento melhora os sintomas.
Outra queixa associada ao fenômeno de Raynaud é a dor de cabeça tipo enxaqueca. Cerca de 90% dos pacientes com doença mista do tecido conjuntivo, 30% dos casos de lúpus eritematoso sistêmico e pouco mais de 10% dos casos de artrite reumatóide também podem apresentar fenômeno de Raynaud.
O fenômeno de Raynaud na esclerodermia deve ser diferenciado de outras condições que podem imitá-lo. Estas incluem as mãos de alguns pacientes fibromiálgicos, dedos obstruídos por êmbolos de colesterol ou na síndrome antifosfolípide, e outras causas de deficiência circulatória. Da mesma forma, indivíduos submetidos à vibração excessiva (como operadores de britadeiras), contato com solventes orgânicos (como o cloreto de polivinil), ou pacientes que usam medicamentos como os beta-bloqueadores (usados no tratamento da hipertensão arterial ou prolapso da válvula mitral) ou derivados do ergot (usados no tratamento das enxaquecas) podem também desenvolver ou agravar a doença de Raynaud.
Como os médicos avaliam os pacientes com fenômeno de Raynaud?
Não existe teste laboratorial que identifique o fenômeno de Raynaud, nem a sua intensidade necessariamente se correlaciona com o curso ou a evolução da esclerose sistêmica. A grande maioria dos pacientes com esclerose sistêmica, lúpus, doença mista do tecido conjuntivo e artrite reumatóide irão apresentar algum auto-anticorpo em exames de sangue. Os achados mais comuns incluem o fator antinuclear (FAN), o fator reumatóide, e auto-anticorpos como o anti-centrômero, o anti-RNP ou o anti-DNA. Por vezes, os exames de sangue podem revelar evidências de atividade inflamatória aumentada, com elevação nos níveis sangüíneos da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou da proteína C reativa (PCR), bem como elevação dos níveis das enzimas musculares, como a creatina-fosfoquinase (CPK). Alguns especialistas recomendam a capilaroscopia periungueal, onde o médico coloca uma gota de óleo nas unhas dos pacientes, para melhor observar os capilares da base das unhas; as doenças do tecido conjuntivo estão associadas com capilares alargados ou deformados quando observados ao capilaroscópio.
Como se trata o fenômeno de Raynaud?
O tratamento das crises de Raynaud envolve tanto a terapêutica medicamentosa quanto a terapêutica não medicamentosa.
Esta inclui a prevenção, que recomenda evitar ou proteger-se do frio.
O uso de luvas (inclusive luvas térmicas) deve ser preconizado. O paciente deve parar de fumar, porque a nicotina diminui o fluxo sangüíneo para os dedos das mãos ou dos pés, agravando assim os ataques de Raynaud. As mãos e os pés devem estar permanentemente limpos e lubrificados com cremes hidratantes. Muitos detergentes domésticos podem irritar a pele e devem ser utilizados com cuidado pelos pacientes com fenômeno de Raynaud.
O uso de medicamentos é recomendado em duas situações: quando ocorre ulceração da pele, ou quando o fenômeno de Raynaud torna-se doloroso. Os medicamentos mais utilizados são os bloqueadores dos canais do cálcio, como a nifedipina; estes devem ser empregados de maneira intermitente durante as crises ou de maneira contínua naqueles casos com manifestações mais graves. Aplicações locais de pasta de nitroglicerina podem dilatar os vasos sangüíneos. Outros medicamentos incluem os bloqueadores alfa-adrenérgicos, como o prazosin, e agentes vasodilatadores como a pentoxifilina. Se ocorrer gangrena ou perda de substância das polpas digitais, alguns médicos têm obtido sucesso com a infusão endovenosa de prostaglandinas. Bloqueios de nervos podem ser úteis temporariamente, mas costumam piorar os sintomas a longo prazo. Quando as úlceras cutâneas se tornam infectadas, podem requerer antibioticoterapia ou drenagem local. O fenômeno de Raynaud é geralmente leve, mas pode tornar-se uma séria complicação da esclerose sistêmica.
Panfleto da Scleroderma Foundation, elaborado com o auxílio do Dr. Daniel J. Wallace (Clinical Professor of Medicine, Cedars-Sinai / UCLA School of Medicine, Los Angeles – EUA); tradução do Dr. Percival D. Sampaio-Barros (UNICAMP).
IMPORTANTE
Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Informações sobre o exame- O exame consiste em uma observação direta do leito ungueal, feita nos dedos das mãos, de forma não-invasiva, com o auxílio de um microscópio.
II - Preparo- Nas três semanas que antecedem o exame, não retirar nem manusear ou empurrar as cutículas.
- Esmaltes não podem ser utilizados três dias antes da capilaroscopia.
- Não fumar nas seis horas que antecedem o exame.
- As unhas, no entanto, podem ser cortadas e/ou lixadas normalmente.
Atenção:- Unhas pintadas ou cutículas manuseadas inviabilizam o exame.
Circunscrição :1 - BRASÍLIA Processo :2012.01.1.021853-5 Vara : 111 - PRIMEIRA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA
Vistos etc.
Trata-se de AÇÃO COMINATÓRIA proposta por ZENALIA RAMALHO LIMA DOS SANTOS contra o DISTRITO FEDERAL.
Alega, em apertada síntese, que é paciente da rede pública de saúde e
possui quadro clínico gravíssimo de lúpus eritematoso sistêmico/nefrite
há aproximadamente 10 anos.
Aduz que tentou diversos tratamentos, sem êxito, contudo.
Acrescenta que lhe foi receitado o uso contínuo do medicamento
RITUXIMABE (MABHERA), todavia, este não foi fornecido pela rede pública
de saúde.
Afirma, ainda, que há risco de evolução para insuficiência renal terminal e eventualmente óbito, conforme relatório médico.
O Núcleo de Judicialização da Secretaria de Saúde manifestou-se sobre
aspectos fáticos do pedido, nos termos da Instrução Normativa n° 06/2011
da Corregedoria do TJDFT, reiterando as razões do indeferimento
constantes dos autos.
É BREVE O RELATÓRIO. DECIDO.
Há
plausibilidade no pedido da autora, pois a necessidade de uso da
medicação está atestada pela Dra. Lícia Maria Henrique da Mota - fls.
38/39, inclusive com relato de tentativa de outros tratamentos.
Os documentos da rede pública de saúde do Distrito Federal, apesar de
afirmarem razões burocráticas para o indeferimento, atestam que a
indicação do medicamento está correta.
O perigo da demora decorre do grave comprometimento do seu desenvolvimento, conforme se infere da leitura do relatório médico.
Por outro lado, não há dúvidas que cabe ao requerido prestar
assistência à Saúde, na forma do art. 196 da Constituição Federal. Nessa
linha:
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. FALTA DA MEDICAÇÃO.
DIREITO À VIDA E À SAÚDE. ESTADO. DEVER DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL AO
PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. REMÉDIO DE ALTO CUSTO. PRECEDENTES
JURISPRUDENCIAIS. 1. A falta de medicamento na Secretaria de Saúde não
exime o Estado de prestar a assistência de que o cidadão necessita, não
sendo tal fato suficiente para afastar o interesse processual da Autora
que pede, na justiça, seja determinada a disponibilização do
medicamento. 2. A saúde e a vida humana representam prerrogativas
indisponíveis, tuteladas pela Constituição Federal, à qual o Poder
Público deve obediência. 3. Na esteira dos precedentes jurisprudenciais
desta Corte, do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal
Federal, o Estado deve fornecer aos enfermos os medicamentos indicados
por prescrição médica, principalmente àqueles que não têm condições de
adquiri-lo ou quando o alto custo do remédio pode causar prejuízos ao
seu próprio sustento. 4. Remessa desprovida. Unânime. (Acórdão n.
585784, 20100110527688RMO, Relator ROMEU GONZAGA NEIVA, 5ª Turma Cível,
julgado em 18/04/2012, DJ 15/05/2012 p. 104)
DIREITO À SAÚDE.
FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DEVER DO ESTADO. PAGAMENTO DAS DESPESAS.
Embora de natureza programática, a norma do art. 196 da CF não pode
merecer interpretação que - esvaziando seu conteúdo e não lhe conferindo
o mínimo de efetividade - afaste o dever do Estado de garantir
assistência médica, incluindo o fornecimento de medicamentos quando o
cidadão não dispõe condições financeiras. Remessa de ofício não provida.
(Acórdão n. 582197, 20050110581614RMO, Relator JAIR SOARES, 6ª Turma
Cível, julgado em 25/04/2012, DJ 04/05/2012 p. 194)
Assim, sem
maiores delongas, defiro a antecipação da tutela para determinar ao
DISTRITO FEDERAL, nos termos do art. 273 do CPC, que, no prazo MÁXIMO de
30 dias, FORNEÇA a autora o medicamento RITUXIMABE, na quantidade e
periodicidade indicadas pelo médico da rede pública de saúde, sob pena
de multa de R$10.000,00 (dez mil reais), sem prejuízo da majoração.
Como cediço, prevalece o princípio ativo sobre o nome comercial,
devendo haver preferência pelo medicamento genérico, salvo se de custo
de aquisição superior.
Intimem-se o (a) Diretor de Assistência
Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Sr.
Secretário de Saúde Adjunto, a fim de que adotem as providências
administrativas cabíveis.
Faculto ao requerido realizar
avaliações médicas durante a tramitação do feito, a fim de verificar a
possibilidade de substituição ou interrupção do tratamento, devendo a
autora colaborar para a realização dos exames, salvo escusa devidamente
acatada por este juízo.
CUMPRA-SE com URGÊNCIA.
Cite-se.
Brasília - DF, terça-feira, 22/05/2012 às 19h39.
Sandra StelEu
já mandei o meu EMAIL copiei o processo da Zenalia e mandei . Srs
conselheiros da Saúde , venho aqui pedir que interceda pela nossa Amiga
Zenalia Ramalho que esta necessitando da medicação RITUXIMABE ( MABHERA
)
Ela possui um quadro clinico gravissímo de Lúpus Eritematoso
sistêmico / nefrite há aproximadamente a 10 anos, que afirma que há
risco de evolução para insuficiência Renal terminal e eventualmente
óbito, conforme Relatório Médico.
Desde o mês 5 era para ter sido realizado esse procedimento e até agora nada , cade os nossos direitos a SAÚDE!!!!
Peço-lhe a devida ATENÇÃO para que ela possa ter o seu tratamento
adequado e a sua MEDICAÇÃO recebida o RITUXIMABE ( MABHERA ) para que
essa doença que as vezes é muito grave o Lúpus Eritematoso Sistêmico
seja controlado e a sua saúde seja restabelecida .
Agradeço a Atenção e aguardo resposta.
Sandra Stel + uma paciente que tbm tem Lúpus e conhece muito bem as suas complicações.
Zenalia Ramalho Lima dos Santos Circunscrição :1 - BRASILIA Processo :2012.01.1.021853-5 Vara : 111 - PRIMEIRA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
Para quem puder ajudar, entrem em contato com o Conselho Nacional de Saúde e se puderem mandem tbm EMAILS , para quem sabe assim seja cumprida a LEI e a nossa Saúde seja devidamente tratada e restabelecida. e que a nossa Amiga tenha essa medicação recebida o RITUXIMABE (MABHERA) o mais breve possível. ♥♥
Contatos Conselho Nacional de Saúde Fone: (61) 3315-2150 / 3315-2151 / 3315-3566 Fax: (61) 3315-2414 / 3315-2472 e-mail: cns@saude.gov.br Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B. Sala 104B. Brasília-DF, CEP:70.058-900
Vim aqui hoje relatar como foi dificíl passar esses dias com a Herpes Zoster.
Comecei a sentir os sintomas no dia 04/02/12.
Começou
com uma agulhada no meu braço esquerdo, mas não dei muita importância,
mas depois começou a doer a minha cravicola, achei que essa dor era
devido a ma posição, era uma dorzinha latente, ai fui passear com a
minha família na praia, sei que para quem tem Lúpus não pode se expor
ao sol, mas quando vou a praia me protejo com tenda ou guarda sol e muito protetor solar , na água eu nem entro. Estavamos todos contentes , minha filha mais velha iria passar uma semana de férias com o seu marido
e seu filhinho, e nós só iriamos ficar uns 3 ou 4 dias teríamos que
voltar por causa das aulas que já havia começado, mas depois do 2° dia la na praia as dores começaram a aumentar , coloquei um emplastro no local e consegui dormir bem, mas quando foi
no dia 07/02/12 acordei de madrugada as dores nas costas era demais
estava ardendo por causa do emplasto , retirei e continuou a doer,
tivemos que ir para o pronto socorro da Santa Casa, lá na praia mesmo,
quando o médico me atendeu ele falou que seria dor muscular, eu
questionei ele para que ele tirasse um RX do local e ele falou que não
era necessário, mas relatei a ele que temia porque eu já tinha as
osteonecroses no tornozelo , joelho e punho, mas mesmo assim ele não
quiz tirar o RX , falou para eu tomar o Tramal na veia e que era para eu
procurar o meu médico em SP.
Quando acabou a medicação a enfermeira
retirou o esparadrapo, no local ficou algumas pintinhas vermelhinha, ela falou que era irritação por causa do esparadrapo.
Fui para casa e lá ainda continuei a sentir as dores, meu marido resolveu que teríamos que voltar para casa em SP .
Para
voltar para casa foi aquele sufoco na viagem , não parava de doer,
chegando em casa comecei a fazer compressa no locar das dores e no dia
seguinte fui ao Hsp SP onde eu me trato, mas lá passei com ortopedista e
as bolinhas já tinham aumentado, o médico tbm falou que só era dor
muscular falou que as bolinhas só era irritação, tbm mandou tomar
Tramal na veia.
Nossa fiquei muito mal, quando acabou a medicação
relatei a ele que estava pior do que eu tinha chegado mas ele falou que
era para eu ir para casa e tomar um relaxante muscular.
Fui para
casa mas quase não consegui dormir com tantas dores , a minha família
se revezava para esquentar compressa para eu colocar no locar.
No dia
seguinte fui a outro HSP no Mandaqui e lá tbm passei com ortopedista e só deram Tramal, Carbamazepina e um Anti alérgico, só que lá não havia
alguns medicamentos, só tomei o anti alérgico, eles tbm acharam
que era dor muscular e alergia :(
Saímos de lá e em seguida fomos a
outro HSP o V N Cachoeirinha, e lá eles só deram o tramal.
Voltei para casa e quase não consegui dormir novamente.
No
dia seguinte voltamos ao HSP SP onde eu me trato e novamente mandaram
passar com Ortopedista, mas graças a Deus era outro médico e nem
cheguei a entrar na sala, quando ele me viu falou para ir diretamente
para urgência, lá Deus enviou 2 médicos maravilhosos que na
mesma hora já diagnosticaram o Herpes Zoster, e la mesmo na sala deles
já começaram a me medicar com (Morfina), as bolhas estavam
grandes e eles falaram que sabiam como isso era doloroso, e dali daquela
sala já fui direto para sala de isolamento, teria que ficar internada porque o meu caso já tinha se agravado e em casa
minha filha mais nova , meu filho de 10 anos e meu netinho de 5 mês eles não tiveram o vírus da catapora e correria o risco de pegar, então eu teria que ficar
isolada.
Nossa como é horrivél você se sentir que poderia ter
contaminado alguém 😕o próprio enfermeiro que estava me levando para o
isolamento veio todo protegido com luvas, avental e máscara, falou para o meu marido que era para ele se proteger com as
luvas mascara etc... ainda falou a ele : Você pensa que é Super
Herói ?
Nossa aquilo me doeu muito!!!
Pois já estava me sentindo
mal por ter estragado as férias da minha filha e do meu genro e vem
aquele enfermeiro falar isso para o meu marido :( mas meu marido nem
ligou para o que ele havia falado.
Fiquei internada por 16 dias no começo fiquei a base de Morfina ,Aciclovir na veia , Amitripilina, Carbamazepina, Antipertencivos,etc... todos os dias tirando sangue e eu já estava sem veia, o meu braço direito
todo roxo devido as medicações, tentaram colocar medicação até nas
veias do pé, mas não conseguirão, falaram de colocar um cateter na veia
do meu pescoço, mas eu pedi tanto a Deus que com a graça dele não foi necessário.
As vezes acordava com
uma dor Horrivél parecia que ia abrindo ferida por ferida e parecia que
tinha derramado alcoól dentro de cada ferida :( tinha que levantar
correndo e jogar água fria no meu corpo para aquela situação passar
logo.
Num certo dia em uma visita que minha filha e meu marido estavam me fazendo fui pegar na mesinha o meu celular, eu não consegui levantar o braço esquerdo onde estava com o comprometimento do Herpes, ele atacou as minhas costas e o braço.
Nossa
fiquei muito triste com essa situação, pois pensei e agora!!! Já tenho
comprometimento no meu tornozelo esquerdo, joelho direito e punho
direito devido as osteonecrozes causadas pelo uso dos corticóides usado
no tratamento do meu LES e agora mais essa , não conseguir levantar o braço
esquerdo !!!!
Na hora disfarcei, para a minha família não ficar triste com mais aquela situação.
Logo
após o término das visitas chamei a médica e relatei esse problema a
ela, e ela fez uma cara de espantada, eu queria muito que ela fizesse
uma ressônancia mas sabe como é né parece que eles não acreditam muito
na gente, ela demorou para pedir a ressônancia, enquanto isso só mandava fisioterapeuta e só apareciam médicos e mais médicos para me olhar , tirar foto
do local afetado e com isso se passaram mais ou menos uns 3 dias e ai eles resolveram fazer o RX e a Ressônancia, ai pronto comprovado que o
Zoster havia comprometido o nervo do meu braço.
Nossa quando ela me
falou que era um caso raro mas que as vezes acontecia isso, e que eu
talvez nunca mais poderia voltar a ter os meus movimentos como antes, nossa eu
nem duvidei na mesma hora que ela me falou isso, logo falei a ela : que em nome
de Jesus eu iria voltar lá e mostrar a ela que teria os meus movimentos
de volta.
Ela sorriu e me falou que esperava mesmo que isso acontecesse, mas que ela não podia me dar esperanças.
Ela me deu alta, as bolhas já havia diminuído e me falou que eu já estava bem melhor.
Chegando em casa não foi bem assim não.
Na
primeira noite até que dormi bem, mas depois nossa tudo me incomodava, o
vento o cabelo as roupas, até a água na hora do banho, tive que
adaptar a novos modelitos rsrsr só podia usar blusas de um braço só
porque me incomodava muito as minhas costas e o meu braço, e a minha vista ficava embaçada devido as medicações.
Lá no HSP eu
não sentia muito esses efeitos porque estava super medicada e como
estava em isolamento eu não podia nem abrir as janelas do quarto e com isso
nem sentia vento nenhum, e as roupas la eu também já usava o avental pela
metade rsrs.
Mas graças a Deus no final do mês de maio comecei a
sentir os meus movimentos novamente, depois de muita fisioterapia
caseira rsrs , pois mesmo havendo ficado comprometida eu fazia os meus
afazeres domésticos, sabia que só assim voltaria a me recuperar. A ajuda da minha família foi muito importante para a minha recuperação, eles sempre presentes e me incentivando.
Tive também muito apoio dos meus Amigos Virtuais do Orkut , do Facebook e Reais rsrs que para mim todos são Reais , pois nesses momentos difíceis e mesmo que distantes essas Amizades me fortaleceu.
Agora já se passaram quase 5 mês, ainda estou com um pouco de sensibilidade no braço, mas graças a Deus, Bem Melhor.
Eu só fico triste em saber que tudo isso poderia ter sido evitado , se os
Governantes desse País olhassem mais por nós, tudo seria melhor, pois já
temos a vacina contra a ( Catapora ) e se eles liberassem para toda a
população com certeza esse mau do (Herpes Zoster ) poderia ser extinto,
pois só quem já teve Catapora terá esse Herpes Zoster porque ele fica
escondidinho em nossos nervos só esperando uma oportunidade para se
manifestar.
No nosso caso que já temos o Lúpus e a nossa imunidade as vezes fica meia
debilitada, ficamos mais suscetíveis a essa situação pois basta um stress,
calor excessivo, e baixa da imunidade e pronto ele poderá aparecer
novamente.
Então só de saber que tudo isso poderia ser evitado, acho que valeria
muito se os Governantes pensassem um pouquinho nisso , *Vacinar toda a
população contra a Catapora*
Com isso eles não teriam tantos gastos com internações, medicamentos, afastamentos, etc...
E muitas pessoas que já passaram por essa situação, assim como eu podendo até ter ficado comprometida pelo resto da vida, não precisassem passar por essa situação desagradável.
E também que os médicos fossem mais atentos pois se tivessem me
diagnósticado logo no começo não teria ficado com essa Hiper
sensibilidade e com toda essa situação desagradavél que eu passei. Mas com tudo dou Graça a Deus por ter me recuperado, e sei que Deus é Fiél e que tudo é pela permissão de DEUS ♥♥
O tempo não, passa em vão
Cada minuto tem a sua explicação
No meu e no seu viver
Só vai acontecer
Somente aquilo que Deus preparou e nada mais
Nada além mais (bis)
Vai acontecer no seu viver além do que Deus preparou pra você (2x)
Esqueça os porquês, também os talvez
Só saiba tudo que aconteceu, foi permissão de Deus
Cada lágrima permissão de Deus;
Cada sorriso permissão de Deus;
Cada perda é permissão de Deus;
Cada conquista permissão de Deus;
Cada luta permissão de Deus;
Cada vitória permissão de Deus;
Cada morte é permissão de Deus;
Cada vida é permissão de Deus.
Tudo é pela permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus
Ele é dono de tudo
Passado, presente, futuro
E tudo que acontecerá
Será pela permissão de Deus
Nada além mais (bis)
Vai acontecer no seu viver além do que Deus preparou pra você (2x)
Esqueça os porquês, também os talvez
Só saiba tudo que aconteceu, foi permissão de Deus
Tudo é pela permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus..
é pela permissão de Deus (permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus)
é pela permissão de Deus..
21/06/2012
CIÊNCIAS MÉDICAS Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus
Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área
Paulo Castro/UnB Ciência
Luciana Barreto da Secretaria da Comunicação
Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes
no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que
ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é
a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em
estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências
Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no
Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a
necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico
importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que
sofrem do mal.
O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais
comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular,
comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus
eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade
fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa,
geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam
grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões
físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o
funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade
de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil.
Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o
ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para
realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios
ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a
doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De
240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as
quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de
força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo
feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo
período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no
centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há
sete anos.
Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma
que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um
condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e
a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia
que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a
doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida
dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves
efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e
elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em
comparação à população saudável”. Segundo observa, “o sintoma da
fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e
capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na
realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo
crônicos”.
De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz
dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de
vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o
grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma
instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro
de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital
Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um
trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico
reumatologista do HUB, recentemente aposentado.
Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas
podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver
com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos
medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física
monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância
de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como
procedimento regular. Saiba mais:Lúpus eritematoso sistêmico é uma
doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a
incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB
conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de
lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no
Ambulatório I.
21/06/2012 CIÊNCIAS MÉDICAS Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área Paulo Castro/UnB Ciência Luciana Barreto da Secretaria da Comunicação Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que sofrem do mal. O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular, comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa, geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil. Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De 240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há sete anos. Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em comparação à população saudável”. Segundo observa, “o sintoma da fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo crônicos”. De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico reumatologista do HUB, recentemente aposentado. Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como procedimento regular. Saiba mais: Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no Ambulatório I.
O que é o Herpes Zoster?
O Herpes zoster (vulgarmente conhecido como "cobreiro") e a neuralgia pós-herpética são o resultado da reativação do vírus da varicela-zoster adquiridos durante a infecção primária da varicela ou catapora.
Quais os fatores de risco para o surgimento do Herpes Zoster?
Considerando que a varicela é geralmente uma doença da infância, herpes zoster e a neuralgia pós-herpética se tornam mais comum com o aumento da idade. Fatores que diminuem a função imunológica, como a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, quimioterapia, neoplasias e uso crônico de corticosteróides e até mesmo queda da imunidade devido a um período mais conturbado da vida podem aumentar o risco de desenvolver herpes zoster.
O que causa o herpes Zoster?
A reativação do vírus latente da varicela-zoster nos gânglios da raiz dorsal é responsável pela erupção clássica dermatomal e da dor que ocorrem no herpes zoster.
Quais as características da dor no Herpes Zoster?
A dor em queimação normalmente precede a erupção cutânea por vários dias e podem persistir por vários meses após a surgimento da erupção cutânea.
O que é a neuralgia Pós Herpética?
A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes zoster. Se carcteriza pelo surgimento de dor que pode persistir após a resolução da erupção e pode ser altamente debilitante.
Qual a eficiência dos medicamento antivirais no Herpes Zoster?
Os medicamentos antivirais são mais eficazes quando iniciados dentro de 72 horas após o início da erupção. A adição de um corticosteróide administrado por via oral pode proporcionar benefícios na redução da dor do herpes zoster e na incidência de neuralgia pós-herpética.
Como ocorre o Herpes Zoster?
O herpes zoster resulta da reativação do vírus da varicela-zoster. A incidência de herpes zoster aumenta acentuadamente com o envelhecimento, praticamente dobrando a cada década após a idade de 50 anos. A diminuição normal da imunidade celular com o envelhecimento é a provável causa do aumento da incidência nessa faixa etária.
Transmissão do herpes Zoster.
O herpes zoster não é tão contagiosa quanto a infecção preliminar da varicela (Catapora), pessoas com infecção reativada podem transmitir o vírus da varicela-zoster para contatos não imunes. taxas de transmissão das famílias têm sido observados em cerca de 15% dos casos.
Qual a Incidência de neuralgia pós herpética?
Cerca de 20 por cento dos pacientes com herpes zoster desenvolvem nevralgia pós-herpética.
O fator de risco mais conhecido é a idade, esta complicação ocorre quase 15 vezes mais em pacientes com mais de 50 anos de idade. Outros possíveis fatores de risco para o desenvolvimento da neuralgia pós-herpética são: o zoster oftálmico, uma história de dor prodrômicos antes do aparecimento de lesões de pele e um estado de imunocomprometimento
Fisiopatologia O vírus varicela-zoster é um vírus DNA altamente contagioso.
Varicela representa a infecção primária na pessoa não imune ou com defesa imunológica incompleta.
Durante a infecção primária, o vírus consegue entrar nos nervos sensoriais dos gânglios da raiz dorsal. O modo como o vírus entra no gânglio da raiz dorsal sensorial e reside em neurônios não são completamente compreendidos.
O vírus permanece latente por décadas por causa da imunidade mediada por células adquirida durante a infecção primária, assim como antígenos endógenos e exógenos reforçam o sistema imunológico periodicamente ao longo vida. A reativação do vírus ocorre após uma diminuição da imunidade vírus específica mediada por células. O vírus reativado percorre o nervo sensitivo e é a causa para a distribuição da dor e das lesões de pele em dermátomos ( faixas da pele ).
Qual a fisipatologia da neuralgia pós herpética?
A fisiopatologia da neuralgia pós-herpética permanece obscuro. Entretanto, os estudos patológicos têm demonstrado danos aos nervos sensitivos, ao gânglio da raiz dorsal sensorial e ao corno dorsal da medula espinhal em pacientes com essa condição.
Apresentação Clínica
A pródromo de dor, ardor, prurido e/ou parestesias geralmente precede o aparecimento de lesões de pele por 1-2 dias. O herpes zoster normalmente apresenta-se com um pródromo consistindo de hiperestesia, parestesia, disestesia, queimadura ou prurido ao longo do dermátomo afetado (s). O pródromo geralmente dura 1-2 dias, mas pode preceder o aparecimento de lesões de pele por até três semanas.
Durante a fase prodrômica, o herpes zoster pode ser diagnosticada como doença cardíaca, pleurisia, um núcleo pulposo herniado ou vários distúrbios gastrointestinais ou ginecológicas. Alguns pacientes podem ter sintomas prodrômicos, sem desenvolver a erupção cutânea característica. Esta situação é conhecida como "Zoster sine herpete", e pode complicar ainda mais o diagnóstico final.
Herpes Zoster
FIGURA 1. Erupção cutânea típica dermatomal com vesículas hemorrágicas no tronco de um paciente com herpes zoster.
A fase prodrômica é seguida pelo desenvolvimento das lesões de pele características do herpes zoster. As lesões de pele começam como uma erupção maculopapular, que segue uma distribuição do dermátomo. A erupção maculopapular evolui para vesículas com base eritematosa (Figura 1). As vesículas são geralmente dolorosas, e seu desenvolvimento é frequentemente associado com a ocorrência de ansiedade e sintomas semelhantes aos da gripe.
A dor é a queixa mais comum para que os pacientes com herpes zoster procurem cuidados médicos. A dor pode ser descrita como "queimação" ou "picadas" e geralmente é implacável. De fato, os pacientes podem ter insônia por causa da dor. Embora qualquer dermátomo vertebral podem estar envolvidos, T5 e T6 são mais comumente afetadas.
O dermátomo do nervo mais freqüentemente envolvidos cranial é a divisão oftálmica do nervo trigêmeo. Vinte ou mais lesões fora do dermátomo afetado refletem viremia generalizada. As vesículas acabará por se tornar hemorrágica ou turva e surgem crostas no prazo de sete a 10 dias. Quando as crostas caem, geralmente surgem cicatrizes e alterações pigmentares.
Complicações do herpes Zoster
A complicação crônica mais comum do herpes zoster é a neuralgia pós-herpética. A dor que persiste por mais de 1-3 meses após a resolução da erupção é geralmente aceita como o sinal de neuralgia.
Pacientes afetados pela neuralgia geralmente apresentam queimação constante e dor lancinante que podem ser de natureza radicular. Os pacientes também podem se queixar de dor em resposta a estímulos não-nocivos. Mesmo sob pressão menor de roupas, lençóis ou até mesmo o vento podem provocar dor.
Evolução da neuralgia pós herpética.
A neuralgia pós-herpética é geralmente uma doença auto-limitada. Os sintomas tendem a diminuir ao longo do tempo. Menos de um quarto dos pacientes ainda experimentam a dor seis meses após a erupção do herpes zoster, e menos de um em cada 20 paciente tem a dor após um ano.
Tratamento de Herpes Zoster
O tratamento do herpes zoster tem três objetivos principais: (1) tratamento da infecção viral aguda, (2) o tratamento da dor aguda associada com herpes zoster e (3) prevenção da neuralgia pós-herpética. Agentes antivirais, corticóides orais e adjuvante modalidades individualizado de gestão da dor são usados para atingir esses objectivos.
Antivirais
Agentes antivirais têm sido mostrados para diminuir a duração do herpes zoster, do prurido e a gravidade da dor associada com a rash. No entanto, esses benefícios só foram demonstrados em pacientes que receberam agentes antivirais no prazo de 72 horas após o início da erupção cutânea. Agentes antivirais podem ser benéficos, desde que novas lesões estejam aparecendo, Após o surgimento das crostas os antivirais não tem demonstrado eficácia.
Corticosteróides
Os corticosteróide administrado por via oral são comumente usados no tratamento de herpes zoster. Prednisona usada em conjunto com antivirais tem demostrado reduzir a dor associada com herpes zoster.
Qual o tratamento da neuralgia pós-herpética?
Apesar da neuralgia pós-herpética ser geralmente uma doença auto-limitada em alguns casos pode durar indefinidamente. O tratamento é direcionado ao controle da dor durante a espera para a condição de resolver. A terapia da dor pode incluir múltiplas intervenções, tais como medicamentos tópicos, analgésicos, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes e uma série de modalidades não-médicos.
Dr Marcos Britto da Silva
Ortopedista, Traumatologia e Medicina do Esporte
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Atualizado em 15/04/2010
Programa Praia Acessível será ampliado e chegará a 11 municípios
Programa Praia Acessível: inclusão no lazer e na sociedade
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e as prefeituras de Guarujá, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba assinaram na manhã desta quinta-feira, 29 de dezembro, convênios para a entrega de 68 cadeiras anfíbias, visando promover a inclusão de pessoas com deficiência.
A iniciativa faz parte do programa Praia Acessível, lançado em 2010, e que tem como objetivo oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria é responsável pelo fornecimento das cadeiras, já as prefeituras, pelas equipes de suporte do programa.
Os municípios de Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba receberão 10 cadeiras anfíbias cada, enquanto o Guarujá será beneficiado com 16 unidades e Iguape duas. As unidades utilizadas no Praia Acessível são feitas com um tipo de pneu especial, que permite superar a dificuldade de locomoção na areia, e também não afundam dentro da água. Devido à sua altura, é possível o usuário entrar na água, em uma profundidade não perigosa no mar. Existe facilidade na transferência para a cadeira, que possui braços removíveis.
O programa Praia Acessível já beneficiou mais de 5 mil pessoas e acontece aos finais de semana em São Sebastião, Ilha Comprida, Ilhabela, Bertioga, Guarujá e Santos. Com a assinatura do convênio, a partir de janeiro de 2012, o programa será implantado em Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém e Ubatuba.