sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Micofenolato é a Rituximab nova alternativa de tratamento p/ (Lúpus)

   

Micofenolato  de Sódio / MOFETIL / (CELLCEPT) /ou(MYFORTIC)

é a Rituximab (MABTHERA)

Lúpus tem nova alternativa de tratamento, diz reumatologista

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da Folha de S.Paulo

Pacientes com lúpus já podem utilizar menos cortisona e substituí-la por uma droga --mofetil micofenolato-- já utilizada no caso de rejeição de transplantes. No país, há cerca de 4 milhões de portadores de lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença crônica de causa desconhecida que afeta o sistema imunológico.

A pessoa desenvolve anticorpos que reagem contra as células normais, ou seja, torna-se "alérgica" dela mesmo. Podem ser afetados a pele (manchas e lesões), as articulações (artrite), os rins, o pulmão e outros órgãos.

Segundo o médico Morton Scheinberg, 58, clínico e pesquisador em reumatologia e imunologia do Instituto de Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, a nova alternativa de tratamento foi uma das principais novidades do último congresso internacional de lúpus, realizado no mês passado em Nova York (EUA).

Ele afirma que a droga bloqueia a exacerbação do sistema imune no lúpus e mostrou ser promissora para o tratamento de diversas manifestações da doença.

A seguir, alguns trechos da entrevista concedida à Folha.

Folha - O que muda no tratamento do lúpus com essa droga?

Morton Scheinberg
- O tratamento clássico do lúpus envolve doses variáveis de cortisona e de ciclofosfamida [uma medicação imunossupressora]. No caso de certas manifestações clínicas no rim, no sangue e no sistema nervoso central, é necessário adicionar também outras drogas imunossupressoras.

A substância mofetil micofenolato, utilizada para evitar a rejeição de transplantes, parece substituir a cortisona com vantagens no controle das manifestações renais em casos em que o tratamento tradicional não surte efeito, o que acontece em um terço dos casos. Atualmente o médico tem mais flexibilidade para o diagnóstico e novos recursos de tratamento para esse mal que afeta tantos brasileiros.

Outra droga é a Rituximab, também usada no tratamento de gânglios linfáticos (linfoma). Há evidências acentuadas de que ela pode debelar os casos de inflamação dos rins que não respondem ao tratamento convencional.

Folha - Em que estágio o lúpus é diagnosticado hoje no Brasil?

Scheinberg
- A doença, quando intensa em suas manifestações, é detectada rapidamente, apesar de às vezes estar em estágios mais avançados. Mas, quando há poucos sintomas, pode ser confundida com outros tipos de reumatismo e o tempo de diagnóstico fica bem variável.

Folha - Esses medicamentos estão disponíveis na rede pública?

Scheinberg
- Os pacientes que dependem do sistema público [rede básica de saúde] talvez tenham dificuldade de utilizar os novos medicamentos, entretanto é inevitável que eles terão acesso devido à eficácia comprovada desses medicamentos. Os pacientes que são atendidos pelos convênios médicos devem reivindicar que seus planos cubram os custos da droga.

Folha - Durante o congresso, foi criado também o Dia Internacional do Lúpus, em 10 de maio. Em que isso pode ajudar os doentes?

Scheinberg
- É uma forma de conscientizar os pacientes, familiares e os serviços públicos que tratam doenças crônicas para a importância do diagnóstico precoce e o acompanhamento dos doentes. Já sabemos que existe uma maior incidência de arteriosclerose e osteoporose em pacientes com lúpus e ambas condições podem ser prevenidas com a identificação precoce da doença.

É preciso também atenção para as manifestações clínicas mais graves da doença, que ocorrem em pacientes da raça negra e de origem hispânica.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3550.shtml

  Bula
MYFORTIC
micofenolato de sódio
Forma farmacêutica e apresentações: 
http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/BM/BM%5B26154-1-0%5D.PDF

Bula
MabThera
Rituximabe
http://www.roche.com.br/fmfiles/re7196006/pdf/Bulas/Mabthera.pdf


Brasil produzir o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins


http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12380


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ouvidorias faça valer os seus direitos na área da Saúde


A primeira etapa na busca pelo direito à saúde foi vencida com o reconhecimento constitucional de que este é um direito fundamental do cidadão e que cabe ao Estado suprir. A segunda etapa é conseguir fazer isto valer no cotidiano das pessoas que precisam de atendimento. Reclamar estes direitos não é fácil, é preciso muita determinação e também é preciso enxergar que ao buscar resolver um problema pessoal, você também pode contribuir para a melhoria do Sistema de Saúde como um todo, fazendo um bem para toda a sociedade.

Abaixo você encontra listados órgãos e instituições que podem contribuir para a resolução de problemas na área da Saúde, em alguns casos foram indicados modelos de cartas, para facilitar o seu contato.
mini-mail.gif As cartas: Podem ser escritas à mão ou digitadas.
Devem ser dirigidas aos responsáveis pelo serviço de saúde (geralmente uma cópia ao responsável direito – diretor do hospital, ambulatório ou UBS – e outra ao secretário de saúde – estadual ou municipal, dependendo do serviço).
Devem ter um comprovante de entrega: se enviadas pelo correio, remeta com Aviso de Recebimento; se entregues pessoalmente, leve uma cópia para ser protocolada.
Devem estar acompanhadas de todas as informações e documentos que comprovem sua denúncia.

Conselhos e Conferências de Saúde:
Os Conselhos têm a função de fiscalizar e definir as linhas das políticas de saúde, sendo metade de seus membros usuários do serviço de saúde. Os conselhos podem receber denúncias sobre o atendimento precário nos serviços de saúde; desvios de recursos e cobrança pela prestação de serviços públicos, mas agem para corrigir problemas coletivos, não lidando diretamente com casos individuais.

Conselhos Gestores:
São compostos por usuários, funcionários e membros da administração de um equipamento público. Os conselhos gestores discutem e decidem sobre a prestação de serviços e atendimento na unidade; planejam e avaliam a qualidade do atendimento e, principalmente, recebem diretamente as queixas da população que é atendida naquele lugar.

Para acionar este serviço é preciso primeiro saber se existe um conselho responsável pela Unidade na qual você foi atendido e se informar sobre quem são os conselheiros ou quando são feitas as reuniões. A cidade de São Paulo já tem alguns Conselhos Gestores (em hospitais, ambulatórios, parques, etc), um exemplo em funcionamento é o Conselho Gestor do Hospital do Servidor Público Municipal.

Diretor, chefe de serviço e secretário de saúde:
Todo serviço ou unidade de saúde obrigatoriamente tem um chefe ou diretor, que é um profissional de saúde, geralmente médico, responsável pela administração e pleno funcionamento do serviço. Todos os serviços de saúde do SUS estão subordinados às secretarias municipais ou estaduais de saúde. Você pode contatar o diretor da unidade na qual foi atendido ou ao secretário de saúde em casos de reclamações sobre falta e despreparo de profissionais, mau atendimento, descumprimento de horários, filas de espera, demora, desorganização do serviço, falta de aparelhos, equipamentos, medicamentos e insumos (gaze, esparadrapo, seringas descartáveis etc). Para encaminhar a queixa é preciso saber o nome do Diretor escrever uma carta endereçada a ele, enviando também uma cópia ao Secretário Municipal ou Estadual da Saúde. Insista para que você tenha uma resposta rápida e satisfatória.


Modelos de Cartas:
Ouvidorias:
As Ouvidorias têm a função de ouvir os usuários, apurando as denúncias e apresentando soluções em relação ao problema apontado.

Ouvidoria Geral do Município de São Paulo
0800-175717 das 9h às 17h.
Avenida São João, 473, 17º andar, Centro, das 8h às 17h

Ouvidoria da Secretaria de Estadual de Saúde
3081-2817 / 3066-8359/8349/8684 - Fax: (11) 3066-8349
Endereço: Av. Dra. Enéas de Carvalho Aguiar, 188 - 1º andar - sala 100/101
Cep: 05403-000 - São Paulo – SPouvidoria@saude.sp.gov.br
Funcionamento: das 8h às 18h
http://www.saude.sp.gov.br

Ministério Público:
É o órgão que atua na proteção e na defesa dos direitos e interesses da sociedade, como é o caso da saúde. Quando recebe informações sobre casos de desrespeito aos direitos sociais, o Ministério Público (MP) pode instaurar um procedimento (inquérito civil) para ouvir quem eventualmente causou o dano e levantar provas. Quando tiver evidências de uma conduta prejudicial a um ou mais cidadãos, o MP pode fazer um termo de ajustamento de conduta (um acordo) ou mesmo ingressar com ação na Justiça. Tendo em vista a importância do direito à saúde, e que, provavelmente, a falha na prestação dos serviços neste setor atinge várias pessoas, o MP é um importante recurso do usuário do SUS. Existe o Ministério Público Federal e o Estadual, sendo que ambos têm competência para atuar nas questões relacionadas à saúde.

As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público por meio de uma representação, que é um documento escrito que conta o problema e solicita providências. Você também pode ir pessoalmente ao Ministério Público, onde haverá alguém para tomar seu depoimento. No site do Idec (http://www.idec.org.br), estão disponíveis alguns modelos de representações que poderão auxiliar no encaminhamento de suas informações ou denúncias.

Ministério Público Estadual / Edifício Sede
Rua Riachuelo, 115 - Centro – SP - Cep: 01007-904
Tel: 3119-9848. www.mp.sp.gov.br

Ministério Público Federal
Procuradoria Geral da República
Rua Peixoto Gomide, 768 - Cerqueira César
Tel: 3269-500 . www.pgr.mpf.gov.br

Modelo de Carta
Poder Judiciário: 
A Constituição Federal garante que toda lesão ou ameaça de direito seja apreciada pelo Poder Judiciário. Basta que o interessado procure a Justiça. Desde que preenchidas as formalidades exigidas, você sempre poderá levar o problema a um Juiz de Direito. O acesso à Justiça se dá por meio de um documento denominado petição inicial, que deve sempre ser elaborada e assinada por um advogado (a não ser em casos encaminhados ao Juizado Especial Cível). A partir daí, o Juiz analisará o pedido do autor da ação, a resposta do réu, as provas apresentadas, e decidirá a questão. Aquele que perder poderá recorrer aos Tribunais na tentativa de mudar a decisão do Juiz.

O Poder Judiciário pode ser acionado para que os responsáveis (as autoridades municipais, estaduais ou federais; diretor do hospital ou unidade; ou profissional de saúde), sejam obrigados a corrigir as falhas ou a omissão na prestação dos serviços de saúde. Conseqüentemente, você pode conseguir o atendimento do qual precisa, como por exemplo internação para fazer uma cirurgia, realização de consultas ou exames, medicamentos, etc. Também é possível recorrer à Justiça para buscar a indenização ou reparação de danos de qualquer natureza sofridos em razão da falta de atendimento ou do atendimento de má qualidade.

Os cidadãos podem ingressar na Justiça individualmente, contratando um advogado particular, ou recorrendo à assistência jurídica gratuita. O Ministério Público também pode representar o cidadão judicialmente, o que pode ser feito ainda por meio de uma associação ou entidade com legitimidade para propor ações judiciais e que tenha entre as suas finalidades, descritas no seu estatuto, a defesa da saúde ou da cidadania.
Vigilância Sanitária: Tem a obrigação de controlar os riscos à saúde. Fiscaliza a comercialização de alimentos, bebidas, medicamentos, sangue, produtos e equipamentos médicos. Também é responsável pela fiscalização de serviços de saúde, como hospitais, clínicas e laboratórios. Você pode procurar a vigilância sanitária se tiver denúncias relacionadas à estrutura inadequada dos serviços de saúde, falta de higiene, fraude, falsificação e problemas na qualidade de medicamentos, sangue e hemoderivados, produtos para a saúde e alimentos, dentre outras.
Centro de Vigilância Sanitária (CVS)  1520 / 3257-7611
ouvidoria@cvs.saude.sp.gov.br
Vigilância em Saúde
Rua Santa Isabel, 181 - Vila Buarque
Tel: 3350-6624 e 3350-6628
Funcionamento: de 2ª a 6ª, das 9h às 16h
smssaccovisa@prefeitura.sp.gov.br
Modelo de carta:
Defesa dos Direitos Humanos: 
Existem diversas instâncias, como as comissões de direitos humanos ligadas ao poder Legislativo (Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais) e as secretarias e conselhos de direitos humanos ligados ao poder Executivo. Elas recebem, investigam e apuram denúncias de violação dos direitos humanos. Você pode procurar uma destas instâncias se for vítima ou presenciar qualquer violação dos direitos civis e de cidadania, preconceito, discriminação, maus tratos, abandonos e todas as formas de violências e atentados contra a dignidade humana que possam vir a ocorrer nas unidades e serviços de saúde, a exemplo de hospitais psiquiátricos e lares de idosos.

CMDH - Comissão Municipal de Direitos Humanos
Pátio do Colégio, 5 – Centro – São Paulo – SP - CEP 01016-040
Tel: 3106-0030
cmdh@prefeitura.sp.gov.br

Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201 S/ 2016 - 04097-900 – São Paulo – SP
Tel: 3886-6122 / 3884-2590

Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados
Palácio do Congresso Nacional - Edifício Principal / Praça dos Três Poderes
Cep 70160-900 - Brasília - DF
Tel: (61) 318-5151 e 318-5930
cdh@camara.gov.br. www.camara.gov.br/cdh

Secretaria Especial dos Direitos Humanos – Ministério da Justiça
Edifício Sede, Esplanada dos Ministérios – Bloco T – Sala 422
Cep: 70064-900 - Brasília/DF
Tel: (61) 429-3142 / 223-2260
direitoshumanos@sedh.gov.b . www.sedh.gov.br

Modelo de carta:
FONTE: IDEC

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lúpus e Artrite Reumatóide podem favorecer AVCs

                Lúpus e Artrite Reumatóide 

                    podem favorecer AVCs

Pesquisadores americanos descobriram que o Lúpus e a Artrite Reumatóide podem favorecer a ocorrência do Acidente Vascular Cerebral, conhecido como derrame.

Isso acontece porque os portadores destas duas doenças autoimunes têm risco 60% maior de desenvolver um tipo de arritmia chamada fibrilação atrial, que está por trás de muitos AVCs.

O presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Guilherme Fenelon, esteve no Congresso em que a pesquisa foi apresentada.

E conta qual é a principal hipótese para explicar a relação entre lúpus e artrite e a fibrilação atrial:

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O cardiologista revela que não é difícil descobrir esse tipo de arritmia:

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O tratamento da fibrilação atrial é feito com remédios. Os pacientes que têm esse tipo de arritmia, e também propensão à coágulos, devem usar uma segunda medicação, como forma de reduzir o risco de AVC.

A pesquisa que relacionou a fibrilação atrial aos derrames foi realizada na Universidade do Arkansas. Foram acompanhados 416 mil e 78 mil pacientes com mais de 65 anos.