segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Medicamentos Especializados de Alto Custo /SUS - RJ


Os medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica são indicados para o tratamento de doenças crônicas e/ou raras, em nível ambulatorial, dispensados em farmácias especializadas.
Tendo em vista as características das doenças e do custo dos medicamentos atendidos, seguem critérios específicos definidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.

COMO TER ACESSO?

A NOVA VERSÃO DO AUTOMATIZADOR DO LME JÁ SE ENCONTRA DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD

Os procedimentos para o acesso aos medicamentos do CEAF são definidos pelo Ministério da Saúde, e constam nasPortaria GM/MS nº 1.554 de 30 de julho de 2013Anexos: I, II, III, IV e V.
Para ter acesso gratuito aos medicamentos, o usuário deverá conferir se o medicamento solicitado e a patologia constam na relação atendida pelo Componente. Lembrando que cada Estado define a lista de medicamentos a serem dispensados no Componente Especializado, de forma a atender todas as linhas de cuidado nele abrangidas.
Para tanto, são exigidos documentos, em especial oLaudo para Solicitação de Medicamentos(LME)adequadamente preenchido pelo Médico e a Prescrição Médica, de unidades SUS ou particulares, desde que inscritos no CNES.
Após a solicitação, o processo passará por uma avaliação técnica e se estiver de acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas – PCDT específicos para as doenças autorizadas pelo Ministério da Saúde , o paciente será aprovado para a retirada dos medicamentos.
Cada LME tem validade de 03 meses, sendo um LME para cada doença (CID). A renovação do LME é realizada com documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas específicos para as doenças autorizadas pelo Ministério da Saúde, se necessária a continuidade do tratamento por indicação médica.


DOCUMENTAÇÃO PARA CADASTRO NO CEAF

Para iniciar o processo, o paciente ou seu responsável deverá dar entrada da solicitação em uma das Farmácias de Medicamentos Especializados, com a apresentação obrigatória dos seguintes documentos do paciente:

DOCUMENTOS PESSOAIS:

  • Original e Cópia do Cartão Nacional de Saúde - CNS
  • Original e Cópia de documento de identidade
  • Original e Cópia do CPF
  • Original e cópia do comprovante de residência

DOCUMENTAÇÃO MÉDICA:

  • LME – Laudo de Solicitação de Medicamentos (clique aqui para visualizar o LME).
  • Prescrição Médica devidamente preenchida (pela denominação comum brasileira).
  • Documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do MS.
  • Receita Médica, em 2 vias, com a prescrição do medicamento feita pelo nome genérico do princípio ativo, emitida a menos de 60 dias (validade de 30 dias para medicamentos sob regime especial de controle – PT 344/1998/ANVISA). Clique aqui para ver os medicamentos do CEAF sob regime especial de controle PT 344/1998/ANVISA.
  • Observar que o laudo médico será substituído pelo Laudo de Solicitação que deverá conter a descrição do quadro clínico do paciente, menção expressa do diagnóstico, tendo como referência os critérios de inclusão previstos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - PCDT do Ministério da Saúde, nível de gravidade, relato de tratamentos anteriores (medicamentos e período de tratamento), emitido a menos de 60 dias.
  • Exames laboratoriais e de imagem previstos nos critérios de inclusão do PCDT.
É imprenscindível apresentação do Laudo de Solicitação, Avaliação e Recibo de Dispensação de Medicamentos preenchidos.
Para ter acesso a esses documentos clique no link abaixo (Laudo de Solicitação de Medicamentos - LME):
Baixe o Automatizador LME Versão out/2014 (Para preenchimento eletrônico) (34.62 MB)

LOCAIS DE CADASTRO E RETIRADA DE MEDICAMENTOS DO CEAF

Contatos da Coordenação do Componente Especializado
2333.3998 / 2333.3896/ 2332.8568 / 2332.8569

Relação Estadual dos Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Estado do Rio de Janeiro

Denominação Comum Brasileira

Apresentação Farmacêutica

Código ATC

Abatacepte
250 mg, injetável, Frasco-ampola
L04AA24
Acitretina
10 mg, Cápsula
D05BB02
Adalimumabe
40 mg, injetável, Seringa preenchida
L04AB04
Adefovir
10 mg, Comprimido
J05AF08
Alfadornase
2,5 mg, Ampola
R05CB13
Alfaepoetina
4.000 UI, injetável, Frasco-ampola
B03XA01
Alfaepoetina
10.000 UI, injetável, Frasco-ampola
B03XA01
Alfainterferona 2B
3.000.000 UI, injetável, Frasco-ampola
L03AB05
Alfainterferona 2B
5.000.000 UI, injetável, Frasco-ampola
L03AB05
Alfainterferona 2B
10.000.000 UI, injetável, Frasco-ampola
L03AB05
Alfapeginterferona 2B
80 mcg, Frasco-ampola
L03AB10
Alfapeginterferona 2B
100 mcg, Frasco-ampola
L03AB10
Alfapeginterferona 2B
120 mcg, Frasco-ampola
L03AB10
Alfapeginterferona 2A
180 mg, Seringa preenchida
L03AB11
Alfavelaglucerase
200 UI, Frasco-ampola
A16AB10
Alfavelaglucerase
400 UI, Frasco-ampola
A16AB10
Amantadina ( Lista C1 )
100 mg, Comprimido
N04BB01
Atorvastatina
10 mg, Comprimido
C10AA05
Atorvastatina
20 mg, Comprimido
C10AA05
Azatioprina
50 mg, Comprimido
L04AX01
Beclometasona, Dipropionato
200 mcg pó inalante, Frasco 100 doses
R03BA01
Beclometasona, Dipropionato
400 mcg pó inalante, Frasco 100 doses
R03BA01
Betainterferona 1A
6.000.000 UI (22 mcg), injetável, Seringa preenchida
L03AB07
Betainterferona 1A
6.000.000 UI (30 mcg), injetável, Frasco-ampola ou Seringa preenchida
L03AB07
Betainterferona 1A
12.000.000 UI (44 mcg), injetável, Seringa preenchida
L03AB07
Betainterferona 1B
9.600.000 UI (300 mcg), injetável, Frasco-ampola
L03AB08
Bezafibrato
200 mg, Drágea ou Comprimido
C10AB02
Boceprevir
200mg, Cápsula
J05AE12
Bromocriptina
2,5 mg, Comprimido ou Cápsula (liberação retardada)
G02CB01
Budesonida
200 mcg, Cápsula inalante
R03BA02
Cabergolina
0,5 mg, Comprimido
G02CB03 / N04BC06
50mcg/g, pomada, Bisnaga de 30g
D05AX02
Calcitonina
200 UI spray nasal, Frasco
H05BA01
Calcitriol
0,25 mcg, Cápsula
A11CC04
Calcitriol
1,0 mcg, injetável, Ampola
A11CC04
Certolizumabe Pegol
200mg/mL, injetável, Seringa preenchida
L04AB05
Ciclosporina
25 mg, Cápsula
L04AD01
Ciclosporina
50 mg, Cápsula
L04AD01
Ciclosporina
100 mg, Cápsula
L04AD01
Ciclosporina
100 mg/ mL solução oral, Frasco de 50 mL
L04AD01
Ciproterona, Acetato
50 mg, Comprimdo
G03HA01
75mg, Comprimido
B01AC04
Clozapina ( Lista C1 )
100 mg, Comprimido
N05AH02
Complemento alimentar para paciente fenilcetonúricos menor de 1 ano
Fórmula de aminoácidos isenta de Fenilalanina, Lata
V06DDxx
Complemento alimentar para paciente fenilcetonúricos maior de 1 ano
Fórmula de aminoácidos isenta de Fenilalanina, Lata
V06DDxx
Danazol
100 mg, Cápsula
G03XA01
Deferasirox
125 mg, Comprimido
V03AC03
Deferasirox
250 mg, Comprimido
V03AC03
Deferasirox
500 mg, Comprimido
V03AC03
Deferiprona
500 mg, Comprimido
V03AC02
Desferroxamina
500 mg, injetável, Frasco-ampola
V03AC01
Desmopressina
0,1 mg/ mL aplicação nasal, Frasco de 2,5 mL
H01BA02
Donepezila
5 mg, Comprimido
N06DA02
Donepezila
10 mg, Comprimido
N06DA02
Entacapona
200 mg, Comprimido
N04BX02
Entecavir
0,5 mg, Comprimido
J05AF10
Etanercepte
25 mg, injetável, Frasco-ampola
L04AB01
Etanercepte
50 mg injetável, Frasco-ampola
L04AB01
Everolimo
0,5 mg, Comprimido
L01XE1 / L04AA18
Everolimo
0,75 mg, Comprimido
L01XE10 / L04AA18
Everolimo
1 mg, Comprimido
L01XE10 / L04AA18
Filgrastim
300 mcg injetável, Frasco
L03AA02
Fludrocortisona
0,1 mg, Comprimido
H02AA02
Formoterol
12 mcg, Cápsula inalante
R03AC13
Formoterol + Budesonida
6 mcg + 200 mcg pó inalante, Frasco 60 doses
R03AK07
Formoterol + Budesonida
12 mcg + 400 mcg, Cápsula inalante
R03AK07
Gabapentina ( Lista C1 )
300 mg, Cápsula
N03AX12
Gabapentina ( Lista C1 )
400 mg, Cápsula
N03AX12
Galantamina
8 mg, Cápsula de liberação prolongada
N06DA04
Galantamina
16 mg, Cápsula de liberação prolongada
N06DA04
Galantamina
24 mg, Cápsula de liberação prolongada
N06DA04
Glatiramer
20 mg, injetável, Frasco-ampola ou Seringa preenchida
L03AX13
Golimumabe
50mg, injetável, Seringa preenchida
L04AB06
Gosserrelina, acetato
3,60 mg injetável, Seringa preenchida
L02AE03
Gosserrelina, acetato
10,8 mg injetável, Seringa preenchida
L02AE03
Hidroxicloroquina
400 mg, Comprimido
P01BA02
Hidroxiuréia
500 mg, Cápsula
L01XX05
Imiglucerase
200 UI, injetável, Frasco-ampola
A16AB20
Imunoglobulina Anti-hepatite B
100 UI, injetável, Ampola ou Frasco
J06BB04
Imunoglobulina Anti-hepatite B
600 UI, injetável, Frasco
J06BB04
Imunoglobulina Humana
5,0 g, injetável, Frasco
J06BA02
Infliximabe
10 mg/mL, injetável - 10 mL, Frasco-ampola
L04AB02
Isotretinoína
10 mg, Cápsula
D10BA04
Lamivudina ( Lista C1 )
150 mg, Comprimido
J05AF05
Lamivudina ( Lista C1 )
10 mg/ mL solução oral, Frasco 240 mL
J05AF05
Lamotrigina ( Lista C1 )
100 mg, Comprimido
N03AX09
Leflunomida
20 mg, Comprimido
L04AA13
Leuprorrelina, Acetato
3,75 mg injetável, Frasco-ampola
L02AE02
Mesalazina
250 mg, Supositório
A07EC02
Mesalazina
1000 mg, Suporsitório
A07EC02
Mesalazina
400 mg, Comprimido
A07EC02
Mesalazina
500 mg, Comprimido
A07EC02
Mesalazina
3 g + 100 mL diluente (enema), dose
A07EC02
Metotrexato
2,5 mg, Comprimido
L01BA01
Metotrexato de sódio
25 mg/mL, injetável, Ampola de 2 mL
L01BA01
Micofenolato de mofetila
500 mg, Comprimido
L04AA06
Micofenolato de sódio
180 mg, Comprimido
L04AA06
Micofenolato de sódio
360 mg, Comprimido
L04AA06
Miglustate
100 mg, Cápsula
A16AX06
Natalizumabe
300 mg, Frasco-ampola
L04AA23
Octreotida LAR
20 mg/mL, injetável, Frasco-ampola
H01CB02
Octreotida LAR
30 mg/mL, injetável, Frasco-ampola
H01CB02
Olanzapina ( Lista C1 )
5 mg, Comprimido
N05AH03
Olanzapina ( Lista C1 )
10 mg, Comprimido
N05AH03
Pancreatina
10.000 UI, Cápsula
A09AA02
Pancreatina
25.000 UI, Cápsula
A09AA02
Penicilamina
250 mg, Cápsula
M01CC01
Pramipexol ( Lista C1 )
0,125 mg, Comprimido
N04BC05
Pramipexol ( Lista C1 )
0,25 mg, Comprimido
N04BC05
Pramipexol ( Lista C1 )
1 mg, Comprimido
N04BC05
Pravastatina
20 mg, Comprimido
C10AA03
Quetiapina
25 mg, Comprimido
N05AH04
Quetiapina
100 mg, Comprimido
N05AH04
Quetiapina
200 mg, Comprimido
N05AH04
Raloxifeno
60 mg, Comprimido
G03XC01
Ribavirina
250 mg, Cápsula
J05AB04
Riluzol
50 mg, Comprimido
N07XX02
Risperidona ( Lista C1 )
1 mg, Comprimido
N05AX08
Risperidona ( Lista C1 )
2 mg, Comprimido
N05AX08
Rituximabe
500mg, injetável, Frasco de 50mL
L01XC02
Rivastigmina (Lista C1)
1,5 mg, Cápsula
N06DA03
Rivastigmina (Lista C1)
3 mg, Cápsula
N06DA03
Rivastigmina (Lista C1)
4,5 mg, Cápsula
N06DA03
Rivastigmina (Lista C1)
6 mg, Cápsula
N06DA03
Rivastigmina (Lista C1)
2 mg/ mL solução oral, Frasco com120mL
N06DA03
Sacarato de hidróxido férrico
100 mg injetável, Frasco de 5 mL
B03AC02
Salbutamol
100 mcg aerosol, Frasco de 200 doses
R03AC02
Selegilina ( Lista C1 )
5 mg, Comprimido
N04BD01
Sevelamer
800 mg, Comprimido
V03AE02
Sildenafila
20 mg, Comprimido
G04BE03
Sirolimo
1 mg, Drágea
L04AA10
Sirolimo
2 mg, Drágea
L04AA10
Somatropina
4 UI, Frasco-ampola
H01AC01
Somatropina
12 UI, Frasco-ampola
H01AC01
Sulfassalazina
500 mg, Comprimido
A07EC01
Tacrolimo
1 mg, Cápsula
L04AD02
Tacrolimo
5 mg, Cápsula
L04AD02
Taliglucerase alfa
200 UI injetável, Frasco-ampola
A16AB11
Telaprevir
375mg, Comprimido
J05AE11
Tenofovir
300 mg, Comprimido
J05AF07
Tocilizumabe
20mg/mL, injetável, Frasco-ampola, 4mL
L04AC07
Tolcapona
100mg, Comprimido
N04BX01
Topiramato ( Lista C1 )
25 mg, Comprimido
N03AX11
Topiramato ( Lista C1 )
50 mg, Comprimido
N03AX11
Topiramato ( Lista C1 )
100 mg, Comprimido
N03AX11
Toxina Botulínica tipo A
100 UI injetável, Frasco-ampola
M03AX01
Toxina Botulínica tipo A
500 UI injetável, Frasco-ampola
M03AX01
Vigabatrina ( Lista C1 )
500 mg, Comprimido
N03AG04
Ziprasidona ( Lista C1 )
40 mg, Cápsula
N05AE04
Ziprasidona ( Lista C1 )
80 mg, Cápsula
N05AE04
Devido a ocorrência de suspensão temporária do medicamento IMIGLUCERASE, o medicamento TALIGLUCERASE ALFA foi incluído na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS

PROTOCOLOS CLÍNICOS E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS

Para ter acesso aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde clique aqui

PERGUNTAS FREQUENTES

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CONVITE - Superando O Lúpus 1° Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) *** Venha e Participe ! ***


Pessoal por gentileza divulguem - São Paulo - SP
Se você tem Lúpus Eritematoso Sistêmico ou Discoide ou tem algum parente ou amigo que tenha, está Convidado a Participar da 
Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) 

  •                                          É um evento gratuito.
Haverá palestra sobre a doença e atividades interativas entre os participantes.




O Lúpus provoca queda de cabelos?


O Lúpus provoca queda de cabelos?

O Lúpus pode provocar queda de cabelo difuso e importante denotando inclusive atividade da doença. As lesões da doença podem causar alopecia cicatricial onde os cabelos não voltam mais.
As medicações usadas no tratamento do Lúpus provocam queda de cabelos?
Medicações como corticóides e imunossupressores podem causar queda de cabelo difuso e não cicatricial.
Quando o Lúpus é controlado nascem novamente os cabelos perdidos?
Os cabelos voltam quando ocorre esta queda difusa, porém não na alopécia cicatricial.
O Lúpus provoca calvície?
Calvície é uma queda de cabelo específica, gerada pela genética de cada um e não tem relação com Lúpus. No entanto, se o indivíduo homem ou mulher tiver tendência para calvície pode evoluir mais rápido.
Quais os cuidados que o portador de Lúpus precisa ter em relação aos seus cabelos?
O modo de prevenir a queda de cabelo associado ao Lúpus é manter o controle da doença. Evitando atividade da mesma controla a queda de cabelo difusa e também as lesões cicatriciais. Não há tratamento específico para a queda de cabelo, mas sim repito o controle da doença.
DRA DENISE STEINER
DERMATOLOGISTA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reumatismo - Deputados defendem política nacional de Atenção às pessoas com Reumatismo

Deputados defendem política nacional de atenção às pessoas com reumatismo

Doenças reumáticas como artrite, osteoporose e fibromialgia afetam cerca de 20 milhões de brasileiros.

Artrite, Osteoporose, Artrose, Gota, Lombalgia, Lúpus, Tendinite, Bursite, Fibromialgia... 
Essas são algumas das mais de 120 doenças que afetam a articulação, o esqueleto e os músculos, genericamente chamadas de reumatismo.

As doenças reumáticas acometem cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. São cerca de 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. E é a segunda maior causa das licenças médicas nos trabalhos e de pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, de acordo com o Ministério da Previdência Social.

Apesar de ser normalmente relacionado às idades mais avançadas, pessoas de qualquer idade estão sujeitas ao reumatismo. Os primeiros sinais de que o aparelho locomotor não vai bem são dores, inchaços, cansaço constante ou inflamações em tendões, músculos, cartilagens e ossos, que podem dificultar os movimentos do corpo.

O recomendado para evitar o problema é fazer exercícios físicos, poupar movimentos repetitivos e ter acompanhamento médico regular.

Se não forem tratados, os problemas causados pelas doenças reumáticas podem ter complicações, impactando no dia-a-dia da pessoa, é o que relata a pedagoga Maria das Graças Maia. Ela teve diagnóstico tardio de artrite e fibromialgia, e passou quase 15 anos sofrendo com os sintomas sem, no entanto, ter um diagnóstico claro.

"Além de deformidade no meu corpo, trouxe várias outras complicações devido a problemas psicológicos, por você se olhar e se sentir incapaz a tua autoestima… Uma série de coisas, inclusive a depressão e aí veio a fibromialgia."

Para Maria das Graças, que também é ativista pela atenção do poder público à doença, é preciso prevenção.

"Esse diagnóstico tardio que traz várias consequências, como cadeiras de rodas… Um custo muito alto para a saúde pública porque acaba que, ao invés de investir numa prevenção, acaba investindo no que não tem mais jeito".

Na Câmara dos Deputados, o assunto foi tema de audiência pública a pedido da deputada Érika Kokay, do PT do Distrito Federal. A parlamentar defendeu a criação de uma política nacional de atenção às pessoas com reumatismo.

"Várias medidas de atenção na área de saúde, na criação de centros de referência, onde se possa ter acesso a outras políticas, como de capacitação profissional. Para que as pessoas possam, inclusive, ter espaço para falar da sua dor e possam não se sentir se sentir isoladas."

Os deputados também discutem proposta (PL 3749/2008) que prevê a distribuição gratuita de medicamentos que tratam os sintomas. 
O projeto tramita em conjunto com outras propostas que tratam da distribuição de medicamentos e aguardam parecer na Comissão de Finanças.

Reportagem — Emily Almeida
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/RADIOAGENCIA/480847-DEPUTADOS-DEFENDEM-POLITICA-NACIONAL-DE-ATENCAO-AS-PESSOAS-COM-REUMATISMO.html?utm_campaign=boletim&utm_source=radio&utm_medium=email

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vacina contra a Herpes Zoster ( Zostavax )

(imagens Net)
Mônica Tarantino
Repórter de saúde de ISTOÉ.

Chega em abril a vacina contra herpes zoster ou cobreiro. 
Ela existe desde 2006 e reduz pela metade o risco de ter a doença

O lançamento de vacinas para adultos ou a sua introdução em países onde não estava disponível é uma tendência da indústria farmacêutica. Em abril, chegará ao Brasil a única vacina disponível contra a herpes zoster, a Zostavax, licenciada pela Merck nos Estados Unidos em 2006 (há outra da indústria GSK em fase adiantada de pesquisa). Até agora, quem quisesse tomar a tal vacina precisava recorrer a um importador – e pagar os olhos da cara – ou obter uma receita e se vacinar em alguma clínica americana.

A herpes zoster é uma infecção causada pelo mesmo vírus da catapora. No Brasil, essa infecção de pele é conhecida popularmente como cobreiro. Dito assim, já ouviu falar? Na falta de dados nacionais, e tomando emprestadas as estimativas do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), dá para ver que é um problema dos grandes. A instituição americana calcula que um a cada três americanos acima de 60 anos terá ao menos um episódio da doença. É o equivalente a um milhão de pessoas por ano.

Qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zoster, pode um dia ter herpes zoster. Ela é conseqüência do ressurgimento desse microorganismo. O danado fica de tocaia no corpo em estado latente por anos, esperando apenas um vacilo, um momento de enfraquecimento do sistema imunológico para se manifestar. É por isso acomete com mais freqüência pessoas acima dos 60 anos, quando há um enfraquecimento esperado do sistema imune associado ao envelhecimento.

“Diferentemente da catapora, que produz uma erupção generalizada no corpo, a herpes-zoster causa o surgimento de vesículas na pele de um único lado do corpo ou rosto”, explica o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, em São Paulo. Em geral, a duração desses episódios varia entre duas e quatro semanas.

O principal sintoma é a dor, que chega a ser intensa. E o que é pior – o CDC calcula que uma a cada cinco pessoas com herpes zoster continue sentindo essas dores fortes (que seguem o trajeto do nervo) por um longo período depois que a erupção foi embora. É o que se chama de neuralgia pós-herpética.

A zoster, mais um nome da doença, também pode provocar febre, coceira, formigamento, dor de cabeça, calafrios e dor de estômago. Muitos deles também só aparecem de um lado do corpo.

Essa característica da doença – atacar um lado só do corpo -- é valorizada quando os pacientes com cobreiro procuram curandeiros e benzedeiras, algo pra lá de comum em qualquer canto do País. O costume é rezar e traçar uma linha imaginária com a mão para dividir o corpo do indigitado, vaticinando que a doença não passará para o outro lado.

A Zostavax, que desembarca no País no começo do mês que vem, é feita com amostras do vírus atenuado. Dada em uma única dose, ela pode reduzir a ocorrência da herpes zoster em 50%. Também baixa as chances de sofrer a neuralgia pós-herpética em 67%, conforme o CDC.

A vacinação contra a herpes zoster é opcional e não fará parte do calendário público. Os especialistas acreditam que o preço do imunizante seguirá o padrão americano. “Nos Estados Unidos, essa vacina custa ao redor U$ 200 dólares. Portanto, é acessível apenas a quem tem poder aquisitivo”, diz Ciro de Quadros, vice-presidente do Albert B. Sabin Vaccine Institute, em Washington. Aos 74 anos, o especialista não tem planos de se vacinar. Já o virologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo, afirma que irá tomar o imunizante assim que completar 60 anos. “Ela protege”, diz.

Quem deve receber a vacina

- Não existe uma idade máxima para tomar a vacina contra a herpes zoster. Porém os estudos apontam que ela é mais eficaz em pessoas na faixa dos 60-69 anos, embora tenha oferecido alguma proteção para pessoas com idade mais avançada.

- Quem tem ou teve herpes zoster pode se beneficiar da vacinação para prevenir futuras ocorrências da doença, conforme o CDC. Porém é necessário ter certeza de que as erupções desapareceram antes de se vacinar.

- Segundo o infectologista e imunologista Esper Kallás, há estudos em andamento para avaliar se o uso da vacina pode beneficiar pessoas com HIV, doença que fundamentalmente ataca as células do sistema imune. “É necessário esperar as conclusões desses trabalhos para indicar a vacina”, diz Kallás. Ele acredita que muito provavelmente essa vacina passará a ser recomendada às pessoas com HIV que tenham uma boa contagem de CD4, um tipo especial de glóbulos brancos do sangue que desempenham um papel importante e central no sistema imunitário do corpo humano.

A vacina é também uma boa indicação para pessoas que passarão por tratamentos que reduzem a imunidade. “É recomendada para quem fará quimio ou radioterapia ou irá tomar remédios à base de corticosteróides por longo prazo”, diz o infectologista Timerman.

Quem não deve receber a vacina

- De acordo com o CDC, devem evitar essa vacina pessoas que já tiveram reação grave ou com risco de vida provocada por gelatina, ao antibiótico neomicina ou qualquer outro componente do imunizante contra herpes zoster. Os estudos sugerem que o efeito dessa vacina persiste, em média, por seis anos. tempo. Há pesquisas em andamento para determinar sua duração.

- Também não devem tomá-la pessoas em tratamento com medicamentos que afetem o sistema imunitário, como os esteróides, ou que estejam em terapia contra o câncer submetendo-se a sessões de radio ou quimioterapia.

- Deve ser evitada por mulheres grávidas ou que pretendem engravidar. A recomendação é não engravidar até pelo menos quatro semanas após ter recebido a vacina da herpes zoster.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus em Petrolina, PE


 G1  PETROLINA E REGIÃO
I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus é promovido em Petrolina, PE
Encontro será no dia 15 de janeiro no Centro de Convenções de Petrolina. Evento é gratuito, um espaço de acolhimento para pessoas com lúpus.
13/01/2015 21h02 - Atualizado em 13/01/2015 21h02
Do G1 Petrolina

Através de atividades lúdicas, pessoas com lúpus
descobrem como conviver com a doença.
(Foto: Fabiana Bezerra/ Arquivo pessoal)
A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, vai sediar no dia 15 de janeiro, o I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus. O evento será realizado no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. A atividade objetiva tirar dúvidas e esclarecer o que é o lúpus, além de ofertar um espaço de acolhimento para familiares e pessoas com a doença autoimune. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição prévia.
De acordo com a idealizadora do projeto, a psicóloga Fabiana Bezerra, a realização do encontro em Petrolina representa a maturidade do projeto que começou em 2012 em Juazeiro, na Bahia. “Tendo em vista que pessoas com lúpus de Petrolina precisavam cruzar a ponte para participar dos encontros em Juazeiro, na Bahia, resolvemos promover esse encontro e ofertar para pessoas e familiares da cidade. A ideia é que as mesmas ações feitas em Juazeiro sejam aplicadas também em Petrolina”, destaca.
O encontro vai iniciar às 18h30 e está prevista palestras com a psicóloga Fabiana Bezerra e com o médico Reumatologista Luis Eugênio Pinto que é formado pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Haverá ainda rodas de conversa com membros do projeto e profissionais de saúde do Vale do São Francisco. Além disso, serão distribuídos panfletos educativos sobre lúpus.
O Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus conta com cerca de 15 membros e que já são multiplicadores de informação.“O projeto iniciou através de um estágio que fiz durante a graduação e psicologia. As pessoas que começaram já estão emancipadas e gerindo o projeto”, explica Fabiana Bezerra.

Sobre lúpus
O lúpus é uma doença autoimune crônica que atinge em sua maioria mulheres. Conhecida como uma doença de mil faces, o lúpus se manifesta de várias maneiras, queda de cabelo, peso, dores articulares, manchas pelo corpo, uma mancha no rosto em formato de borboleta, entre outros sintomas.
Serviço
I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus
Data: 15 de janeiro
Horário: 18h30
Local: Centro de Convenções de Petrolina
Telefone de contato: (74) 9139 6041/ (74) 8815 0730

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lúpus tem que ter Atenção redobrada no Verão - Médicos alertam !!!

😎Lúpicos Atenção!🌞
Médicos alertam para os cuidados durante o verão

Durante o verão os balneários são os locais mais procurados para o lazer e refrescar a calorenta estação. 
Mas atividades que levem a exposição solar contínua e prolongada como o bronzeamento são vedadas para pessoas com lúpus. 
Esta doença inflamatória crônica possui sintomas que podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas), e variam com fases de atividade e de remissão. Mais frequente em mulheres do que em homens, o lúpus é uma doença de origem autoimune rara, e pode ocorrer em pessoas de qualquer raça, sexo e idade, e principalmente entre os 20 e 45 anos. Pode manifestar-se também em crianças recém-nascidas e até mesmo em pessoas da terceira idade, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraense de Reumatologia (SBR), Otávio Paz, estima-se que no Pará existam cerca de 800 pacientes com esse diagnóstico e, por ser um estado onde a incidência de raios solares é alta especialmente no período do verão, os médicos recomendam cuidado redobrado nesta época do ano. 
Ele destaca que a luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele, como se imagina. “A frequencia do lúpus eritematoso sistêmico (LES) varia entre as populações, dadas diferenças genéticas e ambientais. A luz do sol em países tropicais pode causar uma piora ou ressurgimento de sintomas anteriormente presentes. Um estudo finlandês realizado em 2004, acompanhando 33 pacientes com lúpus ao longo de 12 meses, foi categórico em comprovar a influência da sazonalidade na piora do lúpus”.

Dentre as diversas formas de envolvimento da pele causadas pela doença, destaca-se a sensibilidade excessiva a luz, ocasionando uma inflamação da pele, chamada de fotossensibilidade. Um paciente que se expuser indevidamente a luz solar pode apresentar piora do seu quadro clínico, ressurgimento de sintomas anteriormente controlados, e aparecimento de lesões de pele bastante diversas, algumas agressivas do ponto de vista estético. Os cuidados com a pele devem ser contínuos e mais intensificados no verão.
Atenção
Os pacientes devem evitar a exposição solar direta, a solaridade das 09h às 16h, fazer uso diário e sistemático (reforço a cada duas horas) de protetor solar UVA e UVB, com fator de proteção solar mínimo de 30 (FPS30). 
Estes cuidados ajudam os pacientes a aproveitar a estação sem comprometer a qualidade de vida. 
“A exposição solar desencadeia uma reação inflamatória que pode afetar estruturas como articulações, cérebro, rins, vasos sanguíneos, e ainda causar anemias, queda de cabelo, redução nas células responsáveis pela coagulação do sangue, dentre outros. 
Ou seja, a exposição à luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele”, esclarece Otávio Paz.

O lúpus causa sérias alterações imunológicas no organismo da pessoa acometida, demanda consultas e internações frequentes. A reumatologista do Centro Hospitalar Jean Bitar – que oferta assistência aos casos mais graves encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, Thayana Kajitani explica que a principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causa inflamação em diversos órgãos como a pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc. “Entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que o indivíduo tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada um. Cada paciente com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais”.

Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. “Pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas”, elucida Kajitani.

O diagnóstico- É feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas da doença. Algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, e também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. E são muito importantes para definir se há atividade do LES. “Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza”, destaca Kajitani.

O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve, portanto, ser individualizado. A pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, pouco ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). O tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular as alterações que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.

“Há dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas ou eritematosas, daí o nome lúpus eritematoso, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo, “V” do decote e nos braços). E o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Os sintomas mais comuns são gerais e extremamente freqüentes, embora inespecíficos, os mais comuns são a anorexia (falta de apetite), perda de peso e febre. Sintomas esses que podem ser identificados no início e até preceder em meses o aparecimento das manifestações orgânicas”, destaca Kajitani.

A doença também pode trazer danos para a estética já que as manifestações cutâneas são características marcantes. Podem estar presentes no início da doença em até 70% dos casos. A mais conhecida é o rash malar ou eritema em “asa de borboleta”, que é uma mancha vermelha no rosto caracteristicamente acometendo a região malar (maçã do rosto). Outros sintomas comuns em 80% dos casos são manifestações articulares como artralgias (dor nas articulações) ou artrite (inflamação das articulações). Falta de ar e dor no peito podem aparecer como conseqüência da inflamação das membranas que revestem o pulmão (pleurite) e do coração (pericardite). Também podem causar alterações nas células do sangue devido aos anticorpos contra estas células, causando a destruição destas, podendo causar anemias e outras doenças linfáticas.

Kajitani chama a atenção para inflamação nos rins denominada de nefrite, uma das manifestações que mais preocupam e ocorre em cerca de 50% das pessoas com LES. “No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa ou diminuição da quantidade de urina. Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal”, alerta.

Foi o que aconteceu com Cássia Brito, atualmente com 22 anos. Ela descobriu a doença com apenas sete anos de idade. devido às sérias complicações renais impostas pelo lúpus, iniciou à época um tratamento emergencial com a hemodiálise e em 2008 passou por transplante renal no Hospital Ophir Loyola. “Procuro levar uma vida normal. Vou à praia e busco os lugares com sombra. Hoje a doença está controlada, a mancha no rosto sumiu, no entanto ainda sinto dores nas articulações, por isso não descuido do bloqueador solar e dos meus remédios”.

Leila Cruz- Ascom Ophir Loyola
http://www.ophirloyola.pa.gov.br/medicos-alertam-portadores-de-lupus-para-os-cuidados-durante-o-verao/

#BoraUsarBurcaLes😆😉
#LúpusTemQueTerAtenção
#VivaBemComLúpus
#Lúpusleslesblogspot♡

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pulsoterapia

O que é pulsoterapia?
Consiste na administração de doses elevadas de corticosteróide por via endovenosa, durante curto período de tempo, em sessões, podendo haver associação com imunossupressor antineoplásico. Sua finalidade é controlar rapidamente o processo inflamatório das doenças difusas do tecido conjuntivo.

Indicação
Esta terapia está indicada no tratamento de uma ampla variedade de doenças crônicas, auto - imune em crianças e adultos.
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Esclerose Múltipla e Doença de Devic.

Qual a duração de cada sessão?
Cada sessão de pulsoterapia em adulto consiste na infusão de duas a três horas, de uma solução endovenosa prescrita pelo médico, por 3 ou 5 dias, encurta a duração dos surtos, pois age diminuindo a inflamação e apresenta início de ação rápido.
Geralmente, após a administração venosa, segue-se com corticóide via oral (prednisona) por 5 dias ou mais, reduzindo-se a dose gradualmente até a suspensão.

Quais são as soluções utilizadas?
Corticosteroide- Metilprednisolona (Solu-Medrol), em soro fisiológico ou soro glicosado.
Frequentemente associa-se Ciclofosfamida (imunossupressor), Metoclopramida ou Ondasentrona (antieméticos).

É necessário internação para administração de corticoide endovenosoA administração de corticoide endovenoso deve ser realizada em regime hospitalar ou ambulatorial, mas nem sempre é necessária internação, que é um critério médico baseado no histórico e avaliação da gravidade do paciente.
Em regime de internação ou não, o paciente deve receber supervisão médica, orientação e assistência de enfermagem durante e após a pulsoterapia com corticóides – isto é fundamental, pois efeitos colaterais podem ocorrer.

Fonte:
Consenso Expandido do BCTRIMS para Tratamento da Esclerose Múltipla. Arq Neuropsiquiatr 2002; 60(3-B):881-886

Polman CH, Thompson AJ, Murray TJ, Bowling AC, Noseworthy JH. MS: the Guide Sixth Edition

Braunwald E, Fauci AS, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL. Harrison Medicina Interna. 15ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan S.A 2001:171: 2612
Postado por Su Estevam

#Compartilhando
#LúpusLesLes ƸӜƷ