sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CONVITE - Superando O Lúpus 1° Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) *** Venha e Participe ! ***


Pessoal por gentileza divulguem - São Paulo - SP
Se você tem Lúpus Eritematoso Sistêmico ou Discoide ou tem algum parente ou amigo que tenha, está Convidado a Participar da 
Reunião do GRUPASP-GRAPE-LÚPUS-SP( SP) 

  •                                          É um evento gratuito.
Haverá palestra sobre a doença e atividades interativas entre os participantes.




O Lúpus provoca queda de cabelos?


O Lúpus provoca queda de cabelos?

O Lúpus pode provocar queda de cabelo difuso e importante denotando inclusive atividade da doença. As lesões da doença podem causar alopecia cicatricial onde os cabelos não voltam mais.
As medicações usadas no tratamento do Lúpus provocam queda de cabelos?
Medicações como corticóides e imunossupressores podem causar queda de cabelo difuso e não cicatricial.
Quando o Lúpus é controlado nascem novamente os cabelos perdidos?
Os cabelos voltam quando ocorre esta queda difusa, porém não na alopécia cicatricial.
O Lúpus provoca calvície?
Calvície é uma queda de cabelo específica, gerada pela genética de cada um e não tem relação com Lúpus. No entanto, se o indivíduo homem ou mulher tiver tendência para calvície pode evoluir mais rápido.
Quais os cuidados que o portador de Lúpus precisa ter em relação aos seus cabelos?
O modo de prevenir a queda de cabelo associado ao Lúpus é manter o controle da doença. Evitando atividade da mesma controla a queda de cabelo difusa e também as lesões cicatriciais. Não há tratamento específico para a queda de cabelo, mas sim repito o controle da doença.
DRA DENISE STEINER
DERMATOLOGISTA

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reumatismo - Deputados defendem política nacional de Atenção às pessoas com Reumatismo

Deputados defendem política nacional de atenção às pessoas com reumatismo

Doenças reumáticas como artrite, osteoporose e fibromialgia afetam cerca de 20 milhões de brasileiros.

Artrite, Osteoporose, Artrose, Gota, Lombalgia, Lúpus, Tendinite, Bursite, Fibromialgia... 
Essas são algumas das mais de 120 doenças que afetam a articulação, o esqueleto e os músculos, genericamente chamadas de reumatismo.

As doenças reumáticas acometem cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. São cerca de 10% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. E é a segunda maior causa das licenças médicas nos trabalhos e de pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, de acordo com o Ministério da Previdência Social.

Apesar de ser normalmente relacionado às idades mais avançadas, pessoas de qualquer idade estão sujeitas ao reumatismo. Os primeiros sinais de que o aparelho locomotor não vai bem são dores, inchaços, cansaço constante ou inflamações em tendões, músculos, cartilagens e ossos, que podem dificultar os movimentos do corpo.

O recomendado para evitar o problema é fazer exercícios físicos, poupar movimentos repetitivos e ter acompanhamento médico regular.

Se não forem tratados, os problemas causados pelas doenças reumáticas podem ter complicações, impactando no dia-a-dia da pessoa, é o que relata a pedagoga Maria das Graças Maia. Ela teve diagnóstico tardio de artrite e fibromialgia, e passou quase 15 anos sofrendo com os sintomas sem, no entanto, ter um diagnóstico claro.

"Além de deformidade no meu corpo, trouxe várias outras complicações devido a problemas psicológicos, por você se olhar e se sentir incapaz a tua autoestima… Uma série de coisas, inclusive a depressão e aí veio a fibromialgia."

Para Maria das Graças, que também é ativista pela atenção do poder público à doença, é preciso prevenção.

"Esse diagnóstico tardio que traz várias consequências, como cadeiras de rodas… Um custo muito alto para a saúde pública porque acaba que, ao invés de investir numa prevenção, acaba investindo no que não tem mais jeito".

Na Câmara dos Deputados, o assunto foi tema de audiência pública a pedido da deputada Érika Kokay, do PT do Distrito Federal. A parlamentar defendeu a criação de uma política nacional de atenção às pessoas com reumatismo.

"Várias medidas de atenção na área de saúde, na criação de centros de referência, onde se possa ter acesso a outras políticas, como de capacitação profissional. Para que as pessoas possam, inclusive, ter espaço para falar da sua dor e possam não se sentir se sentir isoladas."

Os deputados também discutem proposta (PL 3749/2008) que prevê a distribuição gratuita de medicamentos que tratam os sintomas. 
O projeto tramita em conjunto com outras propostas que tratam da distribuição de medicamentos e aguardam parecer na Comissão de Finanças.

Reportagem — Emily Almeida
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/RADIOAGENCIA/480847-DEPUTADOS-DEFENDEM-POLITICA-NACIONAL-DE-ATENCAO-AS-PESSOAS-COM-REUMATISMO.html?utm_campaign=boletim&utm_source=radio&utm_medium=email

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vacina contra a Herpes Zoster ( Zostavax )

(imagens Net)
Mônica Tarantino
Repórter de saúde de ISTOÉ.

Chega em abril a vacina contra herpes zoster ou cobreiro. 
Ela existe desde 2006 e reduz pela metade o risco de ter a doença

O lançamento de vacinas para adultos ou a sua introdução em países onde não estava disponível é uma tendência da indústria farmacêutica. Em abril, chegará ao Brasil a única vacina disponível contra a herpes zoster, a Zostavax, licenciada pela Merck nos Estados Unidos em 2006 (há outra da indústria GSK em fase adiantada de pesquisa). Até agora, quem quisesse tomar a tal vacina precisava recorrer a um importador – e pagar os olhos da cara – ou obter uma receita e se vacinar em alguma clínica americana.

A herpes zoster é uma infecção causada pelo mesmo vírus da catapora. No Brasil, essa infecção de pele é conhecida popularmente como cobreiro. Dito assim, já ouviu falar? Na falta de dados nacionais, e tomando emprestadas as estimativas do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), dá para ver que é um problema dos grandes. A instituição americana calcula que um a cada três americanos acima de 60 anos terá ao menos um episódio da doença. É o equivalente a um milhão de pessoas por ano.

Qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zoster, pode um dia ter herpes zoster. Ela é conseqüência do ressurgimento desse microorganismo. O danado fica de tocaia no corpo em estado latente por anos, esperando apenas um vacilo, um momento de enfraquecimento do sistema imunológico para se manifestar. É por isso acomete com mais freqüência pessoas acima dos 60 anos, quando há um enfraquecimento esperado do sistema imune associado ao envelhecimento.

“Diferentemente da catapora, que produz uma erupção generalizada no corpo, a herpes-zoster causa o surgimento de vesículas na pele de um único lado do corpo ou rosto”, explica o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcellos, em São Paulo. Em geral, a duração desses episódios varia entre duas e quatro semanas.

O principal sintoma é a dor, que chega a ser intensa. E o que é pior – o CDC calcula que uma a cada cinco pessoas com herpes zoster continue sentindo essas dores fortes (que seguem o trajeto do nervo) por um longo período depois que a erupção foi embora. É o que se chama de neuralgia pós-herpética.

A zoster, mais um nome da doença, também pode provocar febre, coceira, formigamento, dor de cabeça, calafrios e dor de estômago. Muitos deles também só aparecem de um lado do corpo.

Essa característica da doença – atacar um lado só do corpo -- é valorizada quando os pacientes com cobreiro procuram curandeiros e benzedeiras, algo pra lá de comum em qualquer canto do País. O costume é rezar e traçar uma linha imaginária com a mão para dividir o corpo do indigitado, vaticinando que a doença não passará para o outro lado.

A Zostavax, que desembarca no País no começo do mês que vem, é feita com amostras do vírus atenuado. Dada em uma única dose, ela pode reduzir a ocorrência da herpes zoster em 50%. Também baixa as chances de sofrer a neuralgia pós-herpética em 67%, conforme o CDC.

A vacinação contra a herpes zoster é opcional e não fará parte do calendário público. Os especialistas acreditam que o preço do imunizante seguirá o padrão americano. “Nos Estados Unidos, essa vacina custa ao redor U$ 200 dólares. Portanto, é acessível apenas a quem tem poder aquisitivo”, diz Ciro de Quadros, vice-presidente do Albert B. Sabin Vaccine Institute, em Washington. Aos 74 anos, o especialista não tem planos de se vacinar. Já o virologista Celso Granato, professor da Universidade Federal de São Paulo, afirma que irá tomar o imunizante assim que completar 60 anos. “Ela protege”, diz.

Quem deve receber a vacina

- Não existe uma idade máxima para tomar a vacina contra a herpes zoster. Porém os estudos apontam que ela é mais eficaz em pessoas na faixa dos 60-69 anos, embora tenha oferecido alguma proteção para pessoas com idade mais avançada.

- Quem tem ou teve herpes zoster pode se beneficiar da vacinação para prevenir futuras ocorrências da doença, conforme o CDC. Porém é necessário ter certeza de que as erupções desapareceram antes de se vacinar.

- Segundo o infectologista e imunologista Esper Kallás, há estudos em andamento para avaliar se o uso da vacina pode beneficiar pessoas com HIV, doença que fundamentalmente ataca as células do sistema imune. “É necessário esperar as conclusões desses trabalhos para indicar a vacina”, diz Kallás. Ele acredita que muito provavelmente essa vacina passará a ser recomendada às pessoas com HIV que tenham uma boa contagem de CD4, um tipo especial de glóbulos brancos do sangue que desempenham um papel importante e central no sistema imunitário do corpo humano.

A vacina é também uma boa indicação para pessoas que passarão por tratamentos que reduzem a imunidade. “É recomendada para quem fará quimio ou radioterapia ou irá tomar remédios à base de corticosteróides por longo prazo”, diz o infectologista Timerman.

Quem não deve receber a vacina

- De acordo com o CDC, devem evitar essa vacina pessoas que já tiveram reação grave ou com risco de vida provocada por gelatina, ao antibiótico neomicina ou qualquer outro componente do imunizante contra herpes zoster. Os estudos sugerem que o efeito dessa vacina persiste, em média, por seis anos. tempo. Há pesquisas em andamento para determinar sua duração.

- Também não devem tomá-la pessoas em tratamento com medicamentos que afetem o sistema imunitário, como os esteróides, ou que estejam em terapia contra o câncer submetendo-se a sessões de radio ou quimioterapia.

- Deve ser evitada por mulheres grávidas ou que pretendem engravidar. A recomendação é não engravidar até pelo menos quatro semanas após ter recebido a vacina da herpes zoster.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus em Petrolina, PE


 G1  PETROLINA E REGIÃO
I Encontro de atenção à pessoa com Lúpus é promovido em Petrolina, PE
Encontro será no dia 15 de janeiro no Centro de Convenções de Petrolina. Evento é gratuito, um espaço de acolhimento para pessoas com lúpus.
13/01/2015 21h02 - Atualizado em 13/01/2015 21h02
Do G1 Petrolina

Através de atividades lúdicas, pessoas com lúpus
descobrem como conviver com a doença.
(Foto: Fabiana Bezerra/ Arquivo pessoal)
A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, vai sediar no dia 15 de janeiro, o I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus. O evento será realizado no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho. A atividade objetiva tirar dúvidas e esclarecer o que é o lúpus, além de ofertar um espaço de acolhimento para familiares e pessoas com a doença autoimune. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição prévia.
De acordo com a idealizadora do projeto, a psicóloga Fabiana Bezerra, a realização do encontro em Petrolina representa a maturidade do projeto que começou em 2012 em Juazeiro, na Bahia. “Tendo em vista que pessoas com lúpus de Petrolina precisavam cruzar a ponte para participar dos encontros em Juazeiro, na Bahia, resolvemos promover esse encontro e ofertar para pessoas e familiares da cidade. A ideia é que as mesmas ações feitas em Juazeiro sejam aplicadas também em Petrolina”, destaca.
O encontro vai iniciar às 18h30 e está prevista palestras com a psicóloga Fabiana Bezerra e com o médico Reumatologista Luis Eugênio Pinto que é formado pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Haverá ainda rodas de conversa com membros do projeto e profissionais de saúde do Vale do São Francisco. Além disso, serão distribuídos panfletos educativos sobre lúpus.
O Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus conta com cerca de 15 membros e que já são multiplicadores de informação.“O projeto iniciou através de um estágio que fiz durante a graduação e psicologia. As pessoas que começaram já estão emancipadas e gerindo o projeto”, explica Fabiana Bezerra.

Sobre lúpus
O lúpus é uma doença autoimune crônica que atinge em sua maioria mulheres. Conhecida como uma doença de mil faces, o lúpus se manifesta de várias maneiras, queda de cabelo, peso, dores articulares, manchas pelo corpo, uma mancha no rosto em formato de borboleta, entre outros sintomas.
Serviço
I Encontro do Projeto de Atenção à Pessoa com Lúpus
Data: 15 de janeiro
Horário: 18h30
Local: Centro de Convenções de Petrolina
Telefone de contato: (74) 9139 6041/ (74) 8815 0730

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lúpus tem que ter Atenção redobrada no Verão - Médicos alertam !!!

😎Lúpicos Atenção!🌞
Médicos alertam para os cuidados durante o verão

Durante o verão os balneários são os locais mais procurados para o lazer e refrescar a calorenta estação. 
Mas atividades que levem a exposição solar contínua e prolongada como o bronzeamento são vedadas para pessoas com lúpus. 
Esta doença inflamatória crônica possui sintomas que podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas), e variam com fases de atividade e de remissão. Mais frequente em mulheres do que em homens, o lúpus é uma doença de origem autoimune rara, e pode ocorrer em pessoas de qualquer raça, sexo e idade, e principalmente entre os 20 e 45 anos. Pode manifestar-se também em crianças recém-nascidas e até mesmo em pessoas da terceira idade, sendo um pouco mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraense de Reumatologia (SBR), Otávio Paz, estima-se que no Pará existam cerca de 800 pacientes com esse diagnóstico e, por ser um estado onde a incidência de raios solares é alta especialmente no período do verão, os médicos recomendam cuidado redobrado nesta época do ano. 
Ele destaca que a luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele, como se imagina. “A frequencia do lúpus eritematoso sistêmico (LES) varia entre as populações, dadas diferenças genéticas e ambientais. A luz do sol em países tropicais pode causar uma piora ou ressurgimento de sintomas anteriormente presentes. Um estudo finlandês realizado em 2004, acompanhando 33 pacientes com lúpus ao longo de 12 meses, foi categórico em comprovar a influência da sazonalidade na piora do lúpus”.

Dentre as diversas formas de envolvimento da pele causadas pela doença, destaca-se a sensibilidade excessiva a luz, ocasionando uma inflamação da pele, chamada de fotossensibilidade. Um paciente que se expuser indevidamente a luz solar pode apresentar piora do seu quadro clínico, ressurgimento de sintomas anteriormente controlados, e aparecimento de lesões de pele bastante diversas, algumas agressivas do ponto de vista estético. Os cuidados com a pele devem ser contínuos e mais intensificados no verão.
Atenção
Os pacientes devem evitar a exposição solar direta, a solaridade das 09h às 16h, fazer uso diário e sistemático (reforço a cada duas horas) de protetor solar UVA e UVB, com fator de proteção solar mínimo de 30 (FPS30). 
Estes cuidados ajudam os pacientes a aproveitar a estação sem comprometer a qualidade de vida. 
“A exposição solar desencadeia uma reação inflamatória que pode afetar estruturas como articulações, cérebro, rins, vasos sanguíneos, e ainda causar anemias, queda de cabelo, redução nas células responsáveis pela coagulação do sangue, dentre outros. 
Ou seja, a exposição à luz do sol pode comprometer todos os órgãos envolvidos na doença, e não somente a pele”, esclarece Otávio Paz.

O lúpus causa sérias alterações imunológicas no organismo da pessoa acometida, demanda consultas e internações frequentes. A reumatologista do Centro Hospitalar Jean Bitar – que oferta assistência aos casos mais graves encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, Thayana Kajitani explica que a principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causa inflamação em diversos órgãos como a pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc. “Entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de auto-anticorpo que o indivíduo tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada um. Cada paciente com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais”.

Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. “Pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas”, elucida Kajitani.

O diagnóstico- É feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas da doença. Algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, e também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. E são muito importantes para definir se há atividade do LES. “Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza”, destaca Kajitani.

O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve, portanto, ser individualizado. A pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, pouco ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão). O tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular as alterações que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.

“Há dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas ou eritematosas, daí o nome lúpus eritematoso, principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo, “V” do decote e nos braços). E o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos. Os sintomas mais comuns são gerais e extremamente freqüentes, embora inespecíficos, os mais comuns são a anorexia (falta de apetite), perda de peso e febre. Sintomas esses que podem ser identificados no início e até preceder em meses o aparecimento das manifestações orgânicas”, destaca Kajitani.

A doença também pode trazer danos para a estética já que as manifestações cutâneas são características marcantes. Podem estar presentes no início da doença em até 70% dos casos. A mais conhecida é o rash malar ou eritema em “asa de borboleta”, que é uma mancha vermelha no rosto caracteristicamente acometendo a região malar (maçã do rosto). Outros sintomas comuns em 80% dos casos são manifestações articulares como artralgias (dor nas articulações) ou artrite (inflamação das articulações). Falta de ar e dor no peito podem aparecer como conseqüência da inflamação das membranas que revestem o pulmão (pleurite) e do coração (pericardite). Também podem causar alterações nas células do sangue devido aos anticorpos contra estas células, causando a destruição destas, podendo causar anemias e outras doenças linfáticas.

Kajitani chama a atenção para inflamação nos rins denominada de nefrite, uma das manifestações que mais preocupam e ocorre em cerca de 50% das pessoas com LES. “No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa ou diminuição da quantidade de urina. Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal”, alerta.

Foi o que aconteceu com Cássia Brito, atualmente com 22 anos. Ela descobriu a doença com apenas sete anos de idade. devido às sérias complicações renais impostas pelo lúpus, iniciou à época um tratamento emergencial com a hemodiálise e em 2008 passou por transplante renal no Hospital Ophir Loyola. “Procuro levar uma vida normal. Vou à praia e busco os lugares com sombra. Hoje a doença está controlada, a mancha no rosto sumiu, no entanto ainda sinto dores nas articulações, por isso não descuido do bloqueador solar e dos meus remédios”.

Leila Cruz- Ascom Ophir Loyola
http://www.ophirloyola.pa.gov.br/medicos-alertam-portadores-de-lupus-para-os-cuidados-durante-o-verao/

#BoraUsarBurcaLes😆😉
#LúpusTemQueTerAtenção
#VivaBemComLúpus
#Lúpusleslesblogspot♡

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pulsoterapia

O que é pulsoterapia?
Consiste na administração de doses elevadas de corticosteróide por via endovenosa, durante curto período de tempo, em sessões, podendo haver associação com imunossupressor antineoplásico. Sua finalidade é controlar rapidamente o processo inflamatório das doenças difusas do tecido conjuntivo.

Indicação
Esta terapia está indicada no tratamento de uma ampla variedade de doenças crônicas, auto - imune em crianças e adultos.
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Esclerose Múltipla e Doença de Devic.

Qual a duração de cada sessão?
Cada sessão de pulsoterapia em adulto consiste na infusão de duas a três horas, de uma solução endovenosa prescrita pelo médico, por 3 ou 5 dias, encurta a duração dos surtos, pois age diminuindo a inflamação e apresenta início de ação rápido.
Geralmente, após a administração venosa, segue-se com corticóide via oral (prednisona) por 5 dias ou mais, reduzindo-se a dose gradualmente até a suspensão.

Quais são as soluções utilizadas?
Corticosteroide- Metilprednisolona (Solu-Medrol), em soro fisiológico ou soro glicosado.
Frequentemente associa-se Ciclofosfamida (imunossupressor), Metoclopramida ou Ondasentrona (antieméticos).

É necessário internação para administração de corticoide endovenosoA administração de corticoide endovenoso deve ser realizada em regime hospitalar ou ambulatorial, mas nem sempre é necessária internação, que é um critério médico baseado no histórico e avaliação da gravidade do paciente.
Em regime de internação ou não, o paciente deve receber supervisão médica, orientação e assistência de enfermagem durante e após a pulsoterapia com corticóides – isto é fundamental, pois efeitos colaterais podem ocorrer.

Fonte:
Consenso Expandido do BCTRIMS para Tratamento da Esclerose Múltipla. Arq Neuropsiquiatr 2002; 60(3-B):881-886

Polman CH, Thompson AJ, Murray TJ, Bowling AC, Noseworthy JH. MS: the Guide Sixth Edition

Braunwald E, Fauci AS, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL. Harrison Medicina Interna. 15ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan S.A 2001:171: 2612
Postado por Su Estevam

#Compartilhando
#LúpusLesLes ƸӜƷ

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Lúpus Bactérias Amigas

Definição

O Lactobacillus acidophilus é o probiótico (pró-vida) mais comumente usado, também chamado de bactéria “amigável”. Nós nascemos sem ele, e o acidophilus logo se estabelece em nosso intestino e vagina e protege contra a entrada e proliferação de organismos ruins que podem causar doença.

Algumas características requeridas dos lactobacillus como probióticos são: função benéfica, fácil cultivo e estabilidade da “população”.

Outras bactérias amigáveis incluem: L. bulgaricus, L. reuteri, L. plantarum, L. casei, B. bifidus, S. salivarius, S. thermophilus e Saccharomyces boulardii. Seu trato digestivo é como um ecossistema, com muitas bactérias. Alguns destes habitantes internos são mais úteis a seu corpo do que outros. O L. acidophilus produz a enzima lactase, que quebra o açúcar do leite (lactose) em açúcares simples. As pessoas que são intolerantes a lactose não produzem esta enzima. Assim, suplementos de L. acidophilus podem ser benéficos para estes indivíduos.

Outros probióticos potenciais incluem uma variedade de espécies de Lactobacillus (spp.), tais como casei GG, rhamnosus, NCFM, DDS-1, Bifidobacterium longum, Bifidobacterium bifidum, Streptococcus thermophilus,Enterococcus faecium, Saccharaomyces boulardii, Bacillus spp. e Escherichia coli.

Usos
– Substitui as bactérias intestinais “amigáveis” destruídas por antibióticos;

– Auxilia na melhora das doenças causadas por bactérias;
- Previne e trata diarreia, incluindo diarreia infecciosa, particularmente do rotavírus (um vírus que comumente causa diarreia em crianças)
– Impede o crescimento de organismos “ruins” no trato gastrointestinal (uma condição que tende a causar diarreia e pode ocorrer pelo uso de antibióticos);
– Impede e/ou reduz infecções vaginais, infecções do trato urinário e cistites (inflamação da bexiga).
– Melhora a digestão (absorção) da lactose em pessoas que tem intolerância a mesma;
- Aumenta a resposta imune;
– Ajuda no tratamento de infecções respiratórias tais como sinusite, bronquite e pneumonia;
- Diminui o risco de alergias;
– Ajuda a tratar colesterol elevado 
– Acne
– Redução de enzimas implicadas na produção do câncer;

– Saúde Cardiovascular;

– Síndrome crônica de fatiga;

– Resfriado;– Indigestão/Digestão;

– Úlceras – Febre reumática.
Alguns pesquisadores testaram a eficácia terapêutica de um composto consistindo da combinação multibacterial de L. acidophilus e Bifidobacterium bifidum em pacientes idosos com desordem intestinal. Os resultados foram excelentes, com restauração da flora bacteriana duodenal e melhora dos sintomas clínicos.

Medidas de Segurança

Não há nenhum problema de segurança com o uso de probióticos Promove às vezes a observação um aumento temporário de gases.

Observação

 Se você estiver fazendo uso de antibióticos, pode ajudar fazer uso ao mesmo tempo de probióticos/acidophilus, e continue com o uso algumas semanas após terminar o tratamento com a droga. Isto ajudará a restaurar as bactérias naturais em seu trato digestivo que foram mortos pelos antibióticos.

Algumas fontes alimentares

 As fontes alimentares mais comuns que apresentam L.acidophilus incluem leite, iogurte e queijo.

Efeitos Colaterais

 Algumas pessoas podem apresentar gases ou desconforto estomacal no início, mas estes sintomas partem geralmente com uso contínuo. Algumas mulheres descreveram a queimadura ou a irritação na vagina quando o Lactobacillus acidophilus foi usado nesta região.

Raramente, as pessoas com sistemas imunes fracos podem estar arriscadas de desenvolver uma infecção séria ao fazer uso do Lactobacillus acidophilus. 

Pessoas que tiveram um ferimento ou uma doença da parede intestinal; quem faz uso de drogas prescritas, tais como os corticoesteróides (prednisona), que pode torná-los vulneráveis à infecções ou quem fez cirurgia para substituir uma válvula do coração; deve falar com um Médico antes de fazer uso do 
Lactobacillus acidophilus.


Gravidez
Em alguns estudos, mulheres grávidas foram tratadas com Lactobacillus acidophilus sem nenhum efeito adverso. Entretanto, se você estiver grávida, recomenda-se que uma consulta ao médico antes de usar o Lactobacillus acidophilus.
Interações Com Drogas
Alguns especialistas acreditam que os antibióticos ou o álcool podem destruir o Lactobacillus acidophilus. Como resultado é recomendado que o Lactobacillus acidophilus seja usado três horas após ter feito uso de antibióticos ou ter bebido o álcool. Alguns cientistas também acreditam que o Lactobacillus acidophilus pode ser destruí­do ou inativado por ácidos no estômago. Em conseqüência, sugere-se às vezes que os pacientes usem uma droga para diminuir a quantidade de ácido no estômago uma hora antes de fazer o uso de Lactobacillus acidophilus. Um exemplo é o famotidine.
Interações com ervas e suplementos dietéticos
Na teoria, o Lactobacillus acidophilus pode ser mais eficaz se feito uso com alimentos tais como bananas, aspargos e alho. Acredita-se que estes alimentos forneçam nutrientes que aumentam a eficácia do Lactobacillus acidophilus – São os chamados PREBIÓTICOS.
Lactobacillus acidophilus ” LA
Especificações: o Lactobacillus acidophillus está disponí­vel em contagens de 1,0×109 UFC/g a 1,0×1011 UFC/g.
Temperatura ótima de crescimento: 38 oC
Diluentes: muitos diluentes estão disponí­veis para a padronização de contagem microbiológica. Alguns diluentes usados são: maltodextrina, amido, lactose, oligossacarí­deos e inulina.
A escolha do diluente é influenciada pelo produto formado (pó, tablete, cápsula), solubilidade requerida, preferência do consumidor, etc.
Vida-média/Armazenamento: Lactobacillus acidophilus permanece estável por até 12 meses em temperatura de refrigeração e com baixa umidade.
Bifidobacterium bifidum
As bactérias “amigáveis” são encontradas em muitos alimentos. Eles fornecem sabor a manteiga e queijos e ainda são necessários na produção de produtos em conserva e com fermento.
Uma quantidade abundante desta bactéria no intestino humano é necessária para manutenção da saúde. Antibióticos podem reduzir drasticamente ou eliminar estas bactérias da microflora intestinal. Hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, stress, antiácidos, alimento processado e uso de pesticidas, podem causar distúrbios. O número de bifidobactérias no intestino humano se torna menos abundante com o passar do tempo. Um entendimento da importância de uma população de bactérias saudáveis no cólon e o reconhecimento dos benefí­cios a saúde tem tornado muito grande o interesse pelos probióticos, principalmente lactobacillus e bifidobactérias.
Bifidobacterium bifidum criam um ambiente favorável para o crescimento de bactérias “amigáveis” no intestino grosso e trato vaginal. O Bifidobacterium bifidum impede ou evita a invasão de bactérias patogênicas.
Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotí­nico, piridoxina e vitamina B12. Produzem ácido acético e lático. Acredita-se que dietas contendo bifidobactérias, de forma bem sucedida, coloniza o intestino grosso; pois podem sobreviver as enzimas do estômago e intestino fino.
Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio. Quando comparados com animais que não estavam recebendo suplementação, ratos consumindo Bifidobacterium bifidum foram protegidos contra rotavirus.
Lactobacillus bulgaricus
Lactobacillus bulgaricus: são bactérias gram-positivas, termofí­licas e em forma de bastão; heterofermentadora, produzindo ácido lático a partir da lactose. Resiste a elevadas concentrações de ácido lático, podendo produzi-lo até aproximadamente 2%. Tem também longa duração na maturação de queijos duros. Produz acetaldeí­do que confere sabor tí­pico ao iogurte. É baixa sua resistência ao sal, não crescendo em concentrações superiores a 2%. É destruí­da no aquecimento a 65°C por 30 minutos. Crescem bem a 45°C, mas não se desenvolve em temperaturas inferiores a 20°C.
Uma bactéria transitória, mas muito importante na ecologia humana. Juntamente com o Streptococcus termophilus constituem a cultura para produção de iogurte. Sua administração oral facilita a digestão da lactose, pois aumenta a produção da enzima lactase. Algumas cepas produzem antibióticos naturais, impedindo a proliferação de outras bactérias nocivas.
Em sí­ntese, a acidificação do leite, sob a ação das bactérias mencionadas constitui a antecipação de uma etapa digestiva o que torna o iogurte mais tolerável e nutritivo do que o leite natural.
As espécies mais comuns, encontradas nas culturas para iogurte são as bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Stretococcus thermophilus, caso sejam acrescentadas outras espécies de termofilos podemos ter uma acidificação muito intensa depois da refrigeração do iogurte.
Ambas as espécies vivem em simbiose (com benefí­cios mútuos), sendo que, esta simbiose exige uma determinada proporção entre cocos e bacilos. A relação quantitativa entre Stretococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus deve ser de 1;1 até 2;3 aproximadamente, gerando com isto um iogurte com maior ou menor viscosidade.
Durante o perí­odo de incubação a relação entre as bactérias pode sofrer variações, para no final novamente ser restabelecido. A causa principal da variação é que o Lactobacillus bulgaricus desdobra facilmente as proteí­nas, e origina, assim, o aminoácido valina. Este aminoácido que vai favorecer o desenvolvimento do Stretococcus thermophilus até o ponto de chegar a ser seu número 4 a 5 vezes maior.
Os cocos tem um poder de acidificação menor que os bacilos e morrem com mais facilidade devido a ação do ácido láctico formado. A proporção entre ambos influi também de uma maneira essencial sobre a aromatização do iogurte. O Lactobacillus bulgaricus é o principal condutor do aroma.
Lactobacillus casei
É uma cepa de bactéria que foi isolada de humanos e foi descoberto que tolera as condições ácidas do estômago. São microorganismos vivos selecionados que conseguem atravessar a acidez do estômago, chegar vivos ao intestino e proporcionar o equilí­brio da flora intestinal.
São reconhecidos como probióticos, que ingeridos em determinadas concentrações, proporcionam benefí­cios à saúde do indiví­duo, através do equilí­brio da flora intestinal.
As espécies de Lactobacillus são mais efetivas do que muitas outras bactérias para sobreviver a passagem através do trato intestinal para efetivamente colonizar o trato digestivo e balancear a microflora intestinal. O Lactobacillus provou que resisti ao ácido gástrico e bile, adere a mucosa do intestino, coloniza o trato gastrointestinal e luta contra patógenos potenciais, tais como: E. coli, Streptococci, Clostridia e Salmonella.
Lactobacillus casei são encontrados naturalmente em leites e carnes fermentadas, assim como no intestino humano, boca e no meio ambiente. O nome L. casei foi primeiro usado em 1904, e o nome sugere sua “relação” com queijo: tanto o casei, quanto caseí­na (a primeira proteí­na no leite) tem origem da palavra latim caseis, que significa queijo.
O crescimento do L. casei ocorre em 15 mas não em 45ºC, e requer riboflavona, ácido fólico, pantotenato de cálcio, e os fatores de crescimento niacina.
O L. casei é uma espécie notavelmente adaptável, e pode ser isolado dos produtos derivados de leite crus e fermentados, dos produtos frescos e fermentados da planta, e do trato reprodutivo e intestinal dos seres humanos e outros animais. Industrialmente, o L. casei tem aplicação como probiótico humano (promove a cultura viva), como cultura de partida de ácido- produção para fermentação do leite, e especialmente como culturas para intensificação e aceleração do desenvolvimento do sabor em determinadas variedades de queijo.
São células gram-positivas que diferem em alguns pontos dos demais Lactobacillus: são menores no tamanho do que os L. bulgaricus, L. acidophilus e L.helveticus e são facultativamente heterofermentativos.
Esse texto foi elaborado por Vivian da Conceição Martinez (Bióloga)
para IdealFarma.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Atenção !!!! Doença renal crônica


Definição

A doença renal crônica é a perda lenta do funcionamento dos rins. A principal função dos rins é remover os resíduos e o excesso de água do organismo.

Causas, incidência e fatores de risco

A doença renal crônica (DRC) piora lentamente com o tempo. Nos primeiros estágios, pode ser assintomática. A perda de função em geral demora meses para ocorrer. Ela pode ser tão lenta que os sintomas não aparecem até que o funcionamento dos rins seja menor que um décimo do normal.
O estágio final da doença renal é chamado de falência renal crônica. Os rins já não funcionam e o paciente necessita de diálise ou de um transplante de rim.
A doença renal crônica e a falência renal afetam mais de duas em cada 1 mil pessoas nos Estados Unidos. Diabetes e hipertensão são as duas causas mais comuns e responsáveis pela maioria dos casos.
Muitas outras doenças podem prejudicar os rins, inclusive:
  • Problemas das artérias que chegam aos rins ou dentro deles
  • Defeitos congênitos dos rins (como a doença do rim policístico)
  • Alguns analgésicos e outros medicamentos
  • Algumas substâncias químicas tóxicas
  • Doenças autoimunes (como lúpus eritematoso sistêmico e escleroderma)
  • Lesão ou trauma
  • Glomerulonefrite
  • Cálculos renais e infecção
  • Nefropatia de refluxo (na qual os rins são danificados pelo fluxo retrógrado de urina para dentro deles)
  • Outras doenças renais
A doença renal crônica leva a um acúmulo de líquido e resíduos no organismo. Essa doença afeta a maioria dos sistemas e funções do organismo, inclusive a produção de glóbulos vermelhos, o controle da pressão arterial, a quantidade de vitamina D e a saúde dos ossos.

Foto: ADAM
Anatomia do rim
Os rins são responsáveis por remover resíduos do corpo, regulando o equilíbrio de eletrólitos e a pressão sanguínea e estimulando a produção de glóbulos vermelhos.

Sintomas

Os primeiros sintomas da doença renal crônica também ocorrem com frequência em outras doenças. Esses sintomas podem ser os únicos sinais da doença renal até que a doença esteja mais avançada.
Os sintomas podem incluir:
  • Mal-estar geral e fadiga
  • Coceira generalizada (prurido) e pele seca
  • Dores de cabeça
  • Perda de peso sem tentar perder peso
  • Perda de apetite
  • Náuseas
Outros sintomas que podem aparecer, principalmente quando o funcionamento dos rins piora:
  • Pele anormalmente clara ou escura
  • Dor nos ossos
  • Sintomas do sistema nervoso e do cérebro
    • Sonolência e confusão
    • Dificuldade de concentração e raciocínio
    • Dormência nas mãos, pés e outras áreas do corpo
    • Espasmos musculares ou cãibras
  • Mau hálito
  • Fácil aparição de hematomas, hemorragia ou sangue nas fezes
  • Sede excessiva
  • Soluços frequentes
  • Baixo nível de interesse sexual e impotência
  • Interrupção do período menstrual (amenorreia)
  • Distúrbios do sono, como insônia, síndrome das pernas irrequietas e apneia noturna obstrutiva
  • Inchaço de mãos e pernas (edema)
  • Vômitos, normalmente pela manhã

Exames e testes

hipertensão está quase sempre presente durante todos os estágios da doença renal. Um exame neurológico pode mostrar sinais de dano nervoso. O médico pode escutar com um estetoscópioruídos anormais no coração ou nos pulmões.
Conheça o Guia de Exames do iG
A urinálise pode mostrar proteínas ou outras alterações. Essas alterações podem aparecer de 6 meses a 10 anos, ou mais, antes do aparecimento dos sintomas.
Os exames que verificam o funcionamento dos rins abrangem:
  • Níveis de creatinina
  • BUN (nitrogênio ureico no sangue)
  • Depuração de creatinina
A doença renal crônica altera os resultados de vários exames. Cada paciente necessita verificar o seguinte regularmente, com a frequência de 2 a 3 meses, quando a doença renal piora:
  • Potássio
  • Sódio
  • Albumina
  • Fósforo
  • Cálcio
  • Colesterol
  • Magnésio
  • Hemograma completo
  • Eletrólitos
As causas da doença renal crônica podem ser vistas em:
Esta doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:

Tratamento

Controlar a pressão arterial é a chave para atrasar maiores danos renais.
  • Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA) ou os antagonistas do receptor da angiotensina são usados com maior frequência
  • O objetivo é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg
Outras dicas para proteger os rins e prevenir cardiopatias e derrames:
  • Não fume.
  • Coma refeições com pouca gordura e colesterol
  • Faça exercícios regularmente (consulte seu médico ou enfermeiro antes de começar).
  • Tome medicamentos para reduzir o colesterol, se for necessário.
  • Mantenha sua glicemia sob controle.
Sempre consulte seu nefrologista antes de tomar qualquer medicamento de venda livre, vitamina ou suplemento de plantas medicinais. Certifique-se de que todos os médicos que você consultar saibam que você sofre de doença renal crônica.
Outros tratamentos podem incluir:
  • Medicamentos especiais chamados de quelantes de fósforo, para ajudar a impedir que os níveis de fósforo fiquem muito altos
  • Tratamento para anemia, como mais ferro na dieta, suplementos orais de ferro, injeções especiais de um medicamento chamado eritropoetina e transfusões de sangue
  • Suplementos de cálcio e vitamina D (sempre consulte o seu médico antes de tomá-los)
Talvez seja preciso alterar sua dieta. Consulte: Dieta para doença renal crônica, para obter mais detalhes.
  • Pode ser necessário limitar os líquidos.
  • Seu médico pode recomendar uma dieta baixa em proteína.
  • Pode ser necessário reduzir o sal, o potássio e outros eletrólitos.
  • É importante obter calorias suficientes quando estiver perdendo peso.
Existem diferentes tratamentos disponíveis para distúrbios do sono ou síndrome das pernas irrequietas.
Todos os pacientes que sofrem de doença renal crônica devem ter em dia as vacinas mais importantes como:
  • Vacina antipneumocócica polissacarídica
  • Vacina contra a gripe
  • Vacina contra a gripe A (H1N1)
  • Vacina contra a Hepatite B
  • Vacina contra a Hepatite A
Quando a perda da função renal se torna mais severa, é necessário se preparar para a diálise ou umtransplante renal.
  • O momento para começar a diálise depende de diferentes fatores, como os resultados dos exames de laboratório, a gravidade dos sintomas e a disposição.
  • Você deve começar a se preparar para a diálise antes que ela seja absolutamente necessária. A preparação envolve aprender sobre a diálise e os tipos diálise existentes, além da colocação de um acesso para a diálise.
  • Mesmo os candidatos a um transplante renal precisarão de diálise até que um rim esteja disponível.

Foto: ADAM
Síndrome da unha branca
A síndrome da unha branca também pode ser chamada de leuconíquia. A leuconíquia pode ocorrer com envenenamento por arsênico,doença cardíaca, falência renal, pneumonia ou hipoalbunemia.

Evolução (prognóstico)

Muitas pessoas somente são diagnosticadas com doença renal quando já perderam grande parte da função renal.
Não há cura para a doença renal crônica. Quando não tratada, ela normalmente evolui para falência renal terminal. O tratamento durante toda a vida pode controlar os sintomas da doença renal crônica.

Complicações


Prevenção
O tratamento da doença que está causando o problema pode ajudar a prevenir ou retardar a doença renal crônica. As pessoas que sofrem de diabetes devem controlar os níveis de glicemia e a pressão arterial e não devem fumar.