domingo, 12 de agosto de 2012

Bactérias Estafilococos pode desencadear Lúpus

Exposição crônica a bactérias Estafilococos

 pode desencadear Lúpus


A exposição crônica mesmo a pequenas quantidades de bactérias estafilococos pode desencadear lúpus, de acordo com estudo de pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos.
A pesquisa pode ajudar a identificar um dos fatores de risco para a doença inflamatória crônica, cuja causa geralmente é desconhecida.
Staphylococcus aureus é um germe comumente encontrado na pele ou no nariz e que, às vezes, causa infecções.
Os pesquisadores expuseram ratos a doses baixas de uma proteína encontrada nos estafilococos. Eles notaram que os animais desenvolveram uma doença semelhante ao lúpus, com doença renal e anticorpos autoimunes como os encontrados no sangue de pacientes com lúpus.
“Acreditamos que esta proteína pode ser uma importante pista para o que pode causar ou agravar o lúpus em certos pacientes geneticamente predispostos. Nossa esperança é confirmar esses achados em pacientes com lúpus e prevenir os sintomas da doença”, afirma o coautor Vaidehi Chowdhary.
A causa do lúpus geralmente é desconhecida. Pessoas geneticamente predispostas ao lúpus desenvolvem a doença quando algum outro fator aciona os sintomas, tais como infecções, certos medicamentos ou até mesmo a luz do sol.
“Os médicos realmente não sabem o que causa o lúpus, por isso a descoberta de um possível papel da proteína estafilococo é emocionante”, destaca Chowdhary.

Staphylococcus aureus Quais os riscos desta bactéria?
Descubra o que são o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus aureus MRSA, e por que eles causam tanta preocupação no meio médico.

Staphylococus aureus ou Estafilococos aureus em português é uma das bactérias mais comuns na prática clínica uma vez que costuma colonizar a pele de até 15% dos seres humanos. Chamamos de colonização quando uma bactéria se adere a uma tecido e começa a multiplicar-se, criando literalmente colônias. A colonização não significa que haja infecção e não é necessariamente uma coisa ruim. Nossa pele, nossa boca e nosso intestinos, por exemplo, estão cheios de bactérias que não nos causam doença enquanto permanecem restritas a estes sítios.

Existem 33 tipos de estafilococos, alguns mais virulentos que outros. O tipo mais comum na nossa pele é o Staphylococcus epidermiditis, uma espécie de estafilococo bem mais branda que o Staphylococus aureus, o mais virulento da espécie.

O problema da colonização é o fato desta ser um reservatório de bactérias pronto para invadir outros pontos do nosso corpo toda vez que uma das nossa barreiras de defesa sofre enfraquecimento. Os estafilococos que vivem na pele estão apenas esperando o aparecimento de uma pequena lesão para poderem penetrar dentro do nosso organismo. Este é o motivo pelo qual devemos sempre lavar bem nossas feridas. Qualquer lesão na pele é uma porta de entrada para as bactérias que vivem no meio externo (leia: TRATAMENTO DE FERIDAS E MACHUCADOS). É também pelo fato da nossa pele ser colonizada por bactérias que a implantação de piercings ou qualquer outro procedimento que perfure a pele pode levar a infecções graves (leia: BODY PIERCING | PERIGOS E COMPLICAÇÕES).

Ter bactérias na pele não significa que a pessoa esteja doente ou seja suja. Nós temos uma flora natural de germes e é impossível não ter bactérias na pele. Porém, pessoas com maus hábitos higiênicos apresentam uma quantidade e uma variedade maior de bactérias colonizando sua pele, ou boca, como nos casos de pessoas com dentes em mau estado de conservação.

Além das pele, o Staphylococus aureus pode invadir nosso organismo através da ingestão de alimentos contaminados. Além de atacar diretamente nosso corpo, o S.aureus também produza uma série de toxinas, que quando ingerida, provocam uma intensa infecção intestinal com vômitos e diarréia (leia: DIARRÉIA | Causas, sinais de gravidade e tratamento)

Staphylococus aureus é responsável por vários tipos de infecção em nosso organismo. As infecções de pele são as mais comuns, e qualquer porta de entrada, mesmo uma mordida de inseto, pode ser suficiente para o desenvolvimento destas. As infecções de pele mais comumente causadas peloS.aureus são o impetigo (leia: IMPETIGO COMUM e IMPETIGO BOLHOSO | Sintomas e tratamento), foliculite, terçol (leia: TERÇOL (TERSOL) | HORDEOLO | Causas e tratamento), furúnculo, síndrome de pele escaldada estafilocócica, mastite puerperal (leia:MASTITE DA AMAMENTAÇÃO | Sintomas e tratamento) e a celulite (leia: ERISIPELA E CELULITE - Sintomas e tratamento).

Staphylococus aureus
Staphylococus aureus
O Staphylococus aureus, após a entrada no organismo, pode não ficar restrito a pele, invadindo o sangue e  levando a infecções graves, sepse e choque séptico (leia: O QUE É SEPSE / SEPSIS E CHOQUE SÉPTICO ? ).

Uma vez no sangue, o S.aureus pode atingir qualquer órgão. A infecção das válvulas do coração, chamada de endocardite é uma temida complicação das infeções pelo Staphylococus aureus (leia: ENDOCARDITE| Sintomas e tratamento). Outras infecções possíveis pelo S.aureus são a pneumonia (leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento), a pielonefrite (leia: PIELONEFRITE | INFECÇÃO DOS RINS | Sintomas e tratamento) e a osteomielite (infecção dos ossos).

As infecções por Estafilococos aureus são tratadas classicamente com derivados da penicilina, como a Oxacilina, Cefazolina e Cefalotina. Infecções restritas a pele podem ser tratadas com antibióticos por via oral. Infecções mais graves devem ser tratadas com internação hospitalar e antibióticos venosos.

Estafilococos aureus MRSA

Ultimamente, um subtipo de Staphylococus aureus chamado de MRSA tem ganhado muito destaque na mídia, geralmente com textos alarmistas e cheio de erros de conteúdo.

A sigla MRSA que dizer Methicillin-resistant Staphylococcus aureus, em português, Staphylococcus Aureus Resistente à Meticilina.

A meticilina é um antibiótico da família das penicilinas. O MRSA é portanto, um Staphylococus resistente ao tratamento convencional através das penicilinas. A primeira descrição de MRSA é de 1959, logo após a invenção da meticilina. Com o uso cada vez mais difundido, e muitas vezes desnecessário, de antibióticos, as infecções por MSRA têm sido cada vez mais frequentes em todo mundo.

Staphyloccus aureus MRSA não é mais agressivo do que o Staphylococus não MRSA. O seu problema está nas opções reduzidas de antibiótico e não na virulência da bactéria.

A transmissão é feita pelo contato entre pessoas, principalmente através das mãos. Isto é um grande problema no meio hospitalar onde os profissionais de saúde têm contato com vários doentes no mesmo dia, podendo levar o MRSA de um para outro. O simples ato de lavar as mãos após examinar os pacientes diminui muito o risco de transmissão da bactéria.

Em geral, o doente hospitalizado com MRSA é colocado em isolamento de contato (uma espécie de quarentena) para evitar propagação da bactéria. Pessoas saudáveis não desenvolvem nenhuma doença se tiverem contato com pacientes infectados ou colonizados por MRSA, como por exemplo, os familiares que visitam o hospital. Mas para o doente da cama ao lado, essa contaminação pode ser fatal.

O MRSA é uma bactéria tipicamente de hospital, mas pode ocorrer na comunidade também. Neste caso costuma responder a um espectro mais amplo de antibióticos alternativos, sendo de mais fácil tratamento. A transmissão do S.aureus MRSA pode ocorrer em academias, após uso conjunto de toalhas, roupas, uniformes e inclusive escova/pente de cabelo.

O tratamento do MRSA hospitalar é feito com antibióticos potentes como Vancomicina, Linezulida e Teicoplamida. O problema é que alguns hospitais já apresentam casos de MRSA resistente também a Vancomicina.

Não há necessidade de se tratar ou investigar familiares de doentes com MRSA. Bastam os cuidados básicos de higiene, principalmente se houver alguma lesão na pele que sirva de porta de entrada para a bactéria.

Como eu já escrevi, o risco de doença por MRSA em pessoas saudáveis é muito baixo. Muitos entram em contato com o MRSA mas não ficam colonizadas porque a bactéria não consegue se fixar devido a competição por alimento com as milhões e milhões de outras bactérias já existentes na pele.


Leia o texto original no site MD.Saúde: STAPHYLOCOCCUS AUREUS | Quais os riscos desta bactéria? http://www.mdsaude.com/2009/02/estafilococos-aureus-mrsa.html#ixzz23MarUu2h


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vacina contra Catapora a partir de 2013

                            SUS 

Terá vacina contra catapora a partir de 2013


A vacina será disponibilizada ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde a partir de agosto de 2013. Será aplicada em duas doses: a primeira, quando a criança tem 12 meses, e a segunda, aos quatro anos de idade.
“Com apenas uma picada o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase 11 mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 160 óbitos. Além disso, tem uma economia no trabalho dos profissionais de saúde, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.
A vacina tetra viral que vai entrar para o calendário básico de imunizações do SUS é segura - tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Com a inclusão da vacina no SUS, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por catapora. Por ano, cerca de 11 mil pessoas são internadas pela doença. Com a tetra viral, o SUS passa a oferta 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no calendário básico de imunizações.


PARCERIAS- Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria o Ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.
Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem em parceria as vacinas contra poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.
Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.
 

Ministério da Saúde, Fiocruz e GSK firmaram, neste sábado (4), parceria para a produção nacional e distribuição gratuita do imunizante.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, anunciaram neste sábado (4), no Rio de Janeiro, parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). A parceria possibilitará a produção nacional da vacina tetra viral, que vai imunizar as crianças contra quatro doenças – caxumba, rubéola e sarampo, já inseridas na tríplice viral, ofertada no Sistema Único de Saúde desde 1992 -, e a varicela, mais conhecida como catapora.

Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde – Ascom/MS

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/6503/162/sus-tera-vacina-contra-%3Cbr%3Ecatapora-a-partir-de-2013.html 


sábado, 28 de julho de 2012

Paciente com Lúpus tera folhetos informativos em BH

Material leva informações 

a pacientes com lúpus

Publicado em Saúde
26 de julho de 2012


 Pacientes com lúpus atendidos no Hospital das Clínicas da UFMG e em outros hospitais e postos de saúde de Belo Horizonte terão acesso a mais informações sobre a doença por meio de um material impresso elaborado por estudantes do curso de Medicina, sob supervisão da professora do departamento de Aparelho Locomotor, Cristina Lanna, e produzido pela Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Faculdade.


O material, que consiste em quatro folhetos informativos, foi criado com o objetivo de ajudar na prevenção das doenças cardiovasculares associadas ao lúpus e aborda separadamente hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e exercícios físicos. “Pacientes com lúpus podem apresentar doença aterosclerótica, que leva à obstrução das artérias e, consequentemente, são fatores de risco para acidentes cardiovasculares”, explica Cristina Lanna.
A professora acredita que a iniciativa é uma forma de envolver o estudante de Medicina, na medida em que o aluno assume a responsabilidade pelo conteúdo difundido. “Desta forma podemos levar a informação útil ao paciente de forma clara e objetiva e, além de envolver os familiares no tratamento, também conseguimos que os futuros médicos se comprometam de forma mais efetiva no atendimento”, observa a professora.

Lúpus

O lúpus é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela produção desorganizada de anticorpos. Como outras doenças autoimunes, o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, passa a atacar células, órgãos e tecidos saudáveis do corpo. É resultado da combinação entre predisposição genética e fatores ambientais, sendo mais comum em mulheres jovens, embora exista, com menor incidência, o lúpus infantil. A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que 65 mil pessoas tenham a doença no Brasil.

De acordo com Cristina Lanna, pacientes com lúpus geralmente apresentam um ou mais sintomas, que incluem mal-estar, fadiga, febre, perda de peso, dores musculares, inflamações nas articulações, na pele, nos rins, entre outras. Apesar de ser uma doença sem cura, o portador de lúpus consegue estabilizar o quadro quando submetido a um tratamento adequado, feito por meio de dieta balanceada, anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores, proteção solar e analgésicos, de acordo com a necessidade específica de cada pessoa.“O controle da doença é possível e permite que o paciente trabalhe, constitua família, viaje, enfim, tenha uma vida normal e feliz”, garante a professora.

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
jornalismo@medicina.ufmg.br


http://www.medicina.ufmg.br/noticias/?p=29045

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais e SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C

No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais e SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C

25/07/2012 07h15 - Atualizado em 25/07/2012 12h43

 

Testes contra hepatite 

 

 

 

 

são realizados no 

 

 

 

 

dia mundial de luta 

 

 

 

 

contra a doença

 

Unidades de Saúde vão realizar também atividades educativas.
Testes para o diagnóstico serão realizados em 58 unidades de saúde.


No dia 28 de julho é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Para marcar a data, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil realiza, nos dias 26 e 27 de julho, testes rápidos para o diagnóstico da hepatite C em 58 unidades de saúde em toda a cidade. Também haverá um estande no Centro Administrativo São Sebastião (CASS), sede da prefeitura, com a realização do teste para a detecção da doença.

O exame será precedido por uma palestra rápida de aconselhamento sobre o que são, como se transmitem e como podem ser evitadas as hepatites virais. As pessoas com exames positivos serão encaminhadas às unidades de saúde para confirmação dos resultados e, posteriormente, acompanhamento e tratamento da doença.

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A hepatite C é uma doença crônica, de evolução lenta e silenciosa, que pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. A maior parte dos casos da doença pode ocorrer por contaminação do sangue em transfusões realizadas antes de 1993, mas a transmissão ainda ocorre por meio de objetos contaminados com sangue, como instrumentos de manicure, em procedimentos odontológicos, realização de tatuagens, colocação de piercings, etc.
Também nos dias 26 e 27 de julho, a Fiocruz, em parceria com a SMSDC, estará realizando o Fique Sabendo, com testagem rápida para as hepatites B e C e palestras informativas para a população.
A lista com as 58 unidades que vão fornecer a testagem rápida está no site da SMSDC. Os interessados também podem se informar sobre os endereços no telefone 1746.
Campanha no HU da UFRJ
O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFFF/UFRJ) também está promovendo uma campanha para conscientização e detecção da hepatite C nos pacientes referenciados do hospital. Entre os dias 23 e 27 de julho, das 9h às 16h, serão realizados testes rápidos de anti-HCV nos ambulatórios.
Em caso de resultado positivo, o paciente será encaminhado para tratamento no ambulatório do fígado onde realizará outros testes complementares. Com a campanha, o hospital espera realizar 3.500 exames.

Estações de metrô recebem campanha
As estações de metrô Carioca e Pavuna, do Rio de Janeiro, recebem entre 23 e 27 de julho, a campanha "Hepatite C. Quebre o silêncio". A ação integra o programa Caravana da Hepatite C, que vai realizar diversas campanhas pelo Brasil para incentivar o diagnóstico precoce da doença.
A Caravana acontecerá, simultaneamente, em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), João Pessoa (PB), Belém (PA) e Fortaleza (CE) durante os meses de julho e agosto, para alertar sobre o impacto que as hepatites causam na saúde da população em geral. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os tipos B ou C da doença - um índice dez vezes maior do que o número de portadores do HIV/Aids. No Brasil, estimativas mostram que há aproximadamente três milhões de pessoas infectadas e a doença representa a principal causa de transplantes de fígado no país.
A campanha pretende rastrear a infecção pelo vírus da hepatite C por meio de testes rápidos, promovendo o diagnóstico precoce, fator crucial para o sucesso da terapia, já que o vírus pode permanecer por mais de 20 anos no organismo sem se manifestar sintomaticamente.
Uma equipe de enfermeiros estará disponível para fazer o teste rápido de detecção da doença, com duração de aproximadamente 10 minutos, e orientar a população sobre como se prevenir e possíveis tratamentos.
O teste que será aplicado é aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu resultado será informado de forma individual, para garantir a privacidade e sigilo da informação. Todas as pessoas com teste positivo serão aconselhadas e encaminhadas para consulta com médicos especialistas.
Serviço:
Campanha "Hepatite C. Quebre o Silêncio" no Rio de Janeiro
Locais e datas: Estação Carioca (23 a 27/07) Estação Pavuna (30/07 a 03/08)
Horário: das 9 às 17h
 SUS terá mais dois novos medicamentos contra hepatite C
Mais de 5 mil pacientes serão beneficiados. Ministério lança ainda concurso cultural de prevenção contra hepatites em salões de beleza, estúdios de tatuagem e ação em partida de futebol
Dois novos medicamentos contra hepatite C serão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais modernos e eficazes, o Telaprevir e o Boceprevir devem beneficiar 5,5 mil pacientes, todos portadores de cirrose e fibrose avançada, que fazem parte do grupo de maior risco de progressão da doença e de morte. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento de campanha nacional contra hepatites virais na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília (DF). “Essa é mais uma das atividades realizadas em conjunto com os atores do sistema saúde para romper com o silêncio em relação às hepatites virais no mundo inteiro. Esta é uma doença silenciosa sem sinais ou sintomas e por isso precisamos nos esforçar para ações de prevenção e diagnóstico”, disse Padilha
O ministro ainda apresentou os dados epidemiológicos mais atualizados das hepatites A, B, C, D e E. Cerca de 33 mil casos de hepatites são notificados anualmente.
Com o tema “As hepatites podem estar onde você menos espera”, a campanha marca o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, comemorado no sábado (28). Prevê uma série de ações de diagnóstico e prevenção, entre as quais, a ampliação de testes rápidos de diagnóstico e a promoção de um concurso que vai premiar trabalhos artísticos realizados por manicures e tatuadores em unhas e tatuagens com mensagens de prevenção às hepatites. O concurso incentiva boas práticas para prevenção da doença em salões de beleza e estúdios de tatuagens, e divulgação de cartazes e folders orientando a população em diferentes locais e eventos.
Os novos medicamentos, direcionados ao tipo C, que devem estar disponíveis no SUS no início de 2013, e fazem parte da classe de inibidores de protease, a mais moderna para combater a doença em todo o mundo. O telaprevir e o boceprevir têm uma taxa de eficácia de 80% − o dobro do sucesso obtido com a estratégia convencional utilizada atualmente, que associa dois medicamentos, o Interferon Peguilato (injetável) e a Ribavirina (via oral), cujo tratamento tem duração de 48 a 72 semanas. Os novos medicamentos são administrados oralmente, e têm duração de até 48 semanas.
“Esse é um passo decisivo para o tratamento das hepatites que vai possibilitar aos brasileiros a oportunidade de receber o que há de melhor em relação ao tratamento das hepatites no país”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, que é responsável por 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% dos cânceres primários de fígado. Da infecção até a fase da cirrose hepática pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.
A campanha do ministério envolve também os outros tipos de hepatite A, B, D e E. Os dois públicos prioritários são pessoas de até 29 anos, que serão incentivadas a tomar as três doses da vacina contra hepatite B, e acima de 45 anos, que deverão fazer o teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C. Serão disponibilizados 2,3 milhões de unidades do teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C no SUS, para serem distribuídos em um ano (de agosto de 2012 até agosto de 2013), conforme a demanda dos estados. “Convidamos estados e municípios a se engajarem para a ampliação da testagem, uma importante ação para o diagnóstico precoce das doenças, num estágio em que as chances de cura são altas”, reforçou o ministro. No ano passado, foram distribuídos 30 mil testes rápidos. E só no primeiro semestre deste ano, mais de 400 mil testes rápidos foram disponibilizados. Equipes de saúde estão sendo treinadas para essa nova tecnologia e ações educativas divulgadas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O que é fenômeno de Raynaud?

FENÔMENO DE RAYNAUD

O fenômeno de Raynaud é uma condição na qual ocorre uma diminuição do fluxo sangüíneo para alguns tecidos ou órgãos do corpo humano. Acomete preferencialmente as mãos e os pés, mas pode também afetar as orelhas, a língua e o nariz. As áreas afetadas apresentarão alterações de coloração, tornando-se pálidas ou azuladas quando da exposição à temperatura fria, ou avermelhadas quando aquecidas.

A seqüência das alterações da coloração pode variar de pessoa para pessoa, e a duração de cada ataque pode levar de menos de um minuto até algumas horas. Estes episódios podem ser assintomáticos ou pode ocorrer adormecimento, formigamento ou dor em pontadas nas áreas acometidas.

Em 1862, um médico francês chamado Maurice Raynaud escreveu uma tese intitulada "Asfixia local e gangrena simétrica das extremidades" que representou a primeira descrição deste fenômeno. Uma manifestação da perda de controle dos nervos que regulam se um vaso sangüíneo se dilata ou contrai, o fenômeno de Raynaud consiste em ataques episódicos de palidez ou cianose das pontas dos dedos das mãos e/ou dos pés. Alterações inflamatórias ou vasculares associadas com anormalidades das células endoteliais podem também desempenhar um papel no desencadeamento do fenômeno de Raynaud. Dor, formigamento ou adormecimento da área afetada podem estar presentes.

Mais de 90% dos pacientes esclerodérmicos apresentam fenômeno de Raynaud. Este deve ser distinguido da doença de Raynaud (onde não existe causa definida para a ocorrência do fenômeno) e de muitas outras doenças (especialmente o lúpus), onde ele também pode estar presente.
A maioria dos ataques na doença de Raynaud são indolores e reversíveis.

Quem vai desenvolver o fenômeno de Raynaud?
Cerca de 5 a 10% da população dos Estados Unidos pode ter fenômeno de Raynaud.
A imensa maioria são mulheres, e muitas destas mulheres não apresentam nenhuma doença associada; neste caso, podemos chamá-la doença de Raynaud. Quando o Raynaud está associado com alguma doença, é designado fenômeno de Raynaud.

O fenômeno de Raynaud é muito pouco freqüente nos pacientes com esclerodermia localizada (morféia ou linear), mas acomete praticamente todos os pacientes com esclerose sistêmica, tanto na forma limitada quanto na forma difusa. O frio agrava e o aquecimento melhora os sintomas.

Outra queixa associada ao fenômeno de Raynaud é a dor de cabeça tipo enxaqueca. Cerca de 90% dos pacientes com doença mista do tecido conjuntivo, 30% dos casos de lúpus eritematoso sistêmico e pouco mais de 10% dos casos de artrite reumatóide também podem apresentar fenômeno de Raynaud.

O fenômeno de Raynaud na esclerodermia deve ser diferenciado de outras condições que podem imitá-lo. Estas incluem as mãos de alguns pacientes fibromiálgicos, dedos obstruídos por êmbolos de colesterol ou na síndrome antifosfolípide, e outras causas de deficiência circulatória. Da mesma forma, indivíduos submetidos à vibração excessiva (como operadores de britadeiras), contato com solventes orgânicos (como o cloreto de polivinil), ou pacientes que usam medicamentos como os beta-bloqueadores (usados no tratamento da hipertensão arterial ou prolapso da válvula mitral) ou derivados do ergot (usados no tratamento das enxaquecas) podem também desenvolver ou agravar a doença de Raynaud.

Como os médicos avaliam os pacientes com fenômeno de Raynaud?
Não existe teste laboratorial que identifique o fenômeno de Raynaud, nem a sua intensidade necessariamente se correlaciona com o curso ou a evolução da esclerose sistêmica. A grande maioria dos pacientes com esclerose sistêmica, lúpus, doença mista do tecido conjuntivo e artrite reumatóide irão apresentar algum auto-anticorpo em exames de sangue. Os achados mais comuns incluem o fator antinuclear (FAN), o fator reumatóide, e auto-anticorpos como o anti-centrômero, o anti-RNP ou o anti-DNA. Por vezes, os exames de sangue podem revelar evidências de atividade inflamatória aumentada, com elevação nos níveis sangüíneos da velocidade de hemossedimentação (VHS) ou da proteína C reativa (PCR), bem como elevação dos níveis das enzimas musculares, como a creatina-fosfoquinase (CPK). Alguns especialistas recomendam a capilaroscopia periungueal, onde o médico coloca uma gota de óleo nas unhas dos pacientes, para melhor observar os capilares da base das unhas; as doenças do tecido conjuntivo estão associadas com capilares alargados ou deformados quando observados ao capilaroscópio.

Como se trata o fenômeno de Raynaud?
O tratamento das crises de Raynaud envolve tanto a terapêutica medicamentosa quanto a terapêutica não medicamentosa.
Esta inclui a prevenção, que recomenda evitar ou proteger-se do frio.
O uso de luvas (inclusive luvas térmicas) deve ser preconizado. O paciente deve parar de fumar, porque a nicotina diminui o fluxo sangüíneo para os dedos das mãos ou dos pés, agravando assim os ataques de Raynaud. As mãos e os pés devem estar permanentemente limpos e lubrificados com cremes hidratantes. Muitos detergentes domésticos podem irritar a pele e devem ser utilizados com cuidado pelos pacientes com fenômeno de Raynaud.

O uso de medicamentos é recomendado em duas situações: quando ocorre ulceração da pele, ou quando o fenômeno de Raynaud torna-se doloroso. Os medicamentos mais utilizados são os bloqueadores dos canais do cálcio, como a nifedipina; estes devem ser empregados de maneira intermitente durante as crises ou de maneira contínua naqueles casos com manifestações mais graves. Aplicações locais de pasta de nitroglicerina podem dilatar os vasos sangüíneos. Outros medicamentos incluem os bloqueadores alfa-adrenérgicos, como o prazosin, e agentes vasodilatadores como a pentoxifilina. Se ocorrer gangrena ou perda de substância das polpas digitais, alguns médicos têm obtido sucesso com a infusão endovenosa de prostaglandinas. Bloqueios de nervos podem ser úteis temporariamente, mas costumam piorar os sintomas a longo prazo. Quando as úlceras cutâneas se tornam infectadas, podem requerer antibioticoterapia ou drenagem local. O fenômeno de Raynaud é geralmente leve, mas pode tornar-se uma séria complicação da esclerose sistêmica.

Panfleto da Scleroderma Foundation, elaborado com o auxílio do Dr. Daniel J. Wallace (Clinical Professor of Medicine, Cedars-Sinai / UCLA School of Medicine, Los Angeles – EUA); tradução do Dr. Percival D. Sampaio-Barros (UNICAMP).

IMPORTANTE
Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.

Publicado por: dra. shirley

http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/265

Capilaroscopia, periungueal

Outros nomes
Capilaroscopia digital
Capilaroscopia do leitoungueal

Capilaroscopia periungueal
Exame da cuticula Microscopia capilar

1. Orientações necessárias
Informações sobre o exame- O exame consiste em uma observação direta do leito ungueal, feita nos dedos das mãos, de forma não-invasiva, com o auxílio de um microscópio.

II - Preparo- Nas três semanas que antecedem o exame, não retirar nem manusear ou empurrar as cutículas.
- Esmaltes não podem ser utilizados três dias antes da capilaroscopia.
- Não fumar nas seis horas que antecedem o exame.
- As unhas, no entanto, podem ser cortadas e/ou lixadas normalmente.

Atenção:- Unhas pintadas ou cutículas manuseadas inviabilizam o exame.

#FenômenoDeRaynaud
#LúpusTemQueTerAtenção
#VivaBemComLúpus
#Lúpusleslesblogspot♡

terça-feira, 10 de julho de 2012

Urgente com a Saúde não se brinca !!! ♥♥


Circunscrição :1 - BRASÍLIA
Processo :2012.01.1.021853-5
Vara : 111 - PRIMEIRA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA

Vistos etc.

Trata-se de AÇÃO COMINATÓRIA proposta por ZENALIA RAMALHO LIMA DOS SANTOS contra o DISTRITO FEDERAL.

Alega, em apertada síntese, que é paciente da rede pública de saúde e possui quadro clínico gravíssimo de lúpus eritematoso sistêmico/nefrite há aproximadamente 10 anos.

Aduz que tentou diversos tratamentos, sem êxito, contudo.

Acrescenta que lhe foi receitado o uso contínuo do medicamento RITUXIMABE (MABHERA), todavia, este não foi fornecido pela rede pública de saúde.

Afirma, ainda, que há risco de evolução para insuficiência renal terminal e eventualmente óbito, conforme relatório médico.

O Núcleo de Judicialização da Secretaria de Saúde manifestou-se sobre aspectos fáticos do pedido, nos termos da Instrução Normativa n° 06/2011 da Corregedoria do TJDFT, reiterando as razões do indeferimento constantes dos autos.

É BREVE O RELATÓRIO. DECIDO.

Há plausibilidade no pedido da autora, pois a necessidade de uso da medicação está atestada pela Dra. Lícia Maria Henrique da Mota - fls. 38/39, inclusive com relato de tentativa de outros tratamentos.

Os documentos da rede pública de saúde do Distrito Federal, apesar de afirmarem razões burocráticas para o indeferimento, atestam que a indicação do medicamento está correta.

O perigo da demora decorre do grave comprometimento do seu desenvolvimento, conforme se infere da leitura do relatório médico.

Por outro lado, não há dúvidas que cabe ao requerido prestar assistência à Saúde, na forma do art. 196 da Constituição Federal. Nessa linha:

FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. FALTA DA MEDICAÇÃO. DIREITO À VIDA E À SAÚDE. ESTADO. DEVER DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL AO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. REMÉDIO DE ALTO CUSTO. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. 1. A falta de medicamento na Secretaria de Saúde não exime o Estado de prestar a assistência de que o cidadão necessita, não sendo tal fato suficiente para afastar o interesse processual da Autora que pede, na justiça, seja determinada a disponibilização do medicamento. 2. A saúde e a vida humana representam prerrogativas indisponíveis, tuteladas pela Constituição Federal, à qual o Poder Público deve obediência. 3. Na esteira dos precedentes jurisprudenciais desta Corte, do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, o Estado deve fornecer aos enfermos os medicamentos indicados por prescrição médica, principalmente àqueles que não têm condições de adquiri-lo ou quando o alto custo do remédio pode causar prejuízos ao seu próprio sustento.
4. Remessa desprovida. Unânime. (Acórdão n. 585784, 20100110527688RMO, Relator ROMEU GONZAGA NEIVA, 5ª Turma Cível, julgado em 18/04/2012, DJ 15/05/2012 p. 104)

DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. DEVER DO ESTADO. PAGAMENTO DAS DESPESAS. Embora de natureza programática, a norma do art. 196 da CF não pode merecer interpretação que - esvaziando seu conteúdo e não lhe conferindo o mínimo de efetividade - afaste o dever do Estado de garantir assistência médica, incluindo o fornecimento de medicamentos quando o cidadão não dispõe condições financeiras. Remessa de ofício não provida. (Acórdão n. 582197, 20050110581614RMO, Relator JAIR SOARES, 6ª Turma Cível, julgado em 25/04/2012, DJ 04/05/2012 p. 194)

Assim, sem maiores delongas, defiro a antecipação da tutela para determinar ao DISTRITO FEDERAL, nos termos do art. 273 do CPC, que, no prazo MÁXIMO de 30 dias, FORNEÇA a autora o medicamento RITUXIMABE, na quantidade e periodicidade indicadas pelo médico da rede pública de saúde, sob pena de multa de R$10.000,00 (dez mil reais), sem prejuízo da majoração.

Como cediço, prevalece o princípio ativo sobre o nome comercial, devendo haver preferência pelo medicamento genérico, salvo se de custo de aquisição superior.

Intimem-se o (a) Diretor de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Sr. Secretário de Saúde Adjunto, a fim de que adotem as providências administrativas cabíveis.

Faculto ao requerido realizar avaliações médicas durante a tramitação do feito, a fim de verificar a possibilidade de substituição ou interrupção do tratamento, devendo a autora colaborar para a realização dos exames, salvo escusa devidamente acatada por este juízo.

CUMPRA-SE com URGÊNCIA.

Cite-se.

Brasília - DF, terça-feira, 22/05/2012 às 19h39.
 Sandra Stel Eu já mandei o meu EMAIL copiei o processo da Zenalia e mandei . Srs conselheiros da Saúde , venho aqui pedir que interceda pela nossa Amiga Zenalia Ramalho que esta necessitando da medicação RITUXIMABE ( MABHERA )

Ela possui um quadro clinico gravissímo de Lúpus Eritematoso sistêmico / nefrite há aproximadamente a 10 anos, que afirma que há risco de evolução para insuficiência Renal terminal e eventualmente óbito, conforme Relatório Médico.

Desde o mês 5 era para ter sido realizado esse procedimento e até agora nada , cade os nossos direitos a SAÚDE!!!!
Peço-lhe a devida ATENÇÃO para que ela possa ter o seu tratamento adequado e a sua MEDICAÇÃO recebida o RITUXIMABE ( MABHERA ) para que essa doença que as vezes é muito grave o Lúpus Eritematoso Sistêmico seja controlado e a sua saúde seja restabelecida .

Agradeço a Atenção e aguardo resposta.

Sandra Stel + uma paciente que tbm tem Lúpus e conhece muito bem as suas complicações.

Zenalia Ramalho Lima dos Santos
Circunscrição :1 - BRASILIA
Processo :2012.01.1.021853-5
Vara : 111 - PRIMEIRA VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
Para quem puder ajudar, entrem em contato com o  Conselho Nacional de Saúde e se puderem mandem tbm EMAILS , para quem sabe assim seja cumprida a LEI e a nossa Saúde seja devidamente tratada e restabelecida.  e que a nossa Amiga tenha essa medicação recebida o RITUXIMABE (MABHERA) o mais breve possível. ♥♥
 Contatos Conselho Nacional de Saúde
Fone: (61) 3315-2150 / 3315-2151 / 3315-3566
Fax: (61) 3315-2414 / 3315-2472
e-mail: cns@saude.gov.br
Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B. Sala 104B.
Brasília-DF, CEP:70.058-900

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Herpes Zoster dias difíceis

Herpes Zoster
Dias Difíceis             
                                                                  Vim aqui hoje relatar como foi dificíl passar esses dias com a Herpes Zoster.
Comecei a sentir os sintomas no dia 04/02/12.
Começou com uma agulhada no meu braço esquerdo, mas não dei muita importância, mas depois começou a doer a minha cravicola, achei que essa dor era devido a ma posição, era uma dorzinha latente, ai fui passear com a minha família na praia, sei que para quem tem Lúpus não pode se expor ao sol, mas quando vou a praia me protejo com tenda ou guarda sol e muito protetor solar , na água eu nem entro. Estavamos todos contentes , minha filha mais velha iria passar uma semana de férias com o seu marido e seu filhinho, e nós só iriamos ficar uns 3 ou 4 dias teríamos que voltar por causa das aulas que já havia começado, mas depois do 2° dia la na praia as dores começaram a aumentar , coloquei um emplastro no local e  consegui dormir bem, mas quando foi no dia 07/02/12 acordei de madrugada as dores nas costas era demais estava ardendo por causa do emplasto , retirei e continuou a doer, tivemos que ir para o pronto socorro da Santa Casa, lá na praia mesmo, quando o médico me atendeu ele falou que seria dor muscular, eu questionei ele para que ele tirasse um RX do local e ele falou que não era necessário, mas relatei a ele que temia porque eu já tinha as osteonecroses no tornozelo , joelho e punho, mas mesmo assim ele não  quiz tirar o RX , falou para eu tomar o Tramal na veia e que era para eu procurar o meu médico em SP.
Quando acabou a medicação  a enfermeira retirou o esparadrapo, no local ficou algumas pintinhas vermelhinha, ela falou que era irritação por causa do esparadrapo.
Fui para casa e lá ainda continuei a sentir as dores, meu marido resolveu que teríamos que voltar para casa em SP .
Para voltar para casa foi aquele sufoco na viagem , não parava de doer, chegando em casa comecei a fazer compressa no locar das dores e no dia seguinte fui ao Hsp SP onde eu me trato, mas lá passei com ortopedista e as bolinhas já tinham aumentado, o médico tbm falou que só era dor muscular falou que as bolinhas só era irritação, tbm mandou tomar Tramal na veia.
 Nossa fiquei muito mal, quando acabou a medicação relatei a ele que estava pior do que eu tinha chegado mas ele falou que era para eu ir para casa e tomar um relaxante muscular.
Fui para casa mas quase não consegui dormir com tantas dores , a minha família se revezava para esquentar compressa para eu colocar no locar.
No dia seguinte fui a outro HSP no Mandaqui e lá tbm passei com ortopedista e só deram Tramal, Carbamazepina e um Anti alérgico, só que lá não havia alguns medicamentos, só tomei o anti alérgico, eles tbm acharam que era dor muscular e alergia :(
Saímos de lá e em seguida fomos a outro HSP o V N Cachoeirinha, e lá eles só deram o tramal.
Voltei para casa  e quase não consegui dormir novamente.
No dia seguinte voltamos ao HSP SP onde eu me trato e novamente mandaram passar com Ortopedista, mas graças a Deus era outro médico e nem cheguei a entrar na sala, quando ele me viu falou para ir diretamente para urgência, lá Deus enviou 2 médicos maravilhosos que na mesma hora já diagnosticaram o Herpes Zoster, e la mesmo na sala deles já começaram a me medicar com (Morfina), as bolhas estavam grandes e eles falaram que sabiam como isso era doloroso, e dali daquela sala já fui direto para sala de isolamento, teria que ficar internada porque o meu caso já tinha se agravado e em casa minha filha mais nova , meu filho de 10 anos e meu netinho de 5 mês eles não tiveram o vírus da catapora e correria o risco de pegar, então eu teria que ficar isolada.
Nossa como é horrivél você se sentir que poderia ter contaminado alguém 😕o próprio enfermeiro que estava me levando para o isolamento veio todo protegido com luvas,  avental e máscara, falou para o meu marido que era para ele se proteger com as luvas mascara etc... ainda falou a ele : Você pensa que é Super Herói ?
Nossa aquilo me doeu muito!!!
Pois já estava me sentindo mal por ter estragado as férias da minha filha e do meu genro e vem aquele enfermeiro falar isso para o meu marido :( mas meu marido nem ligou para o que ele havia falado.
Fiquei internada por 16 dias no começo fiquei a base de Morfina ,Aciclovir na veia , Amitripilina, Carbamazepina, Antipertencivos,etc... todos os dias tirando sangue e eu já estava sem veia, o meu braço direito todo roxo devido as medicações, tentaram colocar medicação até nas veias do pé, mas não conseguirão, falaram de colocar um cateter na veia do meu pescoço, mas eu pedi tanto a Deus que com a graça dele não foi necessário.
As vezes acordava com uma dor Horrivél parecia que ia abrindo ferida por ferida e parecia que tinha derramado alcoól dentro de cada ferida :( tinha que levantar correndo e jogar água fria no meu corpo para aquela situação passar logo.
Num certo dia em uma visita que minha filha e meu marido estavam me fazendo fui pegar na mesinha o meu celular, eu não consegui levantar o braço esquerdo onde estava com o comprometimento do Herpes , ele atacou as minhas costas e o braço.
Nossa fiquei muito triste com essa situação, pois pensei e agora!!! Já tenho comprometimento no meu tornozelo esquerdo, joelho direito e punho direito devido as osteonecrozes causadas pelo uso dos corticóides usado no tratamento do meu LES e agora mais essa ,  não conseguir levantar o braço esquerdo !!!!
Na hora disfarcei, para a minha família  não ficar triste com mais aquela situação.
Logo após o término das visitas chamei a médica e relatei esse problema a ela, e ela fez uma cara de espantada, eu queria muito que ela fizesse uma ressônancia mas sabe como é né parece que eles não acreditam muito na gente, ela demorou para pedir a ressônancia, enquanto isso só mandava fisioterapeuta e só apareciam médicos e mais médicos para me olhar , tirar foto do local afetado e com isso se passaram mais ou menos uns 3 dias e ai eles resolveram fazer o RX e a Ressônancia, ai pronto comprovado que o Zoster havia comprometido o nervo do meu braço.
Nossa quando ela me falou que era um caso raro mas que as vezes acontecia isso, e que eu talvez nunca mais poderia voltar a ter os meus movimentos como antes, nossa eu nem duvidei na mesma hora que ela me falou isso, logo falei a ela : que em nome de Jesus eu iria voltar lá e mostrar a ela que teria os meus movimentos de volta.
Ela sorriu e me falou que esperava mesmo que isso acontecesse, mas que ela não podia me dar esperanças.
Ela me deu alta, as bolhas já havia diminuído e me falou que eu já estava bem melhor.
Chegando em casa não foi bem assim não.
Na primeira noite até que dormi bem, mas depois nossa tudo me incomodava, o vento o cabelo as roupas, até a água na hora do banho, tive que adaptar a novos modelitos rsrsr só podia usar blusas de um braço só porque me incomodava muito as minhas costas e o meu braço, e a minha vista ficava embaçada devido as medicações.
Lá no HSP eu não sentia muito esses efeitos porque estava super medicada e como estava em isolamento eu não podia nem abrir as janelas do quarto e com isso nem sentia vento nenhum, e as roupas la eu também já usava o avental pela metade rsrs.
Mas graças a Deus no  final do mês de maio comecei a sentir os meus movimentos novamente, depois de muita fisioterapia caseira rsrs , pois mesmo havendo  ficado comprometida eu fazia os meus afazeres domésticos, sabia que só assim voltaria a me recuperar. 
A ajuda da minha família foi muito importante para a minha recuperação,  eles sempre presentes e me incentivando.
Tive também muito apoio dos meus Amigos Virtuais do Orkut , do Facebook e Reais rsrs que para mim todos são Reais , pois nesses momentos difíceis e mesmo que distantes essas Amizades me fortaleceu.
Agora já se passaram quase 5 mês, ainda estou com um pouco de sensibilidade no braço, mas graças a Deus, Bem Melhor.
Eu só fico triste em saber que tudo isso poderia ter sido evitado , se os Governantes desse País olhassem mais por nós, tudo seria melhor, pois já temos a vacina contra a ( Catapora )  e se eles liberassem para toda a população  com certeza esse mau do (Herpes Zoster ) poderia ser extinto, pois só quem já teve Catapora terá esse Herpes Zoster porque ele fica escondidinho em nossos nervos só esperando uma oportunidade para se manifestar.
 No nosso caso que já temos o Lúpus e a nossa imunidade as vezes fica meia debilitada, ficamos mais suscetíveis a essa situação pois basta um stress, calor excessivo, e baixa da imunidade e pronto ele poderá aparecer novamente.
Então só de saber que tudo isso poderia ser evitado, acho que valeria muito se os Governantes pensassem um pouquinho nisso , *Vacinar toda a população contra a Catapora*
Com isso eles não teriam tantos gastos com internações, medicamentos, afastamentos, etc...
E muitas pessoas que já passaram por essa situação, assim como eu podendo até ter ficado comprometida pelo resto da vida, não precisassem passar por essa situação desagradável.
E também que os médicos fossem mais atentos pois se tivessem me diagnósticado logo no começo não teria ficado com essa  Hiper sensibilidade e com toda essa situação desagradavél que eu passei.
Mas com tudo dou Graça a Deus por ter me recuperado, e sei que Deus é Fiél e que tudo é pela permissão de DEUS ♥♥

Tudo sobre Herpes - Parte 1

 

Permissão de Deus

 
O tempo não, passa em vão
Cada minuto tem a sua explicação
No meu e no seu viver
Só vai acontecer
Somente aquilo que Deus preparou e nada mais
Nada além mais (bis)
Vai acontecer no seu viver além do que Deus preparou pra você (2x)
Esqueça os porquês, também os talvez
Só saiba tudo que aconteceu, foi permissão de Deus
Cada lágrima permissão de Deus;
Cada sorriso permissão de Deus;
Cada perda é permissão de Deus;
Cada conquista permissão de Deus;
Cada luta permissão de Deus;
Cada vitória permissão de Deus;
Cada morte é permissão de Deus;
Cada vida é permissão de Deus.
Tudo é pela permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus
Ele é dono de tudo
Passado, presente, futuro
E tudo que acontecerá
Será pela permissão de Deus
Nada além mais (bis)
Vai acontecer no seu viver além do que Deus preparou pra você (2x)
Esqueça os porquês, também os talvez
Só saiba tudo que aconteceu, foi permissão de Deus

Tudo é pela permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus..
é pela permissão de Deus (permissão de Deus, permissão de Deus, permissão de Deus)
é pela permissão de Deus..


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus

21/06/2012
CIÊNCIAS MÉDICAS
Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus

Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área
Paulo Castro/UnB Ciência

Luciana Barreto
da Secretaria da Comunicação
Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que sofrem do mal.
O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular, comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa, geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil.
Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De 240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há sete anos.
Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e a qualidade de vida.
QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em comparação à população saudável”.  Segundo observa, “o sintoma da fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo crônicos”.
De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico reumatologista do HUB, recentemente aposentado.
Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como procedimento regular.
Saiba mais:Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no Ambulatório I.
21/06/2012 CIÊNCIAS MÉDICAS Estudo comprova que treino muscular alivia sintomas do lúpus Pacientes do Hospital Universitário de Brasílita se engajam como voluntários em estudo inédito na área Paulo Castro/UnB Ciência Luciana Barreto da Secretaria da Comunicação Atividade física e fortalecimento muscular são alternativas eficazes no alívio da fadiga, um dos sintomas gerados pelo lúpus, doença que ataca o sistema imunológico e acomete 2% da população brasileira. Essa é a conclusão do professor de Educação Física, Sandor Balsamo, em estudo desenvolvimento pelo programa de pós-graduação em Ciências Médicas. Após testes com 10% das pacientes que tratam a doença no Hospital Universitário de Brasília, o pesquisador comprovou a necessidade desse tipo de prática como um procedimento terapêutico importante a ser conjugado ao tratamento tradicional das pacientes que sofrem do mal. O pesquisador investigou as mulheres porque são elas as vítimas mais comuns da doença. Caracterizada por sintomas como fraqueza muscular, comprometimento motor e fadiga, a doença autoimune conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES) acomete principalmente mulheres em idade fértil. “A ênfase tradicional é a farmacológica, medicamentosa, geralmente a base de corticorteróides, medicamentos que apresentam grandes efeitos colaterais, como a própria redução das aptidões físicas”, adverte o pesquisador. O mal compromete seriamente o funcionamento de diversos órgãos e traz inegáveis prejuízos à qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas no Brasil. Por dois anos consecutivos, Sandor frequentou sistematicamente o ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário de Brasília para realizar uma triagem de pacientes que se enquadrassem nos critérios ideais para sua pesquisa: mulheres clinicamente estáveis, ou seja com a doença farmacologicamente controlada, com idade entre 18 e 45 anos. De 240 pessoas observadas e entrevistadas, chegou a 25 pacientes, as quais foram submetidas a exercícios específicos de treinamento de força, em cadeira extensora/flexora. Igual número de pessoas do sexo feminino, em faixa etária similar, foi também avaliado, no mesmo período, embora com carga 25% mais pesada. As sessões ocorreram no centro de musculação da Faculdade Unieuro, onde Sandor é professor há sete anos. Seu objetivo foi demonstrar como a fadiga persiste como um sintoma que prejudica o dia a dia dessas pacientes, sendo necessário um condicionamento continuado para contornar um mal que compromete o ânimo e a qualidade de vida. QUALIDADE DE VIDA - Sandor avalia que “embora seja necessário o uso de corticóides para controlar a doença, os quais são responsáveis, inclusive, pelo aumento da sobrevida dos pacientes lúpicos, essa utilização medicamentosa traz graves efeitos adversos ao sistema cardiovascular, como aterosclerose e elevação do risco de infarto agudo do miocárdio em até sete vezes, em comparação à população saudável”. Segundo observa, “o sintoma da fadiga está associado à redução da aptidão física (força muscular e capacidade cardiovascular), o que, consequentemente, repercute na realização das atividades de vida diária, gerando cansaço e desânimo crônicos”. De acordo com o orientador da pesquisa, o professor Leopoldo Luiz dos Santos Neto, “além de agregar ao tratamento o fator da qualidade de vida, associando atividade física a saúde, o trabalho de Sandor tem o grande mérito de ter sido realizado em um hospital universitário, uma instância do Sistema Único de Saúde que tem em sua estrutura um centro de referência em atenção a pacientes com lúpus”. O Hospital Universitário atende pessoas com esse diagnóstico desde 1974 em um trabalho conduzido por Francisco Aires Corrêa Lima, médico reumatologista do HUB, recentemente aposentado. Para Sandor, “em uma situação de tratamento regular, essas pessoas podem dispor da prerrogativa de sonhar, ter projetos, produzir, viver com mais qualidade, desde que minimizando os efeitos adversos dos medicamentos, o que é possível a partir de uma atividade física monitorada”. O professor de educação física avalia ainda a importância de que o sistema público de saúde incorpore essa prática como procedimento regular. Saiba mais: Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença rara, na proporção de nove mulheres para cada homem. No Brasil, a incidência é de 8,7 novos casos por 100 mil habitantes por ano. O HUB conta com ambulatório para acolhimento de pacientes com diagnóstico de lúpus. O atendimento é realizado no serviço de Reumatologia, no Ambulatório I.

http://www.unbciencia.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=477:pesquisador-defende-treinamento-muscular-para-aliviar-dor-e-fadiga-em-pacientes-com-lupus&catid=77:ciencia-medica