terça-feira, 21 de maio de 2013

Estudo aponta alternativa para o tratamento de doenças auto-imunes (lupus, esclerose múltipla, diabetes do tipo 1, tireoidite e artritereumatóite, entre outras)

 



UFRJ pesquisa planta que inibe a produção de anticorpos

O estudo aponta alternativa para o tratamento de doenças auto-imunes
 

Por Isabella Guerreiro*

Sabe aquele chá que a sua avó faz para curar algum mal-estar? Ele pode funcionar.Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba estudam a planta C issampelos sympodialis

Eich (Menispermaceae), conhecida como Milona,  encontrada no nordeste e no sudeste doBrasil, cujo chá é muito usado na medicina popular para o tratamento de doenças inflamatórias (bronquite e asma) e alergias. 
As pesquisas realizadas pelo Laboratório deTecnologia Farmacêutica (LTF) da UFPB comprovaram que a Milona regula a resposta imunee tem ação antiinflamatória. 
O LTF já produziu dois medicamentos a partir da planta para combater a asma, e insulina, para diabetes, que estão em fase de teste clínico. 
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também realiza pesquisas com oextrato da folha de C. sympodialis, enviado pela Universidade da Paraíba. O objetivo do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto de
Microbiologia Professor Paulo de Goés(IMPPG) da UFRJ é verificar se a warifteína (substância predominante na composição doextrato) é o composto responsável pela ação curativa da planta. Lígia Maria Torres Peçanha, doutora em imunologia e professora do departamento de imunologia do IMPPG da UFRJ há 10 anos, e a estudante de Microbiologia e Imunologia da UFRJ Juliana Dutra Barbosa da Rocha pesquisam o efeito do alcalóide warifteína, isolado do extrato da folha de

C. sympodialis, sobre oslinfócitos B, células de defesa do corpo humano,desde 2003
Os estudos já realizados provaram que awarifteína inibe as funções das células B, modulando a resposta do sistema  de defesa do organismo humano, e  pode  ser  utilizada  para  o t ratamento   de doenças auto-imunes, como lupus, esclerose múltipla, diabetes do tipo 1, tireoidite e artritereumatóite, entre outras

(ver quadro)

.A pesquisa constatou que a warifteína inibe a proliferação dos linfócitos B e a secreção de anticorpos (substância que defende o corpo contra microorganismos agressores). Por isso,o uso do alcalóide pode ajudar a controlar a produção exacerbada de anticorpos em portadores  de determinadas   doenças   auto-imunes.  
Estas doenças usam os anticorpos do organismo contra   suas próprias células, destruindo partes do corpo, o que pode levar à morte. 
Não se sabe como estas moléstias se desenvolvem e nem como curá-las.
O tratamento é feito com medicamentos chamados corticóides. É uma terapia cara e que provoca efeitos colaterais.



LINFÓCITOS

São células de defesa. Suas funções são: identificar os microorganismos que entram no corpo humano, reconhecer se este é perigoso ao organismo, definir se o micróbio deve ou não ser eliminadoe memorizar suas características para o caso de reincidência da infecção.

 

Há dois tipos de linfócitos: linfócitos T e linfócitos B. Os primeiros comandam a resposta dosistema imunitário e ativam as células B. Os linfócitos, além de circularem no sangue, estacionam-seem alguns órgãos, como os gânglios linfáticos, as amídalas, o baço e o intestino.

Linfócitos   B   

* 5 a 15% dos linfócitos circulantes;    

função: produzir anticorpos (proteínas denominadas imunoglobulinas) contraum determinado agressor;
quando em repouso, os linfócitos B não produzem anticorpos, só o fazem  quando estão ativado

 Plasmócito é a denominação da célula B quando ativa. A tarefa dos plasmócitos na resposta imuneé secretar anticorpos específicos para cada antígeno (microorganismo estranho ao corpo).


A estudante Daniele da Silva Marins, 23 anos, descobriu que tinha lupus há três anos.Ela se trata com corticosteróide e inalantes que provocam aumento   de   peso   e   queda   de    cabelo. O custo mensal dos medicamentos é alto: 150 Reais.

Métodos de Pesquisa

O laboratório de imunoparasitologiada UFRJ fez experimentos

in vitro (comsubstâncias e células isoladas em laboratório) e invivo
(comcamundongos). Foram utilizados dois métodos para a experimentação

in vitro
1) noprimeirométodoforamisolados linfócitos B decamundongos, separando ascélulas que já tiveram contatocom o antígeno das que nãotiveram. Os linfócitos usadossão aqueles que ainda nãotiveram contato com antígenos.
In vitro

a proliferação dascélulas B é induzida por LPS(lipopolisacarídeos que estão presentes em bactérias), isto é, éuma simulação de doença bacteriana. Nesta cultura,observou-se que, em presençado composto warifteína, a proliferação dos linfócitos B erainibida.

2) o segundo método utilizado foio ensaio imunoenzimático(ELISA - Enzime LinkedImmunosorbent Assays), muitoutilizado para diagnosticar ainfecção pelo vírus da AIDS(HIV). Este teste permitequantificar a inibição deanticorpos pela warifteína, poisa interação de células na culturalibera uma coloração. Em presença do alcalóide, aalteração de cor é pequena, oque indica que a produção deanticorpos foi impedida.A experiência

in vivo,

realizada comcamundongos, tinha como objetivoverificar se a droga produz resultado emseres vivos e em qual momento daativação dos linfócitos B a warifteínateria efeito. Foi constatado que a ação

O que são doenças auto-imunes?


São doenças que identificam algumas células do próprio organismo como antígenos e induzem as células dosistema imunológico (linfócitos, monócitos, neutrófilos emacrófagos) a atacá-las. É como se o corpo humano setornasse “alérgico” a ele mesmo.


inibitória da substância ocorre mesmo quando a droga é adicionada em etapas mais tardias do processo de resposta imune da célula.Experimentos também comprovaram que a warifteína realmente inibe os linfócitos B e não os induz à morte, o que torna a droga viável para o tratamento de doenças auto-imunes em seres humanos.
Além disso, a ação inibitória persistiu por até 48 horas.
 

Dificuldades da Pesquisa
 

Algumas das dificuldades enfrentadas na pesquisa, de acordo com a Drª Lígia MariaPeçanha, foi a formação de colaborações, pois não é possível realizar todas as etapas sozinha.Por exemplo, é preciso ajuda de outras pessoas para a produção da planta e para a purificação da droga. Além disso, existem as dificuldades financeiras que a maioria das pesquisas brasileiras atravessam devido ao financiamento de órgãos burocráticos como CNPq e FAPERJ.
 

Perspectivas
A partir dos resultados, surgem novas linhas de estudo. O próximo passo é descobrir deque maneira a warifteína inibe a proliferação dos linfócitos B e se a substância atua em outras células do sistema imunológico. A UFRJ já iniciou pesquisa que estudará a ação do alcalóide sobre os neutrófilos (espécie de “infantaria” da defesa do organismo: são estas células as primeiras a chegarem no local da infecção) e verificará se a warifteína impede a ida destas células para a área infeccionada.Sobre a utilização da warifteína em remédios, a Drª Lígia Maria Peçanha explica que é possível o uso da substância em fármacos para o tratamento de doenças de caráter auto-imune. com exarcebada produção de anticorpos, porém é necessária a realização de mais pesquisas que confirmem a ação da droga e uma série de testes clínicos para comprovar sua eficácia.Daniele Marins, portadora de lupus, afirma que: — Sinceramente acredito que a cura para doenças auto-imunes ainda está longe, visto queaté mesmo o tratamento é feito de maneira individualizada. Mas, vejo a pesquisa da UFRJ como uma alternativa que está por surgir.A
Cissampelos sympodialis não é patenteada, porém como já foram publicados artigossobre a planta, ela já se tornou de domínio público.O Brasil tem a maior Bio diversidade do mundo (55 mil espécies de plantas catalogadas e uma estimativa de 350 mil a 550 mil espécies não catalogadas). Pesquisas como as realizadas pela a Universidade da Paraíba e pela UFRJ são importantes porque permitem que sejam desenvolvidos fármacos que reduzama dependência do país a remédios importados. O estudo sobre os produtos naturais nacionais e seus derivados também contribui para a permanência da patente do que ainda não foi descoberto em solo brasileiro.O mercado mundial de medicamentos originados de plantas movimenta anualmente cerca de 60 bilhões de dólares


Principais doenças auto-imunes:

Esclerose Múltipla:

afeta adultos jovens. A doença resultado ataque dos linfócitos T e anticorpos contra células do sistema nervoso. Provoca a diminuição da visão, problemas na coordenação motora e alterações na percepção sensorial. No Brasil, há um caso da doença paracada 10 mil pessoas, sendo mais comum entre as mulheres.

Diabetes mellitus insulino–dependente(DMID):


é conhecida por diabete juvenil ou do tipo 1. Nesta doença,os anticorpos destroem as células beta do pâncreas que secretam insulina. Atualmente, os pacientes com DMID são tratados com doses diárias de insulina, e apesar desta reposição hormonal permitir sua sobrevida, há possibilidade da ocorrência de doenças degenerativas dos rins, vasos e retina.

Doença de Grave e Tireoidite:
ambas são doenças auto-imune da tireóide. Na doença de Grave, o sistema imunológico induz a produção do hormônio estimulador da glândula, causando hipertireoidismo. Já na Tireoidite (ouTireóide de Hashimoto), os anticorpos atacam uma ou mais proteínas comuns das células tireóides. A destruição resultante da glândula causa o hipotiroidismo.

Artrite Reumatóite:
afeta cerca de 1% da população mundial e é caracterizada pela progressiva destruição das articulações pelas constantes inflamações provocadas pelas células imunológicas que se infiltram nas juntas.
 

Lupus Eritematoso Sistêmico(LES):
o nome é devido às erupções avermelhadas que aparecem na face durante afase final da doença. Diferentemente de outras moléstias auto-imunes, o LES atua em vários órgãos e sistemas distribuídos pelo corpo, incluindo o sistema nervoso central, rins e coração. Nestes pacientes, os anticorpos sedirigem contra componentes protéicos dos núcleos das células, e, mais freqüentemente, a dupla hélice do DNA.

Hepatite auto-imune:

é uma doença em que as células do fígado são reconhecidas como estranhas ao organismo e destruídas pelo sistema imunológico.



 *Estudante de Jornalismo da UFRJ ( Isabellamg@ig.com.br )
Fonte Ministério da Saúde
http://pt.scribd.com/doc/2976520/UFRJ-pesquisa-planta-que-inibe-a-producao-de-anticorpos 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Garce ( Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará ) Convida você para a Palesta - Lúpus -Como Lidar com ELE.


CONVITE
 VOCÊ, FAMILIARES, AMIGOS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE, ESTUDANTES E INTERESSADOS ESTÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR DA
PALESTRA

DATA:   18 DE MAIO DE 2013     

TEMA:  LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO - COMO LIDAR COM ELE.

LOCAL: ESCOLA DE SAÚDE PUBLICA      Av. ANTONIO JUSTA,       3161 MEIRELES 

HORÁRIO: 14:30h

PALESTRANTE: DR. WALBER PINTO VIEIRA - CHEFE DO SERVIÇO DE REUMATOLOGIA DO HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA - PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA    

ENTRADA GRATUITA. Queremos ter o prazer de reencontrá-los e receber novos amigos.

VOCÊ QUE É PORTADOR DE LUPUS OU ALGUM TIPO DE REUMATISMO OU CONHECE ALGUÉM QUE SEJA, NÃO PERCA ESTA PALESTRA. ENTRADA GRATUITA.
ASSOCIE-SE AO GARCE NO DIA DA PALESTRA ACIMA CITADA.

Atenção: ônibus de acesso: Desce em frente à Escola de Saúde Pública: Antonio Bezerra-Náutico / Parangaba-Náutico / Conjunto Ceará-Aldeota.
Desce em frente ao Pão de Açucar do Náutico: Siqueira-Mucuripe-Barão de Studart /  Serviluz / Varjota / Castelo Encantado / Meireles / Antonio Bezerra-Mucuripe / Praia do Futuro-Caça e Pesca. 
INFORMAÇÕES: 3241.2428

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Recebi o diagnóstico de Lúpus e agora o que fazer ???

Vivendo com Lúpus
Você foi recentemente diagnosticado com uma doença conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES). Provavelmente foi tido tempo para chegar a esse diagnóstico.

Agora que você sabe, você pode sentir-se aliviada, mas também sobrecarregado.
Você provavelmente tem um monte de perguntas sobre o lúpus.
Você pode ter uma leve ou uma forma mais grave, mas não importa quão grave é o lupus você vai precisar de supervisão médica.

Você também pode precisar fazer mudanças de estilo de vida para manter sua doença sob controle e se sentir tão bem quanto possível.

No início, você pode sentir alguma dessas emoções:
  • raiva ou depressão sobre a mudança em sua saúde
  • incerteza sobre o que dizer a família, amigos ou colegas de trabalho
  • culpa por ter lúpus e para o encargo que pode causar sua família
  • medo de que você pode perder o emprego se você não pode mais trabalhar regularmente
  • medo de que você pode morrer.
Estes são todos os sentimentos normais, e você não está sozinho em tê-los. Você deve dar a si mesmo tempo para ajustar a sua doença. Isso pode ou não ser fácil para você. Discuta seus sentimentos e preocupações com o seu médico e enfermeiro e com a sua família e amigos. Às vezes, conversando com outras pessoas que têm lupus é útil.
Se você está tendo dificuldade em ajustar ao seu diagnóstico, considerar que procurar a ajuda de um conselheiro.


Cuidar de si mesmo

  • Aprender o máximo possível sobre o lúpus.
  • Entenda que você vai experimentar uma variedade de emoções, especialmente quando você é diagnosticado em primeiro lugar e como você ajustar ao fato de que você tem lúpus.
  • Adote uma atitude positiva.
  • Avaliar os seus pontos fortes e recursos, tais como família, amigos, colegas de trabalho, e os laços comunitários.
  • Determine quais são suas necessidades, em seguida, fazer um plano para resolvê-los.
  • Não tenha medo de estabelecer metas para si mesmo, mas ser flexível.
  • Aprenda a gerenciar os aspectos físicos de sua doença e os efeitos que têm sobre outras áreas de sua vida.
  • Aprender a lidar com situações de estresse, pois o estresse ea ansiedade podem tornar seus sintomas do lúpus pior.
  • Aprenda a conversar com sua equipe de saúde, família, amigos e colegas de trabalho sobre lúpus e do efeito que tem sobre a sua vida.
  • Não tenha medo de procurar ajuda para si ou para sua família.
  • Lembre-se de que viver bem com lúpus é possível.
  •  É importante que você tome o controle de sua doença e não permitir que ela assuma o controle de você
  • Adotar uma atitude positiva e se esforçando para ser feliz pode fazer uma grande diferença na qualidade de sua vida e de sua família e amigos.
Muitos problemas físicos e emocionais confrontar as pessoas com lúpus, tanto no início e durante todo o curso de sua doença. Os problemas mais comuns incluem o seguinte.
Fadiga: A fadiga é um problema crônico que é geralmente acompanhada por dor e rigidez nas articulações. Ela pode afetar muitos aspectos da sua vida diária.  

Mudanças na aparência pessoal: Você pode experimentar mudanças em sua aparência pessoal. Lúpus discóide (uma forma de lupus) pode causar feridas, manchas ou cicatrizes no rosto, braços, ombros, pescoço ou costas. Os medicamentos para lúpus também pode às vezes mudar a sua aparência. Por exemplo, os corticosteróides podem provocar aumento de peso, o crescimento excessivo do cabelo, ou inchaço. Alguns medicamentos podem causar perda de cabelo. Estas mudanças na maneira como você olha pode ser emocionalmente difícil de lidar.

Mudanças na capacidade física: muitas pessoas com lúpus sentem isolados porque a sua fadiga e precisa descansar mantê-los de manter o trabalho normal e horários sociais. Você pode se sentir frustrado se você não pode participar de atividades ao ar livre com a família ou amigos por causa da sensibilidade ao sol. Haverá momentos em que você pode sentir que é mais fácil ficar em casa do que fazer planos e depois cancelá-las, porque você está muito cansado ou não se sentir bem.

Os efeitos psicológicos de corticosteróides: os corticosteróides são usados ​​para tratar muitos dos sintomas do lúpus que resultam da inflamação. Seu uso pode causar ansiedade, alterações de humor, esquecimento, depressão, alterações de personalidade, e outros problemas psicológicos. Você precisa saber sobre os possíveis efeitos colaterais dessas drogas, enquanto você está levando. Também é importante que sua família e amigos compreender os efeitos dessas drogas para que eles possam ser favorável se você deve sentir quaisquer efeitos secundários.

Depressão: Você pode sentir-se triste ou deprimido, por vezes, em sua luta para controlar o lúpus ou por causa dos medicamentos que toma. Uma boa comunicação com seu médico e equipe de saúde, bem como com a sua família e amigos, é importante para ajudar a lidar com esses sentimentos.
A preocupação com o futuro: Porque o futuro ea evolução da sua doença são desconhecidos, o planejamento para o trabalho, a família ea vida em geral, pode ser difícil às vezes.

Preocupações com a família: Como você, sua família pode ser dominado sobre o seu diagnóstico e podem ter dificuldade em compreender e adaptar-se a sua doença. Eles podem sentir-se confuso, desamparado, e com medo. Por causa de suas limitações físicas, os papéis tradicionais e responsabilidades dentro da família pode precisar de mudar. É importante que todos falam abertamente e honestamente com os outros.
Também é importante que os membros da sua família aprender sobre sua doença para que eles possam entender melhor sua condição física e emocional e as mudanças na sua família que podem resultar.
Lúpus: Um Guia de Cuidados do Paciente para enfermeiros e outros profissionais de saúde
3 ª edição 
Paciente Ficha de Informação n º 1, Vivendo com Lúpus

http://jmarcosrs.wordpress.com/2013/05/03/guia-sobre-lupus-vivendo-com-lupus/

#10deMaioDiaInternacionaldeConcientizaçãoe OriebtaçãoSobreLúpus
#LúpusTemQueTerAtenção
#LúpusTemQueTerTratamentoAdequado
#Compartilhando
#LúpusLesLes

terça-feira, 7 de maio de 2013

Alagoas 24 hs ( (GAPLúpus) realiza, na sexta-feira (10), evento de conscientização sobre o Dia Mundial do Lúpus, celebrado no dia 10 de maio.)

Dia Mundial do Lúpus é celebrado com atividades educativas

Saúde 20h00, 06 de Maio de 2013
Ascom/Sesau/Arquivo
Ações de saúde marcarão Dia Mundial do Lúpus(GAPLúpus)

O Grupo de Apoio às Pessoas com Lúpus (GAPLúpus) realiza, na sexta-feira (10), evento de conscientização sobre o Dia Mundial do Lúpus, celebrado no dia 10 de maio. Em menção à data, uma série de atividades educativas acontece, às 19h, no auditório da Sociedade de Medicina, no Centro, com o objetivo de esclarecer as pessoas com lúpus e, principalmente, as famílias sobre essa doença rara. O evento contará com a palestra do reumatologista Georges Basile Christopoulos, que irá falar sobre a doença e a forma de tratamento.
De acordo com a representante do GAPLúpus, Fátima Rosendo, a informação é a principal fonte para buscar o tratamento. “Primeiramente, é preciso informar às pessoas que o lúpus não é contagioso e não tem cura, mas também é importante que essas pessoas fiquem atentas aos sintomas e busquem o tratamento”, falou.
O reumatologista Antônio de Pádua explicou que o Lúpus é uma doença autoimune rara, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Segundo ele, no Lúpus, a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo, como a pele, e essas múltiplas formas de manifestação podem confundir o diagnóstico.
Diagnóstico, tratamento e orientações - O diagnóstico é feito através de um conjunto de sinais clínicos, exame físico e alterações de exames laboratoriais, mediante sintomas como cansaço, desânimo, febre, dor, artrite, manchas na pele, queda de cabelo e arroxeamento ou palidez dos dedos das mãos e pés em dias muito frios. Embora ainda não exista cura, a doença pode ser controlada por meio de acompanhamento adequado junto a um reumatologista.
O paciente com Lúpus deve se proteger da radiação solar, procurar engravidar com parcimônia e sob grande supervisão, tomar cuidado com a administração de pílulas anticoncepcionais, pois o aumento nos níveis de estrógeno pode desencadear novo surto da doença.
Também é importante tomar cuidado para não contrair infecções, evitar agrupamentos de pessoas e o contato com portadores de doenças infecciosas, que possam ser transmitidas. Além disso, é preciso estar atento ao psiquismo do paciente, visto que, às vezes, a primeira manifestação é um surto psicótico ou de ansiedade.
Fonte: Ascom Sesau

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atenção às Pessoas com Espondilite Anquilosante, Lúpus e Fibromialgia. (Convido a todos para participarem do evento que será realizado no próximo dia 10 de maio)

Convido a todos para participarem do evento que será realizado no próximo dia 10 de maio, em Atenção às Pessoas com Espondilite Anquilosante, Lúpus e Fibromialgia  Eduardo Tenório

Todos em uma só causa !!! * Campanha do Dia 10 de Maio Dia Internacional e de Atenção ao Lúpus* com o grupo Lima Comunicação * Artistas *Clube de Futebol Vitória e a Associação Bahiana LOBA .












 A Associação Bahiana de Lúpus pretende mobilizar uma grande concentração de portadores da doença, familiares e amigos, para comemorar em 10 de maio o “Dia Internacional do Lúpus”. Diversas ações estão previstas para divulgar a concentração e o Vitória deu o pontapé inicial neste domingo, por ocasião do jogo contra o Juazeiro, com os jogadores entrando em campo com uma faixa de apoio à campanha.
“O slogan ‘Vitória contra o Lúpus’ resume o nosso objetivo geral e se encaixa perfeitamente com o papel social do Vitória. Não conheço nenhum clube de futebol que divulgue a doença. Assim, depois do sucesso que vocês tiveram com a campanha de doação de sangue em 2012, eu fiquei pensando que o Vitória poderia nos ajudar”,  agradece o médico Mittermayer Santiago, coordenador do Ambulatório de Lúpus e professor adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
A concentração no dia 10 de maio está programada às 9 horas em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde, no Centro Administrativo da Bahia.

O que é
O lúpus é uma doença que acomete principalmente mulheres jovens no período mais produtivo da vida. Tem como base a produção de anticorpos contra várias partes do organismo e dessa forma as manifestações clínicas são muito variadas, o que às vezes dificulta o seu diagnóstico.
Pesquisas realizadas em outros países têm demonstrado que a freqüência da doença é de cerca de 50 casos por 100 mil habitantes. Cerca de 5 milhões de pessoas sofrem de lúpus no mundo. Tais pesquisas têm também revelado que a doença é mais comum e mais grave em pessoas da raça negra e que piora com a exposição ao sol.
“Curiosamente, até o momento, não se sabe o número de casos dessa enfermidade na Bahia, Estado com o maior número de indivíduos da raça negra do país e onde o sol brilha durante todo o ano.  O ambulatório de Lúpus da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) que é o centro de referência para o tratamento da doença no nosso Estado para pacientes do SUS, tem cerca de 500 pacientes em acompanhamento, mas esse número corresponde apenas a uma parcela do total de casos da Bahia. Tomando-se como base as estatísticas de outros países, pode-se calcular que só em Salvador deve existir mais de 1.200 casos da doença”, revela  Mittermayer Santiago.
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Sintomas
Os sintomas do lúpus são muito variados e os pacientes referem freqüentemente dor e inchação em articulações, manchas no rosto que são sensíveis à exposição solar conhecidas como “asa de borboleta”, queda intensa de cabelos, febre e perda de peso, inflamação de pleura (membrana que recobre o pulmão), queda de glóbulos brancos no sangue (leucopenia) e inchação em todo o corpo devido a alterações renais. É importante salientar que o lúpus pode ser uma doença limitada à pele, sem envolver órgãos internos, mas recomenda-se que mesmo nesses casos o paciente deva fazer uma avaliação com um reumatologista, médico que trata desse problema, pois muitas características da doença podem ser detectadas apenas com exames laboratoriais.
É também muito importante lembrar que a despeito de envolver a pele, o lúpus não “pega” ou “passa” para pessoas próximas. Do mesmo modo, a doença não é hereditária, ou seja, não passa de pai para filho, embora seja possível encontrar mais de uma pessoa com o problema na mesma família.
Muitos artistas têm ajudado a divulgar a doença  http://www.ecvitoria.com.br/noticias/2441-vitoria-contra-o-lupus 






  Lima Comunicação (O ator e diretor teatral Harildo Deda participou das gravações da Campanha Vitória contra a Lúpus. Entre também nessa campanha contra a doença.)


Vários artistas já vestiram a camisa da Campanha Vitória contra a Lúpus. Veja a nota na Coluna de Telma Avarenga.  (Jornal Correio da Bahia - 02/05/13)

Colunistas

 

TELMA ALVARENGA

Coluna Vip

Famosos contra o lúpus
Artistas, como Mariene de Castro, Luís Miranda, Fernando Guerreiro e Harildo Déda, vestiram a camisa da campanha Vitória Contra o Lúpus. As gravações, para um comercial de TV, foram nos estúdios da TêmDendê Produções, na Pituba. Astrid Fontenelle, que é portadora da doença, também é voluntária do projeto. Ela gravou em casa, em São Paulo. A mobilização, coordenada pela Associação Baiana de Lúpus, é para reinvidicar um centro público para o tratamento do mal, em Salvador. Em 10 de maio, Dia Mundial do Lúpus, haverá um protesto em frente à secretaria estadual de Saúde. Em tempo: o lúpus é uma doença crônica, não tem cura, mas pode ser controlada por medicamentos.
http://www.correio24horas.com.br/colunistas/detalhes/artigo/coluna-vip-exposicao-gil-70-chega-a-salvador-em-agosto/

terça-feira, 30 de abril de 2013

Atenção para o Lúpus !!!


Notícias / Ciência & Saúde

27/04/2013 - 15:08

Jornada Centro-Oeste de Reumatologia: Lúpus não é doença rara e atinge em grande parte mulheres em idade fértil

Da Assessoria
Novas diretrizes de tratamento do Lúpus foi um dos destaques da 19ª edição da Jornada Centro-Oeste de Reumatologia, que acontece entre os dias 25 e 27 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e chefe do Serviço de Reumatologia da Faculdade de Medicina/Hospital das Clínicas da UFG, Nilzio Antônio da Silva chama atenção para o lúpus, que apesar de desconhecido por boa parte da sociedade brasileira, não é uma doença rara, e precisa ser mais divulgada para que indivíduos com manifestações da doença possam procurar ajuda precocemente. “A cada mil pessoas uma tem a doença, e as mulheres são mais atingidas, em torno de 90%, em geral em fase fértil, pois há uma relação do estrogênio com o desenvolvimento da doença”, completou o médico.

Segundo o reumatologista atualmente os médicos tem mais flexibilidade para o diagnóstico e novos recursos de tratamento para esse mal que afeta tantos brasileiros. “O tratamento clássico do lúpus envolve doses variáveis de cortisona e de ciclofosfamida [uma medicação imunossupressora]. E em 2014 uma nova droga deve chegar ao país e se juntar ao tratamento tradicional, o agente biológico adalimumab. Novidades como essa é o que faz encontros como esse tão importante, é uma oportunidade de médicos se atualizarem e se organizar para valorizar os recursos e melhor atender o paciente”, afirmou.

O que é a doença

Conforme explica o reumatologista Nilzio da Silva, o lúpus é uma doença autoimune crônica que pode danificar qualquer parte do corpo (pele, articulações e/ou órgãos). No lúpus algo vai errado com o sistema imunológico, o qual luta contra vírus, bactérias e outros germes. "O lúpus por ser uma doença crônica, não tem cura, e o tratamento visa o controle de sintomas. O tratamento é feito com antimaláricos, corticóide. Autoimune significa que o sistema imunológico não consegue diferenciar os organismos invasores e os tecidos saudáveis do corpo. No lúpus o sistema imunológico cria autoanticorpos que atacam e destroem tecidos saudáveis”, explicou. Normalmente o sistema imunológico produz proteínas chamadas anticorpos que protegem o corpo desses invasores. Esses autoanticorpos causam inflamação, dor e danos a várias partes do corpo. Quando as pessoas falam de lúpus, geralmente, se referem a lúpus eritematoso. Esse é o tipo de lúpus mais comum.

Sintomas

Segundo o médico os primeiros sintomas podem ser: cansaço, mal estar, falta de disposição, dor articular, alguns pacientes tem lesões de pele. "Cada caso é diferente, existem pacientes que são atendidos pelo grupo, que são portadores do lúpus comum”, disse.

Como se adquire a doença


O lúpus não é uma doença contagiosa, por isso não se deve ter a preocupação em evitar qualquer tipo de contato íntimo com a pessoa doente. "No entanto, essa doença possui um leve componente de hereditariedade, ou seja, parentes de primeiro grau de pacientes com lúpus têm chances um pouco maior de desenvolvê-la", comentou Nilzio.

Lúpus em Cuiabá

Segundo o reumatologista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Sergio Guedes Barbosa, o lúpus é uma doença ainda cheia de mitos e estigmas assim como a hanseníase era há 20 anos. “As pessoas ainda conhecem muito pouco sobre a doença e sentem vergonha, ela é vista como misteriosa. Temos um desafio de ajudar a divulgar e desmistificar o lúpus e mostrar que é uma doença que tem tratamento e o paciente tem a perspectiva de uma vida longa e de qualidade”, pontuou.

Guedes conta que há 8 anos existe a Associação dos Portadores de Doenças Reumáticas Autoimune (APDRA) que dá suporte aos pacientes e familiares. “Estimamos que em torno de 600 pessoas sejam portadores do lúpus em Cuiabá, dessas 450 estão em tratamento no ambulatório de reumatologia do Hospital Julio Muller. Utilizamos uma equipe multiprofissional que foca não só na doença, mas também na saúde do paciente, para que ele tenha uma vida normal”.

Jornada

A Jornada Centro-Oeste de Reumatologia reuniu na capital mato-grossense os principais nomes da reumatologia brasileira, que discutiram nos três dias temas como artrite reumatoide, osteoporose, osteoartrose e diagnóstico por imagem em reumatologia.

Para o presidente da XIX Jornada Centro-Oeste de Reumatologia (JCO2013), Vander Fernandes, a Jornada teve um papel importante de trazer novidades de tratamento, discussões sobre as doenças reumáticas. “Mais do que trazer novidades de tratamento foi uma oportunidade para todos trocarem experiências com reumatologistas de todos os pontos do Brasil, visando melhorar o atendimento dos pacientes com artrite reumatoide”, disse.

Os alunos de medicina do 7ª semestre da UFMT, Jõao Lucas Carneiro, Bruno Freitas, Julio César e a aluna do 5ª semestre Letícia Clemente participaram da jornada a convite do professor e acharam os temas interessantes e atuais. “Eu gostei bastante dessa área, não conhecia muito e essa foi uma oportunidade para ter contato com a reumatologia, depois de hoje penso até em fazer residência em reumatologia”, afirmou Bruno.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bahia 9º Caminhada da LOBA . Dia11 de Maio Em comemoração ao Dia 10 de Maio Dia Internacional do Lúpus em (2013)

Jacira Conceição

LOBA Lúpicos Organizados da Bahia
Caminhada do
Dia Internacional do Lúpus (10 de Maio)
9º Caminhada da LOBA
Sábado DIA 11 DE Maio (2013)
horario de saida as 8:00 hs
Saida do Campo Grande, até a Praça da Piedade.  
 
Estaremos realizando a divulgação do Lúpus, reivindicando melhorias e atenção no tratamento, políticas públicas e capacitação de médicos especializados na doença em todos os municípios Baianos.

PARTICIPEM!

sábado, 27 de abril de 2013

DROGAS P/ LÚPUS NA GRAVIDEZ NÃO IRA PREJUDICAR A CRIANÇA


















DROGAS P/ LÚPUS NA GRAVIDEZ NÃO IRA PREJUDICAR A CRIANÇA
Por Nancy Walsh, Staff Writer, MedPage Today
 
Publicado em: 24 de abril de 2013
 
Avaliado por  Zalman S. Agus, MD , Professor Emérito, Perelman School of Medicine, da Universidade da Pensilvânia e Dorothy Caputo, MA, BSN, RN, enfermeira Planner
 

Pontos de Ação

  • Note-se que este estudo foi publicado como um resumo e apresentado em uma conferência.Estes dados e conclusões devem ser considerados preliminares até publicado em um jornal peer-reviewed.
 
Crianças nascidas de mães com lúpus eritematoso sistêmico não parecem ser afetados pelo tratamento da mãe com azatioprina e / ou hidroxicloroquina, este estudo encontrou.

BIRMINGHAM, Inglaterra – O tratamento de mulheres grávidas com lúpus eritematoso sistêmico com agentes convencionais não pareceu influenciar a saúde ou comportamento de seus filhos, disse um pesquisador aqui.
Entre as cerca de 300 crianças cujas mães tinham lúpus, um total de 14% havia sido hospitalizado para infecções graves, e dos hospitalizados, 38% tinham sido expostas in utero a azatioprina em comparação com 62% que não tinham sido expostas, de acordo com Maria Magda, MBChB, da Universidade de Birmingham.
De crianças que haviam sido expostas a azatioprina durante o desenvolvimento fetal, 9,1% tiveram problemas de comportamento / desenvolvimento como o transtorno de déficit de atenção ou atraso em atingir metas, em comparação com 5,3% das crianças não expostas, Magda informou no encontro anual da Sociedade Britânica de Reumatologia.
Das crianças que tiveram dificuldades comportamentais, 44% tinham sido expostas a azatioprina em comparação com 56% daqueles não expostos, disse ela.
Estes resultados sugeriram que a azatioprina não foi associado com riscos de infecções graves ou problemas de desenvolvimento, que foram perguntas que tinham surgido depois pequenos estudos anteriores sugeriram uma ligação.
“Muitas vezes usamos drogas imunossupressoras para as mulheres com lúpus durante a gravidez para evitar a descida, mas pouco tem sido publicado sobre os efeitos a longo prazo sobre seus filhos”, disse Magda.
Então, ela e seus colegas conduziram um estudo transversal de 200 mulheres atendidas em oito centros Unido lúpus, avaliando os resultados para 287 crianças menores de 17 anos.
Todas as mulheres participantes tinham pelo menos quatro critérios para lúpus acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, e todas as crianças incluídas nasceram após o diagnóstico materno de lúpus.
A idade média das mulheres no momento de seu primeiro nascimento foi de 32, e duração média da doença foi de 7 anos. Um total de 65% eram brancos.
Das 200 mulheres, 11 eram fumantes, 48 ​​bebia álcool, e 65 tiveram envolvimento renal.
Auto-anticorpos como anti-Ro/La estavam presentes em 43% das mulheres, o lúpus anticoagulante foi detectado em 33%, e 23% tinham anticardiolipina IgG ou IgM.
Em 152 das gestações, as mulheres foram tomando hidroxicloroquina, e em 88, eles estavam recebendo azatioprina.
“Reassuringly, em 84% dos casos de pré-eclâmpsia não se desenvolver, e em 83% sem restrição de crescimento intrauterino ocorreu”, disse ela.
A idade gestacional média foi de 36,3 semanas e peso médio ao nascer era de 2,7 kg.
Pouco mais da metade dos nascimentos foi vaginal, 40% foram cesarianas, e os restantes foram assistidos com uma pinça.
A média de idade das crianças no momento da coleta de dados foi de 4,6 anos.
Entre as crianças que tinham sido hospitalizados com infecções graves, pouco mais de 40% foram para as condições pulmonares como pneumonia ou bronquiolite.
Outras infecções incluiu a infecção do trato urinário e meningite, visto em pequenos números de pacientes.
Na análise univariada, nenhuma das associações entre a exposição e infecção foram estatisticamente significativas.
Para o endpoint de dificuldades comportamentais ou de desenvolvimento, o único fator importante identificado na análise univariada foi maior idade (OR 1,15, IC 1,05-1,26, 95% P = 0,03). ”Isso era de se esperar, porque a mais velha a criança, mais provável é que não conseguiram um marco de desenvolvimento”, disse Magda.
Outra questão era se hydroxychloroquine protege contra bloqueio cardíaco congênito ou lúpus neonatal, o que tinha sido visto em um estudo recente dos EUA. No estudo atual, bloqueio cardíaco ocorreu em 2,8% das crianças, sendo que metade das mães dessas crianças terem tomado a droga.
Lupus neonatal foi relatada por 1,4% das crianças, os quais haviam sido expostos a hydroxychloroquine no útero.
No entanto, a análise determinou que hydroxychloroquine não teve efeito protetor contra esses resultados, observou ela.
O único fator que foi associada com bloqueio cardíaco congênito na análise univariada foi a presença de anticorpos anti-Ro/La, que elevou significativamente o risco (OR 15,1, IC 1,90-119, 95% P = 0,01).
No entanto, estes são apenas dados iniciais, o investigador alertou, e são limitados por maternal auto-relato.
“Será necessária mais análise multivariada para enfrentar potenciais fatores de confusão, como o uso de outras drogas, complicações maternas, bem como a presença de anticorpos antifosfolípides, a fim de melhor aconselhar as mulheres com lúpus, sobre os riscos para seus filhos”, concluiu.
Magda não relataram conflitos de interesse. Um co-autor recebeu fundos da Genentech, a Roche, e Aspreva / Vifor.

Fonte primária: Sociedade Britânica de Reumatologia
de referência Fonte:
Magda M, et al “Os resultados a longo prazo de crianças nascidas de mães com LES” BSR 2013; Resumo 01.

http://jmarcosrs.wordpress.com/2013/04/25/drogas-p-lupus-na-gravidez-nao-ira-prejudicar-a-crianca/
 
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CAMPANHA do dia 10 de Maio ( VITÓRIA CONTRA O LÚPUS )

VITÓRIA CONTRA O LÚPUS

Clube participa de campanha para divulgar o 
Dia Internacional da doença ( Lúpus )
 A Associação Bahiana de Lúpus pretende mobilizar uma grande concentração de portadores da doença, familiares e amigos, para comemorar em 10 de maio o “Dia Internacional do Lúpus”. Diversas ações estão previstas para divulgar a concentração e o Vitória deu o pontapé inicial neste domingo, por ocasião do jogo contra o Juazeiro, com os jogadores entrando em campo com uma faixa de apoio à campanha.
“O slogan ‘Vitória contra o Lúpus’ resume o nosso objetivo geral e se encaixa perfeitamente com o papel social do Vitória. Não conheço nenhum clube de futebol que divulgue a doença. Assim, depois do sucesso que vocês tiveram com a campanha de doação de sangue em 2012, eu fiquei pensando que o Vitória poderia nos ajudar”,  agradece o médico Mittermayer Santiago, coordenador do Ambulatório de Lúpus e professor adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
A concentração no dia 10 de maio está programada às 9 horas em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde, no Centro Administrativo da Bahia.
 
O que é
O lúpus é uma doença que acomete principalmente mulheres jovens no período mais produtivo da vida. Tem como base a produção de anticorpos contra várias partes do organismo e dessa forma as manifestações clínicas são muito variadas, o que às vezes dificulta o seu diagnóstico.

Pesquisas realizadas em outros países têm demonstrado que a freqüência da doença é de cerca de 50 casos por 100 mil habitantes. Cerca de 5 milhões de pessoas sofrem de lúpus no mundo. Tais pesquisas têm também revelado que a doença é mais comum e mais grave em pessoas da raça negra e que piora com a exposição ao sol.
“Curiosamente, até o momento, não se sabe o número de casos dessa enfermidade na Bahia, Estado com o maior número de indivíduos da raça negra do país e onde o sol brilha durante todo o ano.  O ambulatório de Lúpus da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) que é o centro de referência para o tratamento da doença no nosso Estado para pacientes do SUS, tem cerca de 500 pacientes em acompanhamento, mas esse número corresponde apenas a uma parcela do total de casos da Bahia. Tomando-se como base as estatísticas de outros países, pode-se calcular que só em Salvador deve existir mais de 1.200 casos da doença”, revela  Mittermayer Santiago.
 

. Sintomas
Os sintomas do lúpus são muito variados e os pacientes referem freqüentemente dor e inchação em articulações, manchas no rosto que são sensíveis à exposição solar conhecidas como “asa de borboleta”, queda intensa de cabelos, febre e perda de peso, inflamação de pleura (membrana que recobre o pulmão), queda de glóbulos brancos no sangue (leucopenia) e inchação em todo o corpo devido a alterações renais. É importante salientar que o lúpus pode ser uma doença limitada à pele, sem envolver órgãos internos, mas recomenda-se que mesmo nesses casos o paciente deva fazer uma avaliação com um reumatologista, médico que trata desse problema, pois muitas características da doença podem ser detectadas apenas com exames laboratoriais.

É também muito importante lembrar que a despeito de envolver a pele, o lúpus não “pega” ou “passa” para pessoas próximas. Do mesmo modo, a doença não é hereditária, ou seja, não passa de pai para filho, embora seja possível encontrar mais de uma pessoa com o problema na mesma família.
Muitos artistas têm ajudado a divulgar a doença, como é o caso de Julian Lennon (filho de John Lennon) - 
veja esse site: http://www.worldlupusday.org/. A história dele e a sua relação de amizade com Lucy que foi a fonte de inspiração para a famosa música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1187120-7085,00-FILHO+DE+LENNON+CONTATA+MULHER+QUE+INSPIROU+LUCY+IN+THE+SKY+WITH+DIAMONDS.htm


http://www.ecvitoria.com.br/noticias/2441-vitoria-contra-o-lupus